Olha, me assumo como intelectual-cabra. Sou medíocre, pequeno, feio e chato, e só falo de coisas desinteressantes...
2009/7/31 Eduardo Ochs <[email protected]> > Oi Arthur (e oi Márcia), > > você acha que a lista de Lógica é composta principalmente por estes > intelectuais-cabras? Como você a compararia com os outros grupos com > quais você tem contato? Outra coisa: você acha que essa sua mensagem > vai ser eficaz pra fazer com que nós vejamos as cordas nos nossos > pescoços e comecemos a roê-las? O seu objetivo é fazer com que nós nos > libertemos - e viremos pessoas melhores, menos amarguradas, e que daí > vão ter menos motivos pra brigar entre si e com você, etc - ou você > mandou a mensagem só pra descarregar e pra desabafar?... > > [[]], > Eduardo Ochs > [email protected] > http://angg.twu.net/ > > > 2009/7/31 Arthur Buchsbaum <[email protected]>: > > Era uma vez uma cabra que viveu toda a vida sozinha, em uma grande > campina, > > repleta de capim, flores e pequenas plantas. Desde pequena esta cabra, > logo > > após desmamada, viveu atada, por uma corda, a uma estaca profundamente > > fincada na terra. > > > > A corda era razoavelmente comprida, de forma que esta cabra alcançava uma > > boa extensão do terreno, e daí tinha acesso a uma boa porção de plantas > > comestíveis, e havia tempo para os tocos restantes das plantas consumidas > se > > recuperarem até a cabra voltar a se alimentar das mesmas. > > > > Assim viveu a cabra toda a sua vida nesta área delimitada pelo > comprimento > > da corda presa à dita estaca. Havia um número bem grande de plantas > > comestíveis de outras variedades nesta campina, mas além do alcance da > > cabra. > > > > Esta sequer deu-se ao trabalho de libertar-se da corda, e até poderia > > fazê-lo, se quisesse, mas, como viveu, quase a vida toda, pelo menos até > > onde a sua memória pessoal alcançava, presa por aquela corda, ela julgava > > que a própria corda e a estaca faziam parte de seu organismo. > > > > O mundo no qual a cabra vivia era muitíssimo mais vasto, quase infinito, > > perante o diminuto terreno no qual a cabra vivia, as experiências que > esta > > poderia ter poderiam ser muitíssimo mais ricas e vastas, mas a cabra > julgava > > que a extensão de seu universo limitava-se só ao terreno que ela > alcançava. > > > > Com o tempo, a cabra não mais enxergava o terreno além da corda, via > apenas > > a extensão circular que ela podia alcançar, que passou a ser para ela a > > totalidade da existência. > > > > E assim ela viveu e morreu, neste diminuto terreno, e encontrou nele toda > a > > nutrição, satisfação e água necessárias, sem sequer suspeitar que ela > > poderia ter vivido uma existência infinitamente mais rica. > > > > > > > > +++++++++++++++++++++++++++++++++ > > > > > > > > Assim vivem e agem a maioria dos ditos “intelectuais” de hoje, que > pululam > > nas universidades e academias, perfazendo suas diminutas especulações > > intelectuais, mas nunca ultrapassando uma pequena área de exame, pois > julgam > > que a totalidade da existência circunscreve-se às suas bem limitadas > > manobras e jogos intelectuais. > > > > > > > > a) Arthur Buchsbaum > > > > _______________________________________________ > > Logica-l mailing list > > [email protected] > > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l > > > > > _______________________________________________ > Logica-l mailing list > [email protected] > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l >
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