OLá Marcus, Com relação à localização do termo Business Assets, realmente ele não consta na seção 7.2.1 do livro. Ele na verdade está em outras seções, mas orientadas justamente ao direcionamento do provedor de serviços ao market space. Eu o coloquei na mesma pergunta pois acho que faciliaria muito o meu entendimento fazer um paralelo entre o que seriam: service assets, customer assets e business assets.
Olá Mansur, Entendi a distinção que vc fez com relação aos business assets, service assets e customer assets. Mas ainda existem algumas pulgas atrás da minha orelha. Você fala que business assets são relacionados aos requisitos e processos de negócio. Ok. Mas qual o sentido de existir esta distinção? Falo isto porque no meu entender é um conceito redundante visto que não existe sentido em possuir service assets que não estejam atendendo aos requisitos e processos de negócio. Podemos até dividir os service assets em ativos primários e ativos de suporte, mas dizer que alguns ativos estão relacionados ao negócio e outros estão relacionados ao serviço para mim é um equívoco. Tudo deve estar relacionado ao negócio !! O que não está relacionado ao negócio não precisa existir. Você concorda comigo? Ou ainda falta alguma coisa no meu raciocínio? Com relação à todas as respostas: Alguns aspectos colocados nas respostas parecem reforçar uma impressão que estou tendo durante a leitura do livro Service Strategy. Ele está se direcionando mais e mais a organizações especializadas em prover serviços de TI para o mercado. Ele até referencia organizações internas de TI mas sua ênfase é claramente identificada em organizações fornecedoras de serviços de TI. Mercadologicamente é como se ele estivesse se posicionando como um concorrente da metodologia eSCM-SP. É como se ele estivesse atuando para atender a um "market space" específico. Agora uma opinião para ser criticada: Se é isto mesmo me parece que a evolução do ITIL vai acabar afastando-o do mercado original e no qual ele se consolidou (ao menos no Brasil). Tá certo que existe a recomendação de que: a biblioteca deve ser avaliada criticamente e adequada à cada realidade. Mas a integração das diversas fases do ciclo de vida (strategy, design, transition, operation e CSI) acaba por limitar esta adequação. Hoje por exemplo as iniciativas de melhoria contínua estão totalmente relacionadas às definições de estratégia de serviços. Até é possível aplicar algumas das técnicas de CSI sem se relacionar à estratégia definida. Mas estas técnicas não são originárias do ITIL. Foram apenas compiladas de outras iniciativas (TQM, Lean, Six-Sigma, etc). Ou seja, de novo mesmo o ITIL v3 trouxe apenas a integração de tudo isto em um ciclo de vida comum. Um outro aspecto que o distancia das organizações internas de TI é a abordagem para criação da estratégia. Ele direciona, como bem pontuou o Marcus, para a criação de estratégias para atender às necessidades gerais do mercado (market space). Entretanto isto só seria válido em uma organização onde a TI fosse o driver exclusivo da geração da estratégia organizacional. Ou seja, os conceitos do service strategy parecem somente ser aplicáveis se a organização é criada um função das suas capacidades técnológicas (service assets). Teoricamente isto é possível, mas pergunto a vocês: Em qual organização Brasileira ou Mundial a definição do posicionamento estratégico se dá a partir da avaliação dos service assets? Em outras palavras: Em qual organização do Brasil ou do Mundo o CIO/Diretor de TI é o executivo principal no processo de criação da estratégia? Até existe um artigo famoso de *Hendersen e Venkatraman* (*Strategic Alignment: Leveraging Information Technology For Transforming Organizations*) publicado no volume 32 do IBM Systems Journal no ano de 1993, que fala sobre a estratégia de TI direcionando a estratégia da organização. Mas nos termos do artigo isto só acontece quando a organização não possui uma estratégia claramente definida. Só acontece em organizações imaturas onde a TI acaba criando restrições e impondo comportamentos desejados às outras áreas da organização. É a criação de uma estratégia organizacional emergente, baseada nos direcionamentos da estratégia de TI. Totalmente diferente da visão de estratégia deliberada, criada a partir de decisões racionais que envolvem avaliação do mercado e negociação com as áreas internas pregada pelo ITIL v3. O que acham? Esta á uma opinião minha que ainda não está fechada. São uma série de sentimentos a respeito do ITIL v3 que precisam ser questionados e colocados a prova. Gostaria da ajuda de vocês para rebater estes meus argumentos ou até mesmo concordar com eles. Abraços, Gustavo Tavares Lkdin: www.linkedin.com/in/gustavares Via6: www.via6.com/gustavares
