Prezado Gustavo,

Acho que um exemplo vai ajudar.

Um serviço de negócio é por exemplo transporte. Um exemplo de processos de 
negócio é vendas. Os serviços de TI habilitam os processos de negócio à 
entregar os serviços de negócio.

Em resumo business assets representa ativos mais amplos do que apenas ativos de 
TI. Não existe separação. 

Não deveria existir um serviço não relacionado ao negócio, mas eles existem e 
muitas vezes representam as ineficiências e desperdícios da empresa.

Sobre o vosso comentário, no momento que TIC tornar-se o negócio da empresa ela 
assume o CIO assume o papel de parte ativa da estratégia.

Diversas empresas que não são de TI estão transformando-se em empresas de 
negócio TI. 


Cordialmente
Ricardo Mansur
  ----- Original Message ----- 
  From: Gustavo Tavares 
  To: [email protected] 
  Sent: Tuesday, June 23, 2009 11:02 AM
  Subject: Re: [itsm_br] Re: ITIL v3 - Service Model / Modelo de Serviço





  OLá Marcus,

  Com relação à localização do termo Business Assets, realmente ele não consta 
na seção 7.2.1 do livro. Ele na verdade está em outras seções, mas orientadas 
justamente ao direcionamento do provedor de serviços ao market space. Eu o 
coloquei na mesma pergunta pois acho que faciliaria muito o meu entendimento 
fazer um paralelo entre o que seriam: service assets, customer assets e 
business assets.

  Olá Mansur,

  Entendi a distinção que vc fez com relação aos business assets, service 
assets e customer assets. Mas ainda existem algumas pulgas atrás da minha 
orelha. Você fala que business assets são relacionados aos requisitos e 
processos de negócio. Ok. Mas qual o sentido de existir esta distinção? Falo 
isto porque no meu entender é um conceito redundante visto que não existe 
sentido em possuir service assets que não estejam atendendo aos requisitos e 
processos de negócio. Podemos até dividir os service assets em ativos primários 
e ativos de suporte, mas dizer que alguns ativos estão relacionados ao negócio 
e outros estão relacionados ao serviço para mim é um equívoco. Tudo deve estar 
relacionado ao negócio !! O que não está relacionado ao negócio não precisa 
existir. Você concorda comigo? Ou ainda falta alguma coisa no meu raciocínio?

  Com relação à todas as respostas:

  Alguns aspectos colocados nas respostas parecem reforçar uma impressão que 
estou tendo durante a leitura do livro Service Strategy. Ele está se 
direcionando mais e mais a organizações especializadas em prover serviços de TI 
para o mercado. Ele até referencia organizações internas de TI mas sua ênfase é 
claramente identificada em organizações fornecedoras de serviços de TI. 
Mercadologicamente é como se ele estivesse se posicionando como um concorrente 
da metodologia eSCM-SP. É como se ele estivesse atuando para atender a um 
"market space" específico.

  Agora uma opinião para ser criticada:

  Se é isto mesmo me parece que a evolução do ITIL vai acabar afastando-o do 
mercado original e no qual ele se consolidou (ao menos no Brasil). Tá certo que 
existe a recomendação de que: a biblioteca deve ser avaliada criticamente e 
adequada à cada realidade. Mas a integração das diversas fases do ciclo de vida 
(strategy, design, transition, operation e CSI) acaba por limitar esta 
adequação. Hoje por exemplo as iniciativas de melhoria contínua estão 
totalmente relacionadas às definições de estratégia de serviços. Até é possível 
aplicar algumas das técnicas de CSI sem se relacionar à estratégia definida. 
Mas estas técnicas não são originárias do ITIL. Foram apenas compiladas de 
outras iniciativas (TQM, Lean, Six-Sigma, etc). Ou seja, de novo mesmo o ITIL 
v3 trouxe apenas a integração de tudo isto em um ciclo de vida comum.

  Um outro aspecto que o distancia das organizações internas de TI é a 
abordagem para criação da estratégia. Ele direciona, como bem pontuou o Marcus, 
para a criação de estratégias para atender às necessidades gerais do mercado 
(market space). Entretanto isto só seria válido em uma organização onde a TI 
fosse o driver exclusivo da geração da estratégia organizacional. Ou seja, os 
conceitos do service strategy parecem somente ser aplicáveis se a organização é 
criada um função das suas capacidades técnológicas (service assets). 
Teoricamente isto é possível, mas pergunto a vocês: Em qual organização 
Brasileira ou Mundial a definição do posicionamento estratégico se dá a partir 
da avaliação dos service assets? Em outras palavras: Em qual organização do 
Brasil ou do Mundo o CIO/Diretor de TI é o executivo principal no processo de 
criação da estratégia?

  Até existe um artigo famoso de Hendersen e Venkatraman (Strategic Alignment: 
Leveraging Information Technology For Transforming Organizations) publicado no 
volume 32 do IBM Systems Journal no ano de 1993, que fala sobre a estratégia de 
TI direcionando a estratégia da organização. Mas nos termos do artigo isto só 
acontece quando a organização não possui uma estratégia claramente definida. Só 
acontece em organizações imaturas onde a TI acaba criando restrições e impondo 
comportamentos desejados às outras áreas da organização. É a criação de uma 
estratégia organizacional emergente, baseada nos direcionamentos da estratégia 
de TI. Totalmente diferente da visão de estratégia deliberada, criada a partir 
de decisões racionais que envolvem avaliação do mercado e negociação com as 
áreas internas pregada pelo ITIL v3.

  O que acham? Esta á uma opinião minha que ainda não está fechada. São uma 
série de sentimentos a respeito do ITIL v3 que precisam ser questionados e 
colocados a prova. Gostaria da ajuda de vocês para rebater estes meus 
argumentos ou até mesmo concordar com eles.

  Abraços,

  Gustavo Tavares
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