Me lembrei ontem de uma história, na doxografia de Heráclito (DK 22 A).
Sólon mandou uma delegação de notáveis de Atenas a Éfeso para falar com
Heráclito. Heráclito fora Príncipe de Éfeso; descendia de Héracles, e era de
uma dinastia ainda reinando em muito da Ásia Menor. Procuram Heráclito - o
homem mais sábio da Grécia - por toda Éfeso, e não o encontram. Finalmente,
na periferia da cidade, numa padaria, lá dentro, junto do forno, descobrem
um cara vestido pobremente, se esquecendo: Heráclito.

Este vê a delegação dos enviados de Sólon, tudo com cara de espanto, e os
convida:

- eísite, hoti ésontai gàr kaì entaûta theoûs.

Entrem, porque estão também aqui [= nisso] [os] deuses.

Heidegger usa essa historinha em Sobre o Humanismo.

2009/8/1 Alvaro Altair <[email protected]>

> Saudações "caprinas",
>
> este conhecido vídeo dá uma idéia do tamanho da "corda",
> quem ainda não o assistiu, cuidado para não "amarrar o bode" depois de
> vê-lo.
>
> "do MACROCOSMO ao microcosmo":
> http://www.youtube.com/watch?v=OVaD_iZME9g&feature=fvw
>
> Abs,
> Alvaro Altair
>
>
>
> 2009/7/31 Francisco Antonio Doria <[email protected]>
>
> Gostei do béeeeeeeé...
>>
>> Idem pra vosmicê, cabreiramente...
>>
>> 2009/7/31 Decio Krause <[email protected]>
>>
>>> Quiz dizer uma maconhazinha (não estou fazendo apologia), mas acho que
>>> usei a palavra errada. Isso acontece  na amplidao do brazilsão. Desculpe.
>>> Longe de mim esse cálice.Bééé..
>>>
>>>
>>>
>>>
>>> _____________________________
>>> Décio Krause
>>> Departamento de Filosofia
>>> Universidade Federal de Santa Catarina
>>> 88040-970 Florianópolis, SC - Brasil
>>> www.cfh.ufsc.br/~dkrause <http://www.cfh.ufsc.br/%7Edkrause>
>>>
>>> "People complain that our generation has no philosophers. Quite unjustly:
>>> it is merely that today's philosophers sit in another department, their
>>> names are Planck and Einstein." (C. Seelig, 1952,  apud E. Scheibe 2001).
>>>
>>>
>>> Em 31/07/2009, às 11:45, Francisco Antonio Doria escreveu:
>>>
>>> Se sentir bem com uma baranga?????
>>>
>>> ;-))))))))))))))))
>>>
>>> 2009/7/31 Decio Krause <[email protected]>
>>>
>>>> ArthurEu concordo com a hstória da cabra, e acho que ela deveria mesmo
>>>> se soltar, mas não tomar alucinógenos para pensar que está fora de seus
>>>> limites permitidos  e imaginar que o mundo é diferente do que realmente é.
>>>> Ela não investiga o mundo desse jeito.
>>>> Em todo caso, como eu sugeri citando um amigo, cada um cai de boca no
>>>> que melhor lhe apetece. Por exemplo, falaram em Deus. Eu, quanto entro em
>>>> uma igreja (aqui não faço isso porque em geral elas são feias), e fazia
>>>> muito isso em Florença, não ia rezar, mas ficar num ambiente calmo, bonito 
>>>> e
>>>> agradável. Agora pense em você concentrado e rezando num fôlego só:
>>>> "painossoqueestasnoceusantificadosejaovossonomevenhaanosdovossoreino...".
>>>> Não te parece os yogues fazendo "ahummmmmmm..."? Para mim é a mesma coisa.
>>>> Isso dá conforto, e pode ser usado. Sair de uma missa é como sair e uma
>>>> sessão de yoga. Agora, crer é coisa pessoal, assim como se sentir bem com
>>>> uma paranga ou com uma cerveja ou com um chá. Tudo vale. Sejamos felizes 
>>>> sem
>>>> sermos cabras (exceto se for da peste).
>>>> Abraço,
>>>> Décio
>>>>
>>>>
>>>> _____________________________
>>>> Décio Krause
>>>> Departamento de Filosofia
>>>> Universidade Federal de Santa Catarina
>>>> 88040-970 Florianópolis, SC - Brasil
