Alvaro, tenho o livro de Maxwell; ele formulou a teoria como equações escalares para as diferentes componentes. Foi Josiah Willard Gibbs quem botou em forma vetorial, com divergência, rotacional.
2008/9/23 Alvaro Augusto (L) <[EMAIL PROTECTED]> > Eu conhecia esse parágrafo do Sagan há muito tempo, mas, quando transposto > para a sala de aula, descobri que os alunos ficam com aquela cara de "pô, > mas foi só isso que Maxwell fez?" Assim, é bom lembrar que para formular > sua > teoria Maxwell usou quatêrnions e não vetores. Na forma vetorial atual, que > se deve a Heaviside e aparece em todos os textos de graduação, as equações > de Maxwell são apenas quatro e a corrente de deslocamento é um termo > simples > e facilmente identificável. Na versão de Maxwell, contudo, as equações eram > vinte, sem falar nas dificuldades em compatibilizar a nascente teoria > eletromagnética com a tradição mecânica então vigente. Nada muito trivial. > > [ ]s > > Alvaro Augusto de Almeida > http://www.alvaroaugusto.com.br > [EMAIL PROTECTED] > > > > > ----- Original Message ----- > From: "Márcio Palmares" <[EMAIL PROTECTED]> > To: "Desidério Murcho" <[EMAIL PROTECTED]>; "Décio Krause" > <[EMAIL PROTECTED]> > Cc: "Logica-L" <[email protected]> > Sent: Tuesday, September 23, 2008 11:08 AM > Subject: Re: [Logica-l] RES: Sem Lógica > > > E que tal essa: > > "(...) o físico escocês James Clerk Maxwell estabeleceu quatro equações > matemáticas, com base no trabalho de Faraday e seus predecessores no campo > experimental, relativas a cargas e correntes elétricas com campos elétricos > e magnéticos. As equações mostravam uma curiosa ausência de simetria e isso > deixou Maxwell preocupado. Havia algo de inestético nas equações, na forma > em que eram então conhecidas, e para melhorar a simetria Maxwell propôs que > uma delas tivesse um termo adicional, que ele chamou 'corrente de > deslocamento'. Seu argumento era fundamentalmente intuitivo, pois não havia > evidência experimental para tal corrente. Sua proposta teve conseqüências > espantosas. As equações corrigidas de Maxwell implicavam a existência de > radiação eletromagnética, abrangendo desde os raios gama, os raios X, a luz > ultravioleta, a luz visível, os raios infravermelho e a ondas de rádio." > > Carl Sagan - O Romance da Ciência (Broca's Brain) - Ed. Francisco Alves, 2ª > edição - p. 46 > > Einstein não teve a mesma sorte com sua 'constante cosmológica', não é > mesmo? > > []'s > > M. > > > --- Em ter, 23/9/08, Décio Krause <[EMAIL PROTECTED]> escreveu: > > > De: Décio Krause <[EMAIL PROTECTED]> > > Assunto: Re: [Logica-l] RES: Sem Lógica > > Para: "Desidério Murcho" <[EMAIL PROTECTED]> > > Cc: "Logica-L" <[email protected]> > > Data: Terça-feira, 23 de Setembro de 2008, 9:51 > > Desidério e todos > > Lembre que Max Planck, por exemplo, chegou à hipótese dos > > quanta num > > chute--com as devidas reservas, que ele mesmo disse ser > > "um ato de > > desespero". Nenhum "pensamento lógico" no > > sentido em que usualmente se dá ao > > termo foi empregado. Popper falava que o cientista deve > > lançar "conjecturas > > ousadas", como certamente todos sabem, muitas vezes > > sem que se possa dizer > > que houve "lógica" (ele mesmo não aceitava o > > que poderíamos chamar de uma > > lógica indutiva). Só quero dizer que é preciso cuidado > > com isso, porque não > > creio ser possível descrever de modo cabal como se chega > > "às realidades", > > para empregar o termo de vocês. Aliás, chega-se a alguma > > "realidade"? Têm > > certeza? (olha a mecânica quântica aparecendo na