Tô nessa de intelectual-cabra. E minha corda é curtinha....e meus
limites têm cada herva daninha....e carrapatos, pode?
D.
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Décio Krause
Departamento de Filosofia
Universidade Federal de Santa Catarina
88040-970 Florianópolis, SC - Brasil
www.cfh.ufsc.br/~dkrause
"People complain that our generation has no philosophers. Quite
unjustly: it is merely that today's philosophers sit in another
department, their names are Planck and Einstein." (C. Seelig, 1952,
apud E. Scheibe 2001).
Em 31/07/2009, às 07:46, Francisco Antonio Doria escreveu:
Olha, me assumo como intelectual-cabra. Sou medíocre, pequeno, feio
e chato, e só falo de coisas desinteressantes...
2009/7/31 Eduardo Ochs <[email protected]>
Oi Arthur (e oi Márcia),
você acha que a lista de Lógica é composta principalmente por estes
intelectuais-cabras? Como você a compararia com os outros grupos com
quais você tem contato? Outra coisa: você acha que essa sua mensagem
vai ser eficaz pra fazer com que nós vejamos as cordas nos nossos
pescoços e comecemos a roê-las? O seu objetivo é fazer com que nós nos
libertemos - e viremos pessoas melhores, menos amarguradas, e que daí
vão ter menos motivos pra brigar entre si e com você, etc - ou você
mandou a mensagem só pra descarregar e pra desabafar?...
[[]],
Eduardo Ochs
[email protected]
http://angg.twu.net/
2009/7/31 Arthur Buchsbaum <[email protected]>:
> Era uma vez uma cabra que viveu toda a vida sozinha, em uma grande
campina,
> repleta de capim, flores e pequenas plantas. Desde pequena esta
cabra, logo
> após desmamada, viveu atada, por uma corda, a uma estaca
profundamente
> fincada na terra.
>
> A corda era razoavelmente comprida, de forma que esta cabra
alcançava uma
> boa extensão do terreno, e daí tinha acesso a uma boa porção de
plantas
> comestíveis, e havia tempo para os tocos restantes das plantas
consumidas se
> recuperarem até a cabra voltar a se alimentar das mesmas.
>
> Assim viveu a cabra toda a sua vida nesta área delimitada pelo
comprimento
> da corda presa à dita estaca. Havia um número bem grande de plantas
> comestíveis de outras variedades nesta campina, mas além do
alcance da
> cabra.
>
> Esta sequer deu-se ao trabalho de libertar-se da corda, e até
poderia
> fazê-lo, se quisesse, mas, como viveu, quase a vida toda, pelo
menos até
> onde a sua memória pessoal alcançava, presa por aquela corda, ela
julgava
> que a própria corda e a estaca faziam parte de seu organismo.
>
> O mundo no qual a cabra vivia era muitíssimo mais vasto, quase
infinito,
> perante o diminuto terreno no qual a cabra vivia, as experiências
que esta
> poderia ter poderiam ser muitíssimo mais ricas e vastas, mas a
cabra julgava
> que a extensão de seu universo limitava-se só ao terreno que ela
alcançava.
>
> Com o tempo, a cabra não mais enxergava o terreno além da corda,
via apenas
> a extensão circular que ela podia alcançar, que passou a ser para
ela a
> totalidade da existência.
>
> E assim ela viveu e morreu, neste diminuto terreno, e encontrou
nele toda a
> nutrição, satisfação e água necessárias, sem sequer suspeitar que
ela
> poderia ter vivido uma existência infinitamente mais rica.
>
>
>
> +++++++++++++++++++++++++++++++++
>
>
>
> Assim vivem e agem a maioria dos ditos “intelectuais” de hoje, que
pululam
> nas universidades e academias, perfazendo suas diminutas
especulações
> intelectuais, mas nunca ultrapassando uma pequena área de exame,
pois julgam
> que a totalidade da existência circunscreve-se às suas bem limitadas
> manobras e jogos intelectuais.
>
>
>
> a) Arthur Buchsbaum
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