>>>> www.cfh.ufsc.br/~dkrause <http://www.cfh.ufsc.br/%7Edkrause>
>>>>
>>>> "People complain that our generation has no philosophers. Quite
>>>> unjustly: it is merely that today's philosophers sit in another department,
>>>> their names are Planck and Einstein." (C. Seelig, 1952,  apud E. Scheibe
>>>> 2001).
>>>>
>>>>
>>>> Em 31/07/2009, às 05:09, Arthur Buchsbaum escreveu:
>>>>
>>>> Era uma vez uma cabra que viveu toda a vida sozinha, em uma grande
>>>> campina, repleta de capim, flores e pequenas plantas. Desde pequena esta
>>>> cabra, logo após desmamada, viveu atada, por uma corda, a uma estaca
>>>> profundamente fincada na terra.
>>>> A corda era razoavelmente comprida, de forma que esta cabra alcançava
>>>> uma boa extensão do terreno, e daí tinha acesso a uma boa porção de plantas
>>>> comestíveis, e havia tempo para os tocos restantes das plantas consumidas 
>>>> se
>>>> recuperarem até a cabra voltar a se alimentar das mesmas.
>>>> Assim viveu a cabra toda a sua vida nesta área delimitada pelo
>>>> comprimento da corda presa à dita estaca. Havia um número bem grande de
>>>> plantas comestíveis de outras variedades nesta campina, mas além do alcance
>>>> da cabra.
>>>> Esta sequer deu-se ao trabalho de libertar-se da corda, e até poderia
>>>> fazê-lo, se quisesse, mas, como viveu, quase a vida toda, pelo menos até
>>>> onde a sua memória pessoal alcançava, presa por aquela corda, ela julgava
>>>> que a própria corda e a estaca faziam parte de seu organismo.
>>>> O mundo no qual a cabra vivia era muitíssimo mais vasto, quase infinito,
>>>> perante o diminuto terreno no qual a cabra vivia, as experiências que esta
>>>> poderia ter poderiam ser muitíssimo mais ricas e vastas, mas a cabra 
>>>> julgava
>>>> que a extensão de seu universo limitava-se só ao terreno que ela alcançava.
>>>> Com o tempo, a cabra não mais enxergava o terreno além da corda, via
>>>> apenas a extensão circular que ela podia alcançar, que passou a ser para 
>>>> ela
>>>> a totalidade da existência.
>>>> E assim ela viveu e morreu, neste diminuto terreno, e encontrou nele
>>>> toda a nutrição, satisfação e água necessárias, sem sequer suspeitar que 
>>>> ela
>>>> poderia ter vivido uma existência infinitamente mais rica.
>>>>
>>>> +++++++++++++++++++++++++++++++++
>>>>
>>>> Assim vivem e agem a maioria dos ditos “intelectuais” de hoje, que
>>>> pululam nas universidades e academias, perfazendo suas diminutas
>>>> especulações intelectuais, mas nunca ultrapassando uma pequena área de
>>>> exame, pois julgam que a totalidade da existência circunscreve-se às suas
>>>> bem limitadas manobras e jogos intelectuais.
>>>>
>>>> a) Arthur Buchsbaum
>>>> _______________________________________________
>>>> Logica-l mailing list
>>>> [email protected]
>>>> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
>>>>
>>>>
>>>>
>>>> _______________________________________________
>>>> Logica-l mailing list
>>>> [email protected]
>>>> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
>>>>
>>>>
>>>
>>>
>>
>> _______________________________________________
>> Logica-l mailing list
>> [email protected]
>> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
>>
>>
>
> _______________________________________________
> Logica-l mailing list
> [email protected]
> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
>
>
_______________________________________________
Logica-l mailing list
[email protected]
http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l

Responder a