Um problema "sério" da V3 é que o que eram boas praticas de mercado viraram
"teses a serem estudadas e validadas futuramente no munda da TI".

Nessa linha, vai SKMS e boa parte do Service Strategy.

A definiçao de uma boa pratica pressupoe que ela ja foi testada e aprovada
como uma boa forma de fazer tal coisa. Alguém ja viu uma soluçao SMKS
implantada tal e qual descrita no livro? Nem eu.

Entao ITIL hoje nao é so boas praticas, é também "teses a serem validadas".

2009/6/21 Carlos Teixeira <[email protected]>

>
>
> Olá Gustavo,
>
> a proposta ofertada pelo Majid Iqbal e pelo Michael Nieves - Service Model
> - é algo novo e arrojado em termos de TI, onde veremos maturidade nos
> próximos anos (acima de 5 anos, me arrisco dizer). Até porque assuntos como
> Processos de Negócios não são bem compreendidos em terras de Geeks.
>
> Entretanto, a proposta fica mais simples de entender por meio de
> comparações e metáforas. Vamos lá:
>
> - Quando um novo serviço é proposto é fundamental compreender sua utilidade
> (daí o mesmo capítulo comentar de um método que define 5 categorias para a
> percepção do cliente - o Kano Model), isto passa por compreender como que
> esta nova oferta (algo intangível) se entrelaça com o(s) processo(s) de
> negócio do cliente (algo concreto). Desta forma surge o Modelo de Serviço
> como meio de demonstrar estas interações, através de sua dinâmica.
>
> - "Esta difícil entender ou quer que eu desenhe?!" Esta pergunta, que horas
> parece arrogante ou completa falta de paciência, na verdade é uma forma de
> tornar uma idéia (lembre-se que estamos falando de estratégia, logo este
> serviço não existe e nem começou a ser desenhado) compreendida, por meio de
> ilustrações - sejam quadrados, setas, "carinhas" etc. Esta é uma técnica
> utilizada por Analistas de Negócio que necessitam tornar o seu entendimento
> sobre o "produto" livre de interpretações e o mais fiel ao que o cliente
> deseja. Outros Exemplos: Fluxogramas, UML, "Back of the Napkin" e por ai
> vai.
>
> - O Portfolio de Contratos é outra coisa que faz muito sentido, pois não é
> possível "Contar com o ovo antes da galinha" (esta comparação não foi das
> melhores...rs, mas acho que funciona!). Ao definir um novo serviço, ou
> melhor propor um novo serviço, é fundamental identificar os Contratos já
> existentes entre a TI e seus clientes e fornecedores, neste caso os ANS são
> também considerados. Logo saber as suas capacidades de entrega (Ativos de
> Serviço) são vitais antes de propor algo novo.
>
> - O Conceito de Market Space (desenvolvido por W. Kim e R. Mauborgne) pode
> ser compreendido como oportunidade para quem presta os serviços, logo ele
> determina a criação de um Modelo de Serviço, como forma de identificação do
> valor proposto ao Cliente.
>
> Desta forma, gostaria de responder aos seus questionamentos e espero tê-lo
> deixado "menos perdido" nas abstrações, mas antes de encerrar gostaria de
> sugerir um rearranjo das idéias:
>
> 1 - O Market Space determina o conjunto de clientes (Customer Porfolio) e
> influencia a criação do Portfolio de Serviços (Service Pipeline + Service
> Catalog);
> 2 - Os Contratos/Acordos (Contract Portfolio) é influenciado pelos Clientes
> e definido pelo Portfolio de Serviços;
> 3 - O Contrato/Acordo influencia (ou pode influenciar!) os Ativos de
> Cliente e define os Ativos do Serviço,
> 4 - O Modelo de Serviço é determinado pelos Ativos de Cliente e
> influenciado pelos Ativos do Serviço.
>
> Por fim, existem casos reais de utilização de Modelos de Serviços, os quais
> venho ajudando a criar - o qual não posso divulgar por questões de NDA -, no
> entanto, quero dar as minhas contribuições na forma de explicações e
> exemplificações. Por enquanto, ficam aqui minhas contribuições.
>
> Best Regards,
>
> Carlos Teixeira
> Management Consultant
> ITIL Service Manager Certified v2/v3
>
> --- In [email protected] <itsm_br%40yahoogroups.com>, Gustavo
> Tavares <grstava...@...> wrote:
> >
> > Olá pessoal do ITSM -Br,
> >
> > Gostaria de contar com a ajuda do grupo para esclarecer uma questão (na
> > verdade algumas). É relacionada a um conceito apresentado pela nova
> versão
> > do ITIL.
> >
> > No livro de Service Strategy do ITIL v3 foi apresentado o conceito de
> *Service
> > Model* (seção 7.2.1). De acordo com o livro, o *Service Model* representa
> a
> > arquitetura de comunicação e colaboração entre os processos e funções de
> > ITSM para garantir a criação de valor para um *market space* específico.
> O
> > primeiro ponto que não ficou claro para mim foi a limitação do *Service
> > Model* ao *market space*. Porque a criação de valor se refere
> > específicamente ao *market space* e não ao cliente de forma geral?
> >
> > A seção continua dizendo que o *Service Model* descreve como os *Service
> > Assets* se relacionam ao outros *Service Assets* e aos *Business Assets*
> por
> > meio de um *Portfólio de Contratos*. E na figura 7.6 ele demonstra que
> > o *Portfólio
> > de Contratos* é derivado do Portfólio de Serviços e do *Portfólio do
> Cliente
> > *. Enfim, me perdi nas abstrações... Não consigo achar aqui na minha
> cabeça
> > o que representaria os *Service Assets*, os *Business Assets*, o
> *Portfólio
> > de Contratos* e muito menos o *Portfólio do Cliente*. Na verdade o
> *Portfólio
> > de Contratos* até que eu tinha uma leve impressão do que seria.... Mas
> não
> > estou muito certo. Alguém poderia me ajudar a clarear esta salada de
> > conceitos/abstrações?
> >
> > E por fim, alguém já desenvolveu um *Service Model*? Mesmo que apenas
> para
> > fins de exercício prático?
> >
> > Resumindo:
> >
> >
> > 1. Por que o *Service Model *é orientado ao *market space* e não ao
> > cliente?
> > 2. O que seriam os *Service Assets*, os *Business Assets*, o *Portfólio
> > de Contratos* e o *Portfólio do Cliente*?
> > 3. Alguém já desenvolveu um *Service Model* que poderia me ajudar a
> > esclarecer tudo isto?
> >
> >
> > Abraços e valeu....
> >
> > Gustavo Tavares
> > Lkdin: www.linkedin.com/in/gustavares
> > Via6: www.via6.com/gustavares
> >
>
> 
>

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