> Uma outra prova, além das duas já apresentadas pelo Cláudio, é a seguinte:
>
> Como SOMA a_n converge, a_n decresce para 0. Para k = 1, 2, 3 ..., façamos
> Sk = SOMA (n = k, oo) a_n. Então Sk decresce para 0. Fixado k, para n > k
> temos que
>
> 0 <= (n - k + 1) a_n <= a_k ... + a_n <= S_k
> 0 <= n a_n <= (k - 1) a_n + Sk
>
> Como esta desugualdade vale para todo n > k, temos que
>
> 0 <= limsup n a_n <= limsup ((k - 1) a_n + Sk )= lim ((k - 1) a_n + Sk) =
> (k - 1) . 0 + Sk = Sk
>
> 0 <= limsup n a_n <= Sk
>
> Como esta última desigualdade vale para todo k e Sk decresce para 0,
> segue-se que limsup n a_n = 0. E como os termos n a_n são >= 0, temos que
>
> liminf n a_n >= 0 = limsup n a_n, deduzindo-se portanto que
>
> liminf n a_n = limsup n a_n = lim n a_n = 0
>
>
> Artur Costa Steiner
>
> Em ter, 28 de ago de 2018 12:26, Pedro José <[email protected]>
> escreveu:
>
>> Boa tarde!
>> Cláudio,
>> perdi um tempão tentando entender:
>> (i) n > N ==> a(2n) < eps/2
>> e
>> (ii) SOMA(n > N) a(n) < eps/4.
>>
>> Desisti e segui em frente. Pelo que vi em seguida, pensei não seria, como
>> abaixo?
>>
>> (i) Soma(i=1 a 2n) aN+i  < eps/2
>>
>> (ii) Soma (i=1 a n) aN+n+i  < eps/4
>>
>> depois tomar  bj= aN+j
>>
>> Saudações,
>> PJMS
>>
>>
>>
>>
>> Em ter, 28 de ago de 2018 às 07:29, Artur Steiner <
>> [email protected]> escreveu:
>>
>>>
>>>
>>> Artur Costa Steiner
>>>
>>> Em seg, 27 de ago de 2018 23:44, Claudio Buffara <
>>> [email protected]> escreveu:
>>>
>>>> Seja (a(n)) monótona decrescente e tal que SOMA a(n) converge.
>>>>
>>>> Seja eps > 0.
>>>> Como SOMA a(n) converge, existe N tal que:
>>>> (i) n > N ==> a(2n) < eps/2
>>>> e
>>>> (ii) SOMA(n > N) a(n) < eps/4.
>>>>
>>>> Como (a(n)) é decrescente, n*a(2n) < a(n+1) + ... + a(2n) < eps/4 ==>
>>>> (2n)*a(2n) < eps/2 < eps
>>>> Ou seja, a subsequência (2n)*a(2n) -> 0.
>>>>
>>>> Além disso, (2n+1)*a(2n+1) < (2n+1)*a(2n) = 2n*a(2n) + a(2n) < eps/2 +
>>>> eps/2 = eps ==>
>>>> a subsequência (2n+1)*a(2n+1) -> 0.
>>>>
>>>> Logo n*a(n) -> 0.
>>>>
>>>> Um contra-exemplo pra recíproca é a(n) = 1/n*log(n).
>>>> (a(n)) é decrescente e n*a(n) -> 0 mas SOMA a(n) diverge.
>>>>
>>>> ***
>>>>
>>>> Inicialmente eu pensei em em provar por contradição, supondo que n*a(n)
>>>> -> a > 0.
>>>> Nesse caso, existe N tal que n > N ==> n*a(n) > a/2 ==> a(n) > (a/2)/n
>>>> ==> SOMA a(n) diverge por comparação com a série harmônica.
>>>> Mas e se lim n*a(n) não existir?
>>>>
>>>
>>> Mas como a_n é decrescente e SOMA a_n converge, lim n a_n existe!
>>>
>>> Para todo n
>>>
>>> n a_n = (a_1 + ... + a_n) - ((a_1 _ a_n) ... + (a_n - a_n))
>>>
>>> No 1o parênteses, temos a seq. das somas parciais de a_n que, por
>>> hipótese, converge. No segundo, temos uma seq. crescente e dominada pela do
>>> 1o, que, sendo convergente, é limitada.  Logo a 2a seq é crescente e
>>> limitada, sendo portanto convergente.
>>>
>>> Sendo n a_n a  diferença de 2 seqs. convergentes, lim n a_n existe. E,
>>> como vc mostrou, tem então que ser 0.
>>>
>>> Artur
>>>
>>>>
>>>> []s,
>>>> Claudio.
>>>>
>>>>
>>>>
>>>> On Mon, Aug 27, 2018 at 4:44 PM Artur Steiner <
>>>> [email protected]> wrote:
>>>>
>>>>> Mostre que, se a_n é uma sequência monótona de reais tal que Soma a_n
>>>>> converge, então lim n a_n = 0. A recíproca não é verdadeira.
>>>>>
>>>>> Basta supor que a_n é decrescente.
>>>>>
>>>>> Dedte limite decorre a que talvez seja a mais simples prova de que a
>>>>> série harmônica diverge. (Desde que na prova do limite já não se use a
>>>>> divergência da série harmônica.)
>>>>>
>>>>> Artur Costa Steiner
>>>>>
>>>>> --
>>>>> Esta mensagem foi verificada pelo sistema de antivírus e
>>>>> acredita-se estar livre de perigo.
>>>>
>>>>
>>>> --
>>>> Esta mensagem foi verificada pelo sistema de antivírus e
>>>> acredita-se estar livre de perigo.
>>>
>>>
>>> --
>>> Esta mensagem foi verificada pelo sistema de antivírus e
>>> acredita-se estar livre de perigo.
>>
>>
>> --
>> Esta mensagem foi verificada pelo sistema de antivírus e
>> acredita-se estar livre de perigo.
>
>

-- 
Esta mensagem foi verificada pelo sistema de antiv�rus e
 acredita-se estar livre de perigo.

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