Meus caros,

como o nivel não está nas alturas, e estamos falando de poesia então  
gostaria de lembrar uns versos de um "poeto" pernambucano (e esse não  
é analfabeto), Manuel Bandeira:
"Vinha da boca do povo na língua errada do povo. Língua certa do povo.  
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil"

Renato.




Quoting Silvio <[EMAIL PROTECTED]>:

>
> Marcelo:
>
> Vs.representa ponderável segmnto da população que
> aceita incorporar ao vernáculo as variações linguínsticas oridundas   
> dos diversos "modos" ou vícios de linguagem que apopulação, om o   
> implacável tempo, adota.
> Existem fundamentos básicos  como nos ensinam os dicionários ,as   
> gramáticas, a ABL. e os autores eruditos.
>
> Vs.não deve lamentar nada: você reflete grande parte da   
> sociedade,hoje liderada por um analfabeto funcional e cercado de uma  
>  corja de inclusive criminosos confessos confessos como é o caso do   
> (Jair) Mink.
>
> São os novos tempos. eis uma das razões pelas quais jamais recebemos  
>  um Nobel  de literatura: Esqueceram do G. Rosa.....
>
> Espero que essa nova "escola" grave os falares do apedeuta e o   
> incorpore ao VOLP.
>
> um bom dia e realmente encerremos o tema, fora do escopo do grupo.
>
> silvio
>   ----- Original Message -----
>   From: Marcelo Finger
>   To: Silvio
>   Cc: Walter Carnielli ; [email protected]
>   Sent: Tuesday, September 30, 2008 9:43 AM
>   Subject: Re: [Logica-l] Poeta, poeto e poetisa
>
>
>
>
>     A língua, para quem a cultua, deve seguir o que orienta os gramátisos e
>     sobre a forma de escrever as palavras, o VOLP.
>
>   Caro Sílvio.
>
>   Lamento, mas tenho uma posição absolutamente oposta a esta   
> expressada acima.  Não há justificativa para essa camisa de força,   
> esse engessamento do uso da linguagem que despresa a dinâmica, a   
> variação, os regionalismos, que são fenômenos naturais, universais,   
> comuns a todas as línguas, e portanto inevitáveis.
>
>   Não há motivos para dar o monopólio do controle da língua para os   
> gramáticos.  A língua é de seus falantes.
>
>   Eu acho ótimo haver um VOLP, se ele estivesse disponível   
> eletronicamente nos ajudaria muitíssimo nos programas de Linguística  
>  Computacional.  Mas ele está muito longe de ser a última palavra em  
>  termos de língua.  A única coisa que se pode dizer sobre ele é que   
> ele já está desatualizado na hora que é publicado.
>
>   E, por falar nisso, eu tb não gosto de "estória".  Mas, assim como  
>  o verbo "ponhar" (variante do verbo por), a "estória" existe.  E   
> podemos até escrever A História do Emprego de "Estória" no Português.
>
>   Abraços
>
>   Marcelo
>
>   PS: Não voltarei mais a este assunto, pois essas discussões tendem  
>  a ser intermináveis.  Apenas deixo minha opinião, formulada e   
> reformulada ao longo de décadas.
>
>
>
>
>     Essa questão sobre "poeta" já está por demais batido, as madames podem se
>     arvorar em "poetas": não há ocorrência de crime: apenas de   
> umaclara vontade
>     de se masculinizar, é até possível que tenham problemas psicológicos pois
>     fora o pedantismo, não há respaldo culto para essa degradação.
>
>     Estou escutando repórteres na TV dizendo menu com a terminação   
> em u, quando
>     é público e notório que é palavra francesa e que na pronúncia o   
> "u" tem som
>     de "i"....é a deterioração da lingua, como dos costumes e como   
> do caráter,
>     que o apadeuta e sua corja, impõem, paulatinamente, no país: somos
>     recordistas ocidentais em analfabetos funcionais.
>
>     sds.,
>     silvio.
>
>     ----- Original Message -----
>     From: "Walter Carnielli" <[EMAIL PROTECTED]>
>     To: <[email protected]>
>     Sent: Monday, September 29, 2008 5:41 PM
>     Subject: [Logica-l] Poeta, poeto e poetisa
>
>
>     Ola Silvio,
>
>     embora esta  minha  intervenção  não tenha a menor relevância sobre o
