Caro JM Enquanto lógico universal certamente aprecio sua vontade de abstrair e sistematizar. Mas é sempre bom confrontar o universal ao particular, para não ficar só no "general abstract nonsense". Imagina então uma garotinha bonitinha andando na rua feliz da vida, e ela é estuprada por um gangue de babacas. Para se justificar eles dizem: a garota estava andando semi nua na rua nos provocando. Será que a moça tem que pedir desculpa? Um abraço, JYB PS: isso não é a minha ultima mensagem sobre o assunto, tem que ir até o transfinito para ultrapassar todas as barreiras dos preconceitos agressivos das pessoas que acham que tem razão.
Le mardi 22 septembre 2020 à 13:49:43 UTC-3, Joao Marcos a écrit : > E não é que esta é mesmo uma lista de "discussão"?! > > O fenômeno todo aqui é bastante ilustrativo da multicolorida > (ir)racionalidade humana. Sem nenhuma ordem particular: > > (0) Pessoas crêem que alcançarão seus objetivos usando uma estratégia > questionável ou propositalmente afrontosa. > > (1) Pessoas da comunidade se irritam porque consideram a forma de > comunicação escolhida por outra pessoa plenamente inaceitável. > > (2) Pessoas acreditam que podem chamar outras à razão chamando-lhes a > atenção publicamente para isso. > > (3) Pessoas ficam preocupadas (ou mesmo iradas) porque acreditam > (justificadamente ou não) que a reação gerada contra as atitudes de outrem > respingará na comunidade por eles partilhada. > > (4) Pessoas estão convencidas de que não precisam se desculpar por terem > (inadvertidamente ou propositalmente) ofendido outras classes de pessoas ao > se expressar ou agir de uma forma que não é presentemente considerada > socialmente aceitável. (Há muito espaço para questionamento aqui --- um > exemplo disto está na "polêmica" que teria levado Ao recente abandono do > Twitter por parte de John Carlos Baez.) > > (5) Pessoas que se encontram anteriormente indispostas com outras (ou com > a infeliz situação política mundial), por motivos recentes (bem > justificados ou não) ou tirados do fundo do baú, mostram uma irritação > aparentemente desproporcional a respeito de manifestações destas últimas. > > (6) Pessoas acusam outras de se posicionarem sobre um determinado assunto > de forma supostamente vaga ou não suficientemente incisiva. > > (7) Pessoas não se convencem (ou não desejam se convencer) que atraem > antipatia contra si e contra o seu trabalho por motivos completamente > alheios à qualidade científica da sua contribuição. > > (8) Pessoas movem mundos, propõem abaixo-assinados e escrevem manifestos > de censura com objetivos (aparentemente) primordialmente performativos. > > (9) Pessoas que preferem se omitir, ou que preferem silenciar, ou que não > têm interesse no diálogo argumentativo (ou simplesmente não levam jeito > para isso), ou que estão dispostas a todo tipo de malabarismo argumentativo. > > (...) > > (\aleph) Pessoas emitem suas opiniões de forma interminável, acreditando > serem capazes de identificar o comportamento irracional de _outras_ pessoas. > > E por aí corre a história, num diálogo de surdos, entre alfinetadas, > ponderações, e ações de cancelamento... Sem prejuízo ao direito de > réplica, tréplica ou esclarecimento, peço somente aos colegas que não se > esforcem para vestir carapuças --- há provavelmente carapuças suficientes > aqui para quase todos os participantes da discussão (inclusive para mim). > Precisamos de mais e melhor Filosofia para desenrolar tudo isto! > > Talvez um raciocínio paraconsistente seja útil para conseguirmos entender > como podemos tantos de nós estarmos certos e errados ao mesmo tempo? > > Esta é minha última mensagem sobre este assunto. Saudações, > Joao Marcos > > -- Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "LOGICA-L" dos Grupos do Google. Para cancelar inscrição nesse grupo e parar de receber e-mails dele, envie um e-mail para logica-l+unsubscr...@dimap.ufrn.br. Para ver esta discussão na web, acesse https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/d/msgid/logica-l/5d22a221-033f-45b1-aad5-661f1b2b8340n%40dimap.ufrn.br.