curva). > > De que tipo de > > "realidade" estão falando? Etc. etc. > > Os filósofos (os verdadeiros) falaram muito sobre isso, > > como também devem > > saber. > > No entanto, a discussão, apesar de tudo, está > > interessante porque deve estar > > ajudando muita gente. > > Abraços, > > Décio > > > > PS: Desidério, lembra da Enciclopédia de Filosofia da > > Ciência? Vamos > > continuar? > > > > 2008/9/22 Desidério Murcho > > <[EMAIL PROTECTED]> > > > > > Caros colegas > > > > > > Não quero parecer arrogante, mas já ouvi muitas > > vezes o tipo de coisa que > > > diz o Arthur: há "outras maneiras" de > > aceder a realidades mais importantes > > > do que o mero pensamento lógico. Penso que isto é > > uma fantasia e que > > > esconde > > > muita má fé. (Não estou a dizer isso pessoalmente > > do querido Arthur, que > > > tem > > > a coragem de apresentar aqui as suas ideias e > > argumentos com muita > > > simpatia.) Caso houvesse uma complexa demonstração > > matemática ou física da > > > existência de coisas com almas ou seja o que for, o > > "pensamento lógico" já > > > não seria rechaçado por ser redutor e insuficiente: > > pelo contrário, os > > > partidários destas coisas aceitariam os seus > > resultados. O que significa > > > isto? Que se temos muita vontade que a realidade seja > > de certa maneira e > > > depois vemos que não é usando os melhores métodos > > à nossa disposição, > > > podemos perfeitamente acusar os métodos de serem > > insuficientes. Isso é sem > > > dúvida logicamente possível. Mas não é nem sensato > > nem honesto. O mais > > > sensato e honesto a fazer é aceitar que afinal a > > realidade nem sempre é > > > como > > > gostaríamos que fosse. E pronto, passa-se à frente > > porque há muitíssimas > > > coisas maravilhosas no mundo sem termos de fingir que > > o mundo é como no > > > fundo sabemos que não é. > > > > > > Um abraço, > > > Desidério > > > > > > > -----Original Message----- > > > > From: [EMAIL PROTECTED] > > > [mailto:[EMAIL PROTECTED] > > > > On Behalf Of Eduardo Ochs > > > > Sent: segunda-feira, 22 de Setembro de 2008 18:02 > > > > To: Lista acadêmica brasileira dos profissionais > > e estudantes da área de > > > > LOGICA > > > > Subject: Re: [Logica-l] RES: Sem Lógica > > > > > > > > Oi Lista, > > > > > > > > Artur escreveu: > > > > > Sinto muita afinidade com estes ditos do > > Bertrand Russell, mas, ao > > > > > mesmo tempo, creio que o homem dispõe de > > bem mais ferramentas de > > > > > investigação que o pensamento e > > raciocínio, que deveriam ser > > > > > utilizados por todos. > > > > > > > > > > O raciocínio lógico é necessário, mas > > não é suficiente. > > > > > > > > Sabemos que o pensamento e o racicínio não são > > "suficientes", mas a > > > > impressão que eu tenho é que o Artur age como > > se eles fossem inúteis, > > > > e até nocivos... > > > > > > > > Acho que se ele não tivesse tanto preconceito > > contra a "filosofia > > > > ocidental" ele conseguiria ver que ela tem > > ferramentas para melhorar o > > > > pensamento e o diálogo, e que ela frequentemente > > discute as suas > > > > próprias limitações... e aí ele conseguiria > > defender o seu ponto de > > > > vista muito melhor. > > > > > > > > Abraços arturológicos, > > > > Eduardo Ochs > > > > http://angg.twu.net/ > > > > http://angg.twu.net/math-b.html > > > > [EMAIL PROTECTED] > > _______________________________________________ > Logica-l mailing list > [email protected] > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l >
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