oi valeria
aqui

On the hypothetical judgement in the history of intuitionistic logic.
In: glymour, c.; wang, w.; westerstahl, d. (eds.) Logic, methodology,
and philosophy of science: proceedings of the thirteenth international
congress. London: king's college publications, 2009.


2018-05-19 19:51 GMT+01:00 Valeria de Paiva <valeria.depa...@gmail.com>:
> qual 'e a referencia, Abilio?
>>(van Atten fala sobre).
>
>
> 2018-05-18 13:52 GMT-07:00 Abílio <abilio.rodrig...@gmail.com>:
>>
>> Colegas, vou tentar uns 'pitacos filosoficos' aqui.
>>
>> 1. De fato, ~A nao tem sentido construtivo, ao passo q A -> \bot parece
>> ter.
>>
>> 2. Me parece q construtivamente nem o ex falso nem A -> (B ->A)
>> deveriam ser validos. Ha razoes para achar q uma 'logica de Brouwer'
>> deveria ser paraconsistente e relevante. Mas nao pq isso parece ser a
>> melhor interpretacao do q Brouwer diz, mas sim pq  ~A -> (A -> B) e  A
>> -> (B ->A) nao parecem validos do pto de vista construtivo (van Atten
>> fala sobre).
>>
>> 3. Sobre definir ~ com \bot. Dentre os conceitos de ~ e \bot, qual
>> parece ser intuitivamente mais plausivel? Me parece q o \bot. A ~ traz
>> todos aqueles velhos problemas filosoficos de nao ser etc. O \bot eh
>> algo ruim, inconcebivel, catastrofico, inaceitavel (ok Daniel?) - o
>> conceito, a ideia de algo ruim, inconcebivel, catastrofico,
>> inaceitavel me parece ser bastante clara.
>>
>> Abracos
>>
>> Abilio
>>
>>
>> 2018-05-18 20:59 GMT+01:00 Durante <dura...@ufrnet.br>:
>> > Oi João e colegas,
>> >
>> > Concordo com o Rodrigo. Usando outras palavras eu diria: ~A não faz
>> > sentido
>> > construtivo. Como apresentar a construção do que não se constrói? Não
>> > dá. A
>> > alternativa é, então, mostrar as consequências de uma suposta
>> > construção. Ao
>> > assumirmos como construído o que não se constrói, devemos ter como
>> > consequência algo ruim, catastrófico, negativo (trocadilho inevitável).
>> > Daí
>> > o A -> ⊥.
>> >
>> > Saudações,
>> > Daniel.
>> >
>> > PS: só para registrar, como você sabe, o A -> ⊥ funciona também como
>> > definição da negação clássica. E há vários motivos, mas que eu saiba
>> > todos
>> > ad hoc, para usa-la.
>> >
>> >
>> > Em quinta-feira, 17 de maio de 2018 20:30:57 UTC-3, Joao Marcos
>> > escreveu:
>> >>
>> >> PessoALL:
>> >>
>> >> Em axiomatizações da lógica clássica, a *bi-implicação* frequentemente
>> >> é
>> >> introduzida como uma mera abreviatura a partir, digamos, de fórmulas
>> >> contendo conjunções e implicações, ou contendo conjunções, disjunções e
>> >> negações, apropriadamente combinadas.  Tal situação nem sempre é ideal,
>> >> mas
>> >> não é inteiramente fora de propósito: se a bi-implicação é tomada como
>> >> um
>> >> conectivo primitivo, de fato, suas axiomatizações terão de dar conta de
>> >> propriedades pouco intuitivas da bi-implicação clássica, tais como a
>> >> associatividade deste conectivo (poder-se-ia argumentar neste caso que
>> >> se
>> >> trata de um mero "efeito colateral" do princípio da casa do pombo,
>> >> tendo em
>> >> vista a bivalência da lógica subjacente).  Além disso, vale notar que
>> >> tais
>> >> definições alternativas não resistem ao enfraquecimento da lógica
>> >> original,
>> >> pois em fragmentos dedutivos da lógica clássica duas fórmulas
>> >> classicamente
>> >> equivalentes podem deixar de ser equivalentes, e passa assim a fazer
>> >> diferença qual abreviatura é escolhida para introduzir o conectivo em
>> >> questão.
>> >>
>> >> Estendendo o exemplo propriamente para o domínio não-clássico, gostaria
>> >> de
>> >> colher reações dos especialistas aqui sobre o seguinte ponto.
>> >>
>> >> Na lógica intuicionista a negação $\neg A$ de uma sentença $A$ é
>> >> frequentemente introduzida *por definição* como a sentença $A\to\bot$,
>> >> onde
>> >> $\to$ é a "implicação intuicionista" e $\bot$ o "absurdo
>> >> intuicionista",
>> >> tomados como conectivos primitivos.  Como consequência, ao
>> >> enfraquecermos a
>> >> implicação ou o absurdo, pela consideração de um fragmento dedutivo da
>> >> lógica intuicionista, pode ocorrer que a interpretação de $\neg$ como
>> >> algo
>> >> que mereça o título de "negação" seja prejudicada.
>> >>
>> >> Obviamente, para fragmentos da lógica intuicionista a abordagem
>> >> supra-citada só faz sentido quando $\to$ e $\bot$ estão disponíveis.
>> >> De
>> >> todo modo, tendo em vista o fato de que os conectivos intuicionistas
>> >> não são
>> >> em geral interdefiníveis, não é inconcebível que a introdução de certos
>> >> conectivos por meio de abreviaturas possa em certas situações ser
>> >> conveniente, por alguma razão... embora isto possa também passar a
>> >> impressão
>> >> de que tais conectivos assim introduzidos "não existem de verdade".
>> >>
>> >> A pergunta que lanço aqui é: ao trabalhar com *lógicas construtivas*
>> >> (que
>> >> sejam fragmentos da lógica clássica ou, digamos, de alguma extensão
>> >> modal da
>> >> lógica clássica), haverá alguma justificativa meta-lógica _razoável_
>> >> (em
>> >> oposição a justificativas meramente ad hoc, formuladas convenientemente
>> >> para
>> >> "explicar" a teoria a posteriori) para considerarmos a negação como
>> >> sendo
>> >> preferencialmente introduzida por abreviatura, sempre que isto é
>> >> possível?
>> >> Situações em que tal abordagem pareceria não ser atraente, por exemplo,
>> >> seriam aquelas em que a implicação e o bottom são suficientemente
>> >> fortes
>> >> para que a definição seja útil, mas a negação que se pretende
>> >> introduzir é
>> >> na realidade tanto paracompleta quanto paraconsistente (exemplo: lógica
>> >> N4
>> >> de Nelson).
>> >>
>> >> (A pergunta acima ---para a qual não há resposta certa ou errada--- é
>> >> propositalmente vaga, de modo a tentar não tomar partido de nenhuma
>> >> posição
>> >> específica.  Com alguma sorte, contudo, a pergunta estará
>> >> suficientemente
>> >> clara para que os colegas possam emitir suas *opiniões* a respeito do
>> >> assunto!)
>> >>
>> >> Abraços, JM
>> >>
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