Gustavo,

"E ainda com relação ao market space? Porque o Service Strategy faz a
distinção entre as necessidades do nicho de mercado e as necessidades do
cliente? Qual o sentido de se avaliar isto separadamente? Qual é a razão de
eu considerar a necessidade de um nicho em detrimento da necessidade de um
cliente específico? Teoricamente quando eu considero a necessidade de um
nicho eu aumento a minha capacidade de comercialização, entretanto ao
priorizar o nicho eu posso não gerar o utility determinado pelo cliente com
o qual eu já trabalho e comprometer a sua satisfação..."

Entenda que o Service Strategy é direcionado para as estratégias de mercado
de um provedor de serviço. Então toda a lógica dele passa por direcionar
esforços no sentido de atender a necessidades do mercado, de grupos de
clientes... Dai o conceito de market space. Um provedor precisa definir com
qual ou quais market spaces ele vai trabalhar, e como se posicionara perante
este "nicho".
O prefacio do livro deixa claro a quem ele se destina :

"(...) The guidance is written primarily for senior managers who provide
leadership and direction to organizations (...)"

Ou seja, à alta cúpula de uma organização prestadora de serviços. Dai toda a
lógica de mercado nele contida...

abs
2009/6/22 Gustavo Tavares <[email protected]>

>
>
> Bom,
>
> A idéia por enquanto é apenas no plano de estudos André. Não tem ainda
> objetivo de aplicação prática. E na verdade o único exemplo de implantação
> dos conceitos de ITSM baseados na versão 3 do ITIL que eu tenho notícia no
> Brasil é o que está sendo tocado pelo Carlão, que entrou na discussão. Mas
> eu tbm não sou o mais informado a respeito de projetos de ITSM no Brasil.
> Daí que qdo eu digo que só conheço um exemplo de projeto baseado no V3 isto
> não pode ser considerado como informação muito confiável.
>
> Mas a respeito do Modelo de Serviço / Service Model eu  já tenho ele claro
> na minha cabeça. Já entendi sua necessidade e até suas utilizações. Em
> verdade Carlão eu até acho que a idéia do Service Model não é tão arrojada
> assim em termos de TI . Ela na verdade é uma adaptação das idéias da
> arquitetura empresarial (Enterprise Artchitectute). A principal diferença é
> que enquanto a EA é orientada aos processos de negócio o Service Model é
> orientado para os serviços. Um outro aspecto é que a EA considera todos os
> processos de negócio como parte de um todo integrado. O service model por
> seu lado considera cada serviço como entidade independente. Ao menos este
> foi meu entendimento.
>
> O que ainda não está claro para mim ainda é com relação aos Service Assets,
> Business Assets e Customer Assets. De acordo com as duas respostas os
> Service Assets são os recursos do provedor na prestação do serviço. Os
> Customer Assets seriam os recursos do cliente envolvidos no consumo dos
> serviços. E os Business Assets? Seriam o agrupamento dos Service Assets e
> dos Customer Assets?
>
> Com relação ao Service Portfólio tudo claro. Com relação ao Contract
> Portfólio vocês confirmaram que era mesmo o que eu havia imaginado. Mas e
> com relação ao Customer Portfólio? É o conjunto dos Customer Assets? Se é
> isto mesmo ele é apenas uma construção teórica que tem como objetivo
> simplificar o entendimento e o desenho do portfólio de serviços ou ele pode
> se tornar um artefato de gestão?
>
> E ainda com relação ao market space? Porque o Service Strategy faz a
> distinção entre as necessidades do nicho de mercado e as necessidades do
> cliente? Qual o sentido de se avaliar isto separadamente? Qual é a razão de
> eu considerar a necessidade de um nicho em detrimento da necessidade de um
> cliente específico? Teoricamente quando eu considero a necessidade de um
> nicho eu aumento a minha capacidade de comercialização, entretanto ao
> priorizar o nicho eu posso não gerar o utility determinado pelo cliente com
> o qual eu já trabalho e comprometer a sua satisfação...
>
> Incosistências nas minhas afirmações? Alguma coisa eu entendi errado?
>
> Abraços,
>
> Gustavo Tavares
>
> 2009/6/22 Carlos Teixeira <[email protected]>
>
>
>>
>> Olá Gustavo,
>>
>> a proposta ofertada pelo Majid Iqbal e pelo Michael Nieves - Service Model
>> - é algo novo e arrojado em termos de TI, onde veremos maturidade nos
>> próximos anos (acima de 5 anos, me arrisco dizer). Até porque assuntos como
>> Processos de Negócios não são bem compreendidos em terras de Geeks.
>>
>> Entretanto, a proposta fica mais simples de entender por meio de
>> comparações e metáforas. Vamos lá:
>>
>> - Quando um novo serviço é proposto é fundamental compreender sua
>> utilidade (daí o mesmo capítulo comentar de um método que define 5
>> categorias para a percepção do cliente - o Kano Model), isto passa por
>> compreender como que esta nova oferta (algo intangível) se entrelaça com
>> o(s) processo(s) de negócio do cliente (algo concreto). Desta forma surge o
>> Modelo de Serviço como meio de demonstrar estas interações, através de sua
