Faltou a mensagem.

2009/8/4 Alexandre Rademaker <[email protected]>

> On Friday, July 31, 2009, Francisco Antonio Doria <[email protected]>
> wrote:
> > Olha, me assumo como intelectual-cabra. Sou medíocre, pequeno, feio e
> chato, e só falo de coisas desinteressantes...
> >
> > 2009/7/31 Eduardo Ochs <[email protected]>
> > Oi Arthur (e oi Márcia),
> >
> > você acha que a lista de Lógica é composta principalmente por estes
> > intelectuais-cabras? Como você a compararia com os outros grupos com
> > quais você tem contato? Outra coisa: você acha que essa sua mensagem
> > vai ser eficaz pra fazer com que nós vejamos as cordas nos nossos
> > pescoços e comecemos a roê-las? O seu objetivo é fazer com que nós nos
> > libertemos - e viremos pessoas melhores, menos amarguradas, e que daí
> > vão ter menos motivos pra brigar entre si e com você, etc - ou você
> > mandou a mensagem só pra descarregar e pra desabafar?...
> >
> >   [[]],
> >     Eduardo Ochs
> >     [email protected]
> >     http://angg.twu.net/
> >
> >
> > 2009/7/31 Arthur Buchsbaum <[email protected]>:
> >> Era uma vez uma cabra que viveu toda a vida sozinha, em uma grande
> campina,
> >> repleta de capim, flores e pequenas plantas. Desde pequena esta cabra,
> logo
> >> após desmamada, viveu atada, por uma corda, a uma estaca profundamente
> >> fincada na terra.
> >>
> >> A corda era razoavelmente comprida, de forma que esta cabra alcançava
> uma
> >> boa extensão do terreno, e daí tinha acesso a uma boa porção de plantas
> >> comestíveis, e havia tempo para os tocos restantes das plantas
> consumidas se
> >> recuperarem até a cabra voltar a se alimentar das mesmas.
> >>
> >> Assim viveu a cabra toda a sua vida nesta área delimitada pelo
> comprimento
> >> da corda presa à dita estaca. Havia um número bem grande de plantas
> >> comestíveis de outras variedades nesta campina, mas além do alcance da
> >> cabra.
> >>
> >> Esta sequer deu-se ao trabalho de libertar-se da corda, e até poderia
> >> fazê-lo, se quisesse, mas, como viveu, quase a vida toda, pelo menos até
> >> onde a sua memória pessoal alcançava, presa por aquela corda, ela
> julgava
> >> que a própria corda e a estaca faziam parte de seu organismo.
> >>
> >> O mundo no qual a cabra vivia era muitíssimo mais vasto, quase infinito,
> >> perante o diminuto terreno no qual a cabra vivia, as experiências que
> esta
> >> poderia ter poderiam ser muitíssimo mais ricas e vastas, mas a cabra
> julgava
> >> que a extensão de seu universo limitava-se só ao terreno que ela
> alcançava.
> >>
> >> Com o tempo, a cabra não mais enxergava o terreno além da corda, via
> apenas
> >> a extensão circular que ela podia alcançar, que passou a ser para ela a
> >> totalidade da existência.
> >>
> >> E assim ela viveu e morreu, neste diminuto terreno, e encontrou nele
> toda a
> >> nutrição, satisfação e água necessárias, sem sequer suspeitar que ela
> >> poderia ter vivido uma existência infinitamente mais rica.
> >>
> >>
> >>
> >> +++++++++++++++++++++++++++++++++
> >>
> >>
> >>
> >> Assim vivem e agem a maioria dos ditos “intelectuais” de hoje, que
> pululam
> >> nas universidades e academias, perfazendo suas diminutas especulações
> >> intelectuais, mas nunca ultrapassando uma pequena área de exame, pois
> julgam
> >> que a totalidade da existência circunscreve-se às suas bem limitadas
> >> manobras e jogos intelectuais.
> >>
> >>
> >>
> >> a) Arthur Buchsbaum
> >>
> >> _______________________________________________
> >> Logica-l mailing list
> >> [email protected]
> >> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
> >>
> >>
> > _______________________________________________
> > Logica-l mailing list
> > [email protected]
> > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
> >
> >
>
> --
> Alexandre Rademaker
> http://web.me.com/arademaker/
>
_______________________________________________
Logica-l mailing list
[email protected]
http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l

Responder a