Samy Um dos problemas que vejo no direito, mesmo sem saber nada a respeito (como diz o Prof. Newton Costa, falar de algo sabendo do que se fala não tem graça, é fácil: o bacana mesmo, sugere ele que se faz isso geralmente, é falar sobre aquilo que não se conhece...) está com o chamado Direito Alternativo. Se bem entendo a coisa, e corrijam por favor, em função de certos fatos, o juíz pode até mesmo ir contra a norma, a lei, dando uma sentença que desvie (derrogue) a lei que deveria seguir. Isso tem suas justificativas bem interessantes por sinal, mas do ponto de vista lógico (o jurídico eu deixo de lado, mas acho incrível uma coisa assim, pois os juízes passam a ser reis ou ditadores --mesmo que alguns sejam "legitimamente eleitos", decretando ao seu critério) é um caso contornável. Neste caso, já sugeri isso a alguém antes, uma lógica paraclássica, que é um tipo de lógica paraconsistente, daria jeito... Quanto ao seu A --> B, não compete à lógica dizer se A ou B são verdadeiros, mas ao campo de aplicação. Depois, o que entende por "verdade"? Bom, já me estendi demais nisso. Abraços. D. ________________________________ Decio Krause Departamento de Filosofia Universidade Federal de Santa Catarina 88040-940 Florianópolis, SC -- Brasil deciokrause[at]gmail.com www.cfh.ufsc.br/~dkrause ________________________________ "He [God] will never choose among indiscernibles" (G.W.Leibniz) [But] He (God) would never choose among discernibles too. (M. Franciotti)
Em 19/11/2011, às 15:13, SÁ, Samy Soares escreveu: > Sobre essa questão do direito, creio que vai um pouco além de podermos > axiomatizá-lo. > > Diria que podemos reduzir um código de leis a regras como axiomas, sim, mas > que o ponto das discordâncias aparece na *opinião* dos que interpretam os > fatos envolvidos. Nesse sentido, tratamos de *crenças* dos indivíduos e > podem envolver opiniões contrárias. É aqui que esses contornos ficam mal > definidos, como sugerido pelo Décio... > > Para um exemplo super simples com base em modus ponens, o código legal pode > dizer claramente que "A -> B", mas ele não vai dizer nada sobre A. Cabe aos > que interpretam os fatos dizer se A é verdadeiro ou falso, e aqui começa o > debate! Talvez esse conceito deva ser interpretado como algo fuzzy, mas a > valoração dele ainda seria própria a cada indivíduo. > > Outra possibilidade é que um indivíduo não acredite em A, mas o sugira > verdadeiro por conveniência da argumentação, a exemplo de um advogado de > defesa quanto à inocência de seu cliente, mas o problema continua sendo > reduzido a crenças de agentes diferentes, mesmo que por conveniência. > -- > Samy Sá > ------------------------------------------------------------------------------- > Doutorando em Ciência da Computação (MDCC/UFC), > Professor Assistente, Tutor PET - TI Quixadá (TIQx) > Universidade Federal do Ceará, Campus de Quixadá. > ------------------------------------------------------------------------------- > Blog <http://tiqx.blogspot.com/> | Twitter<http://twitter.com/#%21/samyspsa>| > Buzz <http://?shva=1#buzz/117773808737788246504> > _______________________________________________ > Logica-l mailing list > [email protected] > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l _______________________________________________ Logica-l mailing list [email protected] http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