>> dinâmica.
>>
>> - "Esta difícil entender ou quer que eu desenhe?!" Esta pergunta, que
>> horas parece arrogante ou completa falta de paciência, na verdade é uma
>> forma de tornar uma idéia (lembre-se que estamos falando de estratégia, logo
>> este serviço não existe e nem começou a ser desenhado) compreendida, por
>> meio de ilustrações - sejam quadrados, setas, "carinhas" etc. Esta é uma
>> técnica utilizada por Analistas de Negócio que necessitam tornar o seu
>> entendimento sobre o "produto" livre de interpretações e o mais fiel ao que
>> o cliente deseja. Outros Exemplos: Fluxogramas, UML, "Back of the Napkin" e
>> por ai vai.
>>
>> - O Portfolio de Contratos é outra coisa que faz muito sentido, pois não é
>> possível "Contar com o ovo antes da galinha" (esta comparação não foi das
>> melhores...rs, mas acho que funciona!). Ao definir um novo serviço, ou
>> melhor propor um novo serviço, é fundamental identificar os Contratos já
>> existentes entre a TI e seus clientes e fornecedores, neste caso os ANS são
>> também considerados. Logo saber as suas capacidades de entrega (Ativos de
>> Serviço) são vitais antes de propor algo novo.
>>
>> - O Conceito de Market Space (desenvolvido por W. Kim e R. Mauborgne) pode
>> ser compreendido como oportunidade para quem presta os serviços, logo ele
>> determina a criação de um Modelo de Serviço, como forma de identificação do
>> valor proposto ao Cliente.
>>
>> Desta forma, gostaria de responder aos seus questionamentos e espero tê-lo
>> deixado "menos perdido" nas abstrações, mas antes de encerrar gostaria de
>> sugerir um rearranjo das idéias:
>>
>> 1 - O Market Space determina o conjunto de clientes (Customer Porfolio) e
>> influencia a criação do Portfolio de Serviços (Service Pipeline + Service
>> Catalog);
>> 2 - Os Contratos/Acordos (Contract Portfolio) é influenciado pelos
>> Clientes e definido pelo Portfolio de Serviços;
>> 3 - O Contrato/Acordo influencia (ou pode influenciar!) os Ativos de
>> Cliente e define os Ativos do Serviço,
>> 4 - O Modelo de Serviço é determinado pelos Ativos de Cliente e
>> influenciado pelos Ativos do Serviço.
>>
>> Por fim, existem casos reais de utilização de Modelos de Serviços, os
>> quais venho ajudando a criar - o qual não posso divulgar por questões de NDA
>> -, no entanto, quero dar as minhas contribuições na forma de explicações e
>> exemplificações. Por enquanto, ficam aqui minhas contribuições.
>>
>> Best Regards,
>>
>> Carlos Teixeira
>> Management Consultant
>> ITIL Service Manager Certified v2/v3
>>
>>
>> --- In [email protected] <itsm_br%40yahoogroups.com>, Gustavo
>> Tavares <grstava...@...> wrote:
>> >
>> > Olá pessoal do ITSM -Br,
>> >
>> > Gostaria de contar com a ajuda do grupo para esclarecer uma questão (na
>> > verdade algumas). É relacionada a um conceito apresentado pela nova
>> versão
>> > do ITIL.
>> >
>> > No livro de Service Strategy do ITIL v3 foi apresentado o conceito de
>> *Service
>> > Model* (seção 7.2.1). De acordo com o livro, o *Service Model*
>> representa a
>> > arquitetura de comunicação e colaboração entre os processos e funções de
>> > ITSM para garantir a criação de valor para um *market space* específico.
>> O
>> > primeiro ponto que não ficou claro para mim foi a limitação do *Service
>> > Model* ao *market space*. Porque a criação de valor se refere
>> > específicamente ao *market space* e não ao cliente de forma geral?
>> >
>> > A seção continua dizendo que o *Service Model* descreve como os *Service
>> > Assets* se relacionam ao outros *Service Assets* e aos *Business Assets*
>> por
>> > meio de um *Portfólio de Contratos*. E na figura 7.6 ele demonstra que
>> > o *Portfólio
>> > de Contratos* é derivado do Portfólio de Serviços e do *Portfólio do
>> Cliente
>> > *. Enfim, me perdi nas abstrações... Não consigo achar aqui na minha
>> cabeça
>> > o que representaria os *Service Assets*, os *Business Assets*, o
>> *Portfólio
>> > de Contratos* e muito menos o *Portfólio do Cliente*. Na verdade o
>> *Portfólio
>> > de Contratos* até que eu tinha uma leve impressão do que seria.... Mas
>> não
>> > estou muito certo. Alguém poderia me ajudar a clarear esta salada de
>> > conceitos/abstrações?
>> >
>> > E por fim, alguém já desenvolveu um *Service Model*? Mesmo que apenas
>> para
>> > fins de exercício prático?
>> >
>> > Resumindo:
>> >
>> >
>> > 1. Por que o *Service Model *é orientado ao *market space* e não ao
>> > cliente?
>> > 2. O que seriam os *Service Assets*, os *Business Assets*, o *Portfólio
>> > de Contratos* e o *Portfólio do Cliente*?
>> > 3. Alguém já desenvolveu um *Service Model* que poderia me ajudar a
>> > esclarecer tudo isto?
>> >
>> >
>> > Abraços e valeu....
>> >
>> > Gustavo Tavares
>> > Lkdin: www.linkedin.com/in/gustavares
>> > Via6: www.via6.com/gustavares
>> >
>>
>>
>
>
> --
> []'s
>
> Gustavo Tavares
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>
> 
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