Salve, Tavares. Metendo os pés pelas mãos e atravessando o assunto, concordo plenamente que nossa comunidade pouco interage.
Obviamente não estou falando dessa lista de discussão, a qual o Gilberto magistralmente mantém ativa. Mas como um todo. Se pegarmos outras áreas, como médicos e etc., também técnicos, eles tem congressos e o escambau de momentos, fora as próprias listas e publicações científicas. Nós minguamos duma maneira que precisamos aproveitar todas as oportunidades para debater e falar. E se estivermos errados, paciência, aprendemos e tal. Não sei se as discussões "superficiais" acabam com "está escrito assim". Eu acho que é o que é. Somos ainda pouco maduros e precisamos de ancoragem pros nossos argumentos. Pra mim, a questão nem é tanto se estribar ou buscar muletas nos livros britânicos pros nossos argumentos. Mas é a falta de debate mesmo... De troca de experiências. De vivências. De impressões etc. Da comunidade como um todo. Abrazon El Cohen http://twitter.com/robcohen 2009/6/24 Gustavo Tavares <[email protected]> > > > Mansur, > > Acho que não me expressei bem. Quando eu disse que não vejo os CIOs > conduzindo a estratégia da empresa eu não disse que eles não fazem parte do > board. Eu estou certo que existem nos EUA, na Europa, na India e no Brasil > empresas que contam com CIO no board. Eu conheço pessoalmente alguns CIOs > que fazem parte do board das organizações onde desempenham suas funções aqui > no Brasil. O que eu estava tentando dizer é: Os CIOs não fazem o papel de > CSO (Chief Strategy Officer). E o ITIL v3 foi escrito, na minha visão, com a > premissa de que o CIO desempenha também o papel de CSO. > > É apenas um detalhe. Mas é um detalhe importante que se resume na seguinte > pergunta: O CIO vai conseguir direcionar todo o processo de geração da > estratégia da organização de acordo com os princípios do ITIL v3? Ele vai > conseguir desbancar o CEO ou o COO e dizer: "Tenho um método de geração da > estratégia melhor do que o seu, vamos usá-lo!!" Veja que não estou falando > em seguir fielmente o ITIL v3 para gerar a estratégia. Estou falando em > levantar as abstrações por ele apresentadas como Business Assets, Service > Assets e Customer Assets e outras. > > Eu respeito sua posição de não querer discutir isto em um fórum público. > Mas eu discordo do seu diagnóstico com relação a falta de capital > intelectual do mercado nacional. Embora concorde com a questão do modelo de > negócio furado, acho que isto acontece mais em virtude da falta de discussão > a respeito das "melhores práticas" importadas. A "falta de entedimento", > como você bem colocou, acontece porque ao ler o que é "a mais nova moda" > vinda "dos estrangero" os profissionais não se preocupam em avaliar se as > práticas desta nova moda são aplicáveis à sua realidade. Eles não se > preocupam em questionar o que foi pregado pelos "experts". One size fits > all. > > Discordando de vc eu acredito que este seja um bom fórum para levantar > estas questões e discutí-las em profundidade. Não conheço todos, mas conheço > pessoalmente algumas poucas pessoas que dele participam e, honestamente, > estas pessoas contam com a minha admiração profissional. São pessoas as > quais eu procuro ouvir atentamente, principalmente quando vão criticar as > minhas opiniões. > > E infelizmente este é um assunto que não comporta discussões superficiais. > As discussões superficiais acabam com "tá escrito assim", "é o que diz o > ITIL" (by the way, eu tive um líder de projeto que sempre encerrava as > discussões assim). Esta discussão envolve avaliar o que está escrito e > dizer: será?? sei não heim!!! Envolve tirar o ITIL do pedestal que ele se > encontra e questionar seus dogmas. Envolve avaliar o que ele prega e > entender a sua aplicação no contexto das empresas. Até mesmo para dizer: > Putz !! Esta é mesmo a melhor solução. Mas como disse anteriormente, eu > respeito a sua decisão de não querer discutir o assunto em profundidade. > > Cordialmente, > Gustavo Tavares > > > 2009/6/24 MansurR <[email protected]> > >> Prezado Gustavo, >> >> Não apenas acredito, como já é realidade em diversos países. Por norma >> pessoal eu não cito nomes e empresas, mas se procurar nos EUA vc encontrará >> centenas de exemplos. Estou falando de empresas que não são fornecedoras de >> tecnologia. As que são já fazem isto há algum tempo. >> >> Algumas empresas que citou, o CIO faz parte do board de decisão da >> estratégia nos Estados Unidos. No Brasil são raros os profissionais que >> conseguem falar de tecnologia e negócio, por isto a grande quantidade de >> executivos de negócio assumindo posições de TI. Procure reportagens na >> computerworld e infocorporate, informationweek e CIO que vc encontrará >> centenas de casos de gente no Brasil da área de negócios assumindo a gestão >> de TI. >> >> Existe um erro conceitual quando as pessoas falam de ITIL, COBIT e outras >> ferramentas de governança de TI. Ferramentas são apenas ferramentas. Ser >> aderente ao ITIL não significa que a empresa consegue gerenciar o negócio >> com visão de mercado. Eu conheço raros service catalog cujos serviços falam >> do negócio. A coisa mais comum que encontro é aparecer como serviço de TI >> acesso à rede ou pesquisa de satisfação. Este tipo de definição >> simplesmente impede qualquer tipo de participação do CIO na estratégia. O >> motivo é bem simples. Foi jogado dinheiro no lixo. O CIO economizou na >> contratação de um real profissional de ITIL e gerou apenas e tão somente >> nada. Quem faz isto não entra no board de uma empresa e fica sempre como >> centro de custos. >> >> Não gosto de citar nomes como falei anteriormente, mas recomendo que veja >> o caso da empresa chamada INFONET. Vai encontrar um empresa de telecom >> vendendo serviços de TI com base na estratégia, qualidade e capacidade. >> Outro nome para ter em mente é o caso do CIO das casas Bahia. Ele não era de >> TI. Parei de fazer propaganda de graça....Sorry. Mas te afirmo são centenas >> os exemplos no mercado. >> >> Discordo sobre a sua afirmação "Mas fica mais complicado na medida em que >> as premissas existentes no modelo se tornam inválidas.". Não pretendo entrar >> à fundo neste assunto em fórum público, mas em função do que tenho visto em >> execução no mercado nacional eu diria que o problema é da alçada de modelo >> de negócio completamente furado, capital intelectual de menos e problemas de >> entendimento. >> >> Cordialmente >> Ricardo Mansur >> > > >
