Prezados,

Saudações, pois ha muito tempo não me manifesto por aqui !
Concordo com a nossa "breve aula" do caríssimo, Mansur.
E completo com um cenário que vivemos hoje. Dependerá muito da organização que 
se atua para que os famosos CSO, CTO, CFO  e outras tantas siglas possam 
definir as "tomadas estratégicas". Mas o que vejo, é que essas pessoas estão 
tomando consciência da importância de se ter uma TI melhor direcionada. Na 
verdade direcionada aos lucros e nunca a perdas ou investimentos...rs....esse é 
discurso usado. Temos que concordar com tal situação. E temos que ir além; 
mostrar o quanto somos importantes para "o negócio", seja ele qual for, pode-se 
lucrar através da TI. Tudo depende de como a coisa é vendida a diretoria e 
conduzida ao longo dos projetos ! 
Ao invés de dizermos: precisamos de 3x, passamos a dizer: pode-se economizar 6x 
se investirmos em tais projetos, por exemplo, contingência e etc.
Não podemos desistir !!! Podemos sempre alcançar mais do que já conseguimos !
abraços a todos.

Letícia Cravo Nunes.

 



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De: MansurR <[email protected]>
Para: [email protected]
Enviadas: Quinta-feira, 25 de Junho de 2009 18:50:08
Assunto: Re: [itsm_br] Re: ITIL v3 - Service Model / Modelo de Serviço





Prezados (as),
 
Prezado Gustavo,
 
Quem define a estratégia de uma empresa é a sua diretoria (board). O papel do 
CSO é ser na prática um facilitador para consolidar as iniciativas e permitir 
que a diretoria acompanhe e monitore a execução das inciativas. Nenhuma empresa 
(ou apenas algumas poucas) define a sua estratégia pela cabeça de uma única 
pessoa, por isto o CSO tem este papel de facilitador. 

São raros os CIOs que participam da definição da estratégia no Brasil, muito em 
função dos resultados alcaçados por TI. No entanto os que conquistaram lugar no 
board todos participam da definição, acompanhamento e monitação da 
estratégia. É preciso tomar cuidado com o conceito pois fiquei com a impressão 
que tens a expectativa que o CSO defina sozinho a estratégia da empresa. Em 
empresas de médio e grande é sempre um colegiado que faz isto. Em geral este 
papel é exercido pelo conselho de administração nas empresas com governança 
avançada.
 
A questão para desbancar COO ou CEO não passa pelo método. É puro e simples 
resultado agregado ao negócio. Se o CIO conseguir resultados ricos com a sua 
gestão ele desbanca. Se os resultados forem pobres ele sequer consegue se 
manter no board. Para o CEO e acionistas o método não importa. O importante é 
alcançar o resultado prometido.
 
O que eu não discuto em fórum público é a explicitação da minha parte de nomes 
de empresas. O assunto modelo de serviços de tic eu discuto sim.
 
Gustavo, se o capital intelectual fosse adequado existiria no Brasil uma maior 
quantidade de bases de conhecimento que não são mera cópias do que foi 
publicado na internet e o catálogo de serviço estaria definido de forma 
correta. São raros os casos de SLAs adequadamente definidos e medidos. Por 
favor observe que capital intelectual não é sinônimo de inteligência.
 
Novamente eu reforço a questão que eu não cito nomes de empresas de fórum 
público. Se quiser faço em private. Creio que não fui bem entendido por vc. Eu 
discuto sim o assunto em fórum público. Só não cito nomes e nem avanço no tema 
específico "Mas fica mais complicado na medida em que as premissas existentes 
no modelo se tornam inválidas" em fórum público. Não entenda como falta de boa 
vontade para compartilhar conhecimento com a comunidade. Espero que entenda que 
para entrar neste ítem em particular é preciso falar de forma clara nomes e 
fatos.

