Olá a todos
Casualmente, achei na Scientific American a seguinte citação: " Ken 
Intriligator, a theoretical physicist at the University of California, San 
Diego, agrees, adding that whereas mathematicians require proofs to be 
watertight, physicists tend to be satisfied by proofs that seem mostly right, 
and intrigued by any avenues to be pursued in more depth."
Se quiserem ver tudo, mas sobre físiça, consultem 
http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=proof-found-for-unifying-quantum&WT.mc_id=SA_CAT_physics_20111119

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Décio Krause
Departamento de Filosofia
Universidade Federal de Santa Catarina
88040-900 Florianópolis - SC - Brasil
http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause
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Em 19/11/2011, às 13:57, "Maria Francisca" <[email protected]> escreveu:

> Décio,
> 
> Em um excerto do seu e-mail você relacionou a axiomatização ao domínio do 
> conhecimento.
> 
> No caso do direito (não sei em outros saberes) a tendência atual é a 
> interdisciplinaridade (fio condutor que perpassa várias disciplinas) e a 
> transdisciplinaridade (surgimento de uma nova região epistêmica a partir da 
> junção de duas ou mais, como se fosse, digamos alegoricamente, mais uma 
> "dimensão" superposta - estou trabalhando nisto).
> 
> Nesse caso, a relação entre axiomatização e domínio do saber fica complexa.
> 
> Abraços transdisiciplinares,
> 
> Maria Francisca
> 
> 
> ----- Original Message ----- From: "Décio Krause" <[email protected]>
> To: "jean-yves beziau" <[email protected]>
> Cc: <[email protected]>
> Sent: Saturday, November 19, 2011 1:40 PM
> Subject: Re: [Logica-l] Prova no Direito e na Ciência
> 
> 
>> JY
>> Você dizer que Weil ou Wiilies não usaram a axiomática de Peano não me 
>> parece acertado. Se eles usaram aritmética, mesmo que implicitamente fizeram 
>> uso de *alguma* versão axiomática da mesma. Isso, claro, não pode ser dito 
>> presentemente por exemplo das coisas em gravitação quântica, mas neste caso 
>> ninguém sabe direito do que se está falando...
>> Quanto ao Direito, como em geral, a área não tem contornos definidos, logo 
>> não vejo como aplicar o método axiomático exceto em porções da mesma, o que 
>> propicia que cada pedaço possa ser atingido de um modo. (deixo para depois a 
>> inferência de que a aritmética teria contornos bem definidos - pace, Doria). 
>> Há por outro lado que se buscar as razões para tal empreitada. Penso que, 
>> como em ciência, não é algo absolutamente necessário proceder a 
>> axiomatização de um domínio, pois como você observou, dificilmente o 
>> cientista ou o jurista faz uso de tais técnicas. Mas, se pretendemos 
>> entender os, digamos, alicerces de uma possível formulação de um certo 
>> domínio do conhecimento (e admito que podem haver várias delas, inclusive 
>> incompatíveis entre si), o método axiomático é sem dúvida útil, mas ele não 
>> me parece ser, repito, a salvação da lavoura em todas as áreas (talvez nem 
>> mesmo valha a pena ser empregado em gravitação quântica).
>> Abraços axiomáticos,
>> Décio
>> 
>> ------------------------------------------------------
>> Décio Krause
>> Departamento de Filosofia
>> Universidade Federal de Santa Catarina
>> 88040-900 Florianópolis - SC - Brasil
>> http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause
>> ------------------------------------------------------
>> 
>> 
>> Em 19/11/2011, às 09:51, jean-yves beziau <[email protected]> escreveu:
>> 
>>> Prezada Maria Francisca
>>> 
>>> Nao parece que o conceito de prova tive uma grande evolucao
>>> ate o nascimento da teoria da prova.
>>> Alem disso, hoje nas ciencias e mesmo na matematica pessoas tratam antes de
>>> tudo de sistema fatico,
>>> nao deduzindo coisas a partir de axiomas.
>>> Para muita gente o interesso e a possibilidade de axiomatizar nao estao
>>> muito claro:
>>> a teoria dos numeros funcionou 2000 anos sem ser axiomatizada e continua a
>>> funcionar com sistema fatico,
>>> nao parece que o Andre Weil tarabalhou usando os axiomas de Peano,
>>> nem o Andrew Wiles.
>>> 
>>> Infelizemente os grandes projetos axiomaticos foram deixados de lado.
>>> Estamos longe do tempo onde Suppes organizou um grande congresso sobre
>>> axiomatizacao em Berkeley em 1957:
>>> L. Henkin, P. Suppes, & A. Tarski (Eds.), The Axiomatic Method with Special
>>> Reference to Geometry and
>>> Physics.  Proceedings of an international symposium held at the University
>>> of
>>> California, Berkeley, December 16, 1957 - January 4, 1958
>>> 
>>> Do outro lado, o direito parece uma das ciencias mais facil axiomatizar.
>>> A dificuldade e qual sistemo logico usar exatamente,
>>> nao basta acrescentar modalidades deonticas,
>>> um problemo fundamental e mais liga a transposicao da linguagem ordinaria
>>> e/ou juridica
>>> num sistemo propositicional e/ou de primeira ordem qualquer que seja.
>>> 
>>> Um abraço,
>>> Jean-Yves
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