Cordialmente
Ricardo Mansur
----- Original Message ----- 
>From: Gustavo Tavares 
>To: itsm...@yahoogroups .com 
>Sent: Wednesday, June 24, 2009 5:47 PM
>Subject: Re: [itsm_br] Re: ITIL v3 - Service Model / Modelo de Serviço
>
>
>Mansur,
>
>Acho que não me expressei bem. Quando eu disse que não vejo os CIOs conduzindo 
>a estratégia da empresa eu não disse que eles não fazem parte do board. Eu 
>estou certo que existem nos EUA, na Europa, na India e no Brasil empresas que 
>contam com CIO no board. Eu conheço pessoalmente alguns CIOs que fazem parte 
>do board das organizações onde desempenham suas funções aqui no Brasil. O que 
>eu estava tentando dizer é: Os CIOs não fazem o papel de CSO (Chief Strategy 
>Officer). E o ITIL v3 foi escrito, na minha visão, com a premissa de que o CIO 
>desempenha também o papel de CSO.
>
>É apenas um detalhe. Mas é um detalhe importante que se resume na seguinte 
>pergunta: O CIO vai conseguir direcionar todo o processo de geração da 
>estratégia da organização de acordo com os princípios do ITIL v3? Ele vai 
>conseguir desbancar o CEO ou o COO e dizer: "Tenho um método de geração da 
>estratégia melhor do que o seu, vamos usá-lo!!" Veja que não estou falando em 
>seguir fielmente o ITIL v3 para gerar a estratégia. Estou falando em levantar 
>as abstrações por ele apresentadas como Business Assets, Service Assets e 
>Customer Assets e outras.
>
>Eu respeito sua posição de não querer discutir isto em um fórum público. Mas 
>eu discordo do seu diagnóstico com relação a falta de capital intelectual do 
>mercado nacional. Embora concorde com a questão do modelo de negócio furado, 
>acho que isto acontece mais em virtude da falta de discussão a respeito das 
>"melhores práticas" importadas. A "falta de entedimento" , como você bem 
>colocou, acontece porque ao ler o que é "a mais nova moda" vinda "dos 
>estrangero" os profissionais não se preocupam em avaliar se as práticas desta 
>nova moda são aplicáveis à sua realidade. Eles não se preocupam em questionar 
>o que foi pregado pelos "experts". One size fits all.
>
>Discordando de vc eu acredito que este seja um bom fórum para levantar estas 
>questões e discutí-las em profundidade. Não conheço todos, mas conheço 
>pessoalmente algumas poucas pessoas que dele participam e, honestamente, estas 
>pessoas contam com a minha admiração profissional. São pessoas as quais eu 
>procuro ouvir atentamente, principalmente quando vão criticar as minhas 
>opiniões. 
>
>E infelizmente este é um assunto que não comporta discussões superficiais. As 
>discussões superficiais acabam com "tá escrito assim", "é o que diz o ITIL" 
>(by the way, eu tive um líder de projeto que sempre encerrava as discussões 
>assim). Esta discussão envolve avaliar o que está escrito e dizer: será?? sei 
>não heim!!! Envolve tirar o ITIL do pedestal que ele se encontra e questionar 
>seus dogmas. Envolve avaliar o que ele prega e entender a sua aplicação no 
>contexto das empresas. Até mesmo para dizer: Putz !! Esta é mesmo a melhor 
>solução. Mas como disse anteriormente, eu respeito a sua decisão de não querer 
>discutir o assunto em profundidade.
>
>Cordialmente,
>Gustavo Tavares
>
>
>
>2009/6/24 MansurR <mansur...@gmail. com>
>
>Prezado Gustavo,
>> 
>>Não apenas acredito, como já é realidade em diversos países. Por norma 
>>pessoal eu não cito nomes e empresas, mas se procurar nos EUA vc encontrará 
>>centenas de exemplos. Estou falando de empresas que não são fornecedoras de 
>>tecnologia. As que são já fazem isto há algum tempo.
>> 
>>Algumas empresas que citou, o CIO faz parte do board de decisão da estratégia 
>>nos Estados Unidos. No Brasil são raros os profissionais que conseguem falar 
>>de tecnologia e negócio, por isto a grande quantidade de executivos de 
>>negócio assumindo posições de TI. Procure reportagens na computerworld e 
>>infocorporate, informationweek e CIO que vc encontrará centenas de casos de 
>>gente no Brasil da área de negócios assumindo a gestão de TI.
>> 
>>Existe um erro conceitual quando as pessoas falam de ITIL, COBIT e outras 
>>ferramentas de governança de TI. Ferramentas são apenas ferramentas. Ser 
>>aderente ao ITIL não significa que a empresa consegue gerenciar o negócio com 
>>visão de mercado. Eu conheç o raros service catalog cujos serviços falam do 
>>negócio. A coisa mais comum que encontro é aparecer como serviço de TI acesso 
>>à rede ou pesquisa de satisfação. Este tipo de definição simplesmente  impede 
>>qualquer tipo de participação do CIO na estratégia. O motivo é bem simples. 
>>Foi jogado dinheiro no lixo. O CIO economizou na contratação de um real 
>>profissional de ITIL e gerou apenas e tão somente nada. Quem faz isto não 
>>entra no board de uma empresa e fica sempre como centro de custos.
>> 
>>Não gosto de citar nomes como falei anteriormente, mas recomendo que veja o 
>>caso da empresa chamada INFONET. Vai encontrar um empresa de telecom vendendo 
>>serviços de TI com base na estratégia, qualidade e capacidade. Outro nome 
>>para ter em mente é o caso do CIO das casas Bahia. Ele não era de TI. Parei 
>>de fazer propaganda de graça....Sorry. Mas te afirmo são centenas os exemplos 
>>no mercado.
>> 
>>Discordo sobre a sua afirmação "Mas fica mais complicado na medida em que as 
>>premissas existentes no modelo se tornam inválidas.". Não pretendo entrar à 
>>fundo neste assunto em fórum público, mas em função do que tenho visto em 
>>execução no mercado nacional eu diria que o problema é da alçada de modelo de 
>>negócio completamente furado, capital intelectual de menos e problemas de 
>>entendimento. 
>> 
>>Cordialmente
>>Ricardo Mansur
>



      
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