>     tema em discussão  e nem sobre temas da Lista,  e aproveitando que
>     Deus saiu da pauta,  não posso deixar de  mencionar o que a própria
>     Hilda Hilst, me disse   (ela  morava numa chácara em  Campinas e a
>     visitei muitas vezes)  sobre a  historia de ser  "poeta" e não
>     "poetisa".  Algo assim:  se existisse "poeto", ela seria  "poeta".
>     Como os  idiotas dos académicos  inventaram mal o termo, eles
>     que...#*$..  e ela continuaria a ser  "poeta: da mesma maneira... Uma
>     espécie de demonstração não-construtiva da apropriabilidade (epa!) do
>     termo.
>
>     Abraços,
>
>     Walter
>
>
>     > João:
>     >
>     > Guimarães Rosa nãocriou neologismos: ele, em suas prolongadas   
> viagens de
>     > pesquisa pelo interior de Minas  anotou os diversos falares, as
>     > deturpações
>     > da lingua em função exatamente da falta de continuidade por formas
>     > literárias ou educativas, das formas eruditas dos vocábulos.
>     >
>     > Até a falta de dentes em grande parte do pessoal do interior contribuiu
>     > pra
>     > isso.....
>     >
>     > Exemplo atroz é o uso indevido de "estória" que hoje é   
> corriqueiro e é um
>     > despudor, um ambicismo quedesonra a cultura de quem o utiliza.
>     > Por sua própria etmologia, é uma palatra que descreve algo  que
>     > antiriormente não era conhecido. Exemplo: kardecismo:   
> "Doutrina religiosa
>     > de
>     > Allan Kardec (1804-1869), pensador espírita francês". Esse vocábulo,
>     > obviamente, não existia antes da existânaia do criador do espiritismo.
>     > Usar a deformação viciosa como o caso do "estória" não é neologismo, é
>     > vício
>     > de linguagem.
>     > Qualquer pessoa só deve escrever dentro dos parâmetros das   
> regras cultas,
>     > uma delas é usar vocábulos existentes no VOLP: uma curiosidade  
>  é o fato de
>     > famosa poetisa brasileira (por motivos que não revelou), arvorar-se em
>     > "poeta", não aceitando o título de poetisa conforme nos ensina a
>     > gramática:
>     > e diversas senhoras, por modismo, para se diferenciarem ou mostra uma
>     > cultura que é falsa, arvoram-se em "poetas" o que desqualifica toda sua
>     > obra.
>     > Autores consagrados - é o caso de guimarães Rosa e o grande   
> poeta lusitano
>     > Fernando Pessoa ousam alterar a formatação dos vocábulos tanto para
>     > mostrar
>     > sua erudição como para aprimorar o sentido do texto, o que não os
>     > incorpora
>     > oficialmente à língua: são apenas detalhes artísticos.
>     >
>     > Deve haver algum trabalho de qualidade sobre isso: se alguém   
> tiver, que o
>     > traga à luz:  Rabelais até criou um povo denominado "Nefelibata" em
>     > homenagem aos criadores de neologismos...".
>     >
>     > Copiei na ewikipedia:
>     >
>     > "Termo utilizado para classificar uma palavra nova que surge   
> numa língua
>     > devido à necessidade de designar novas realidades - novos conhecimentos
>     > técnicos, objectos gerados pelo progresso científico   
> (neologismos técnicos
>     > e
>     > científicos) e até por questões estilísticas e literárias, tornando a
>     > língua
>     > mais expressiva e rica (neologismos literários).
>     >
>     > O que sucede quando precisamos de atribuir um novo nome para   
> designar uma
>     > ideia ou objecto novos é escolher uma destas opções: formar uma palavra
>     > nova
>     > a partir de elementos que já existam; adoptar um termo de uma outra
>     > língua;
>     > alterar o significado de uma palavra já antiga. Daí que os neologismos
>     > criados possam possuir diferentes processos de formação: por derivação
>     > (ficcionismo, metaficção), por composição (astronauta, homeopatia), por
>     > imitação de outras palavras já existentes na língua (eurocrata), por
>     > transferência de vocábulos pertencentes a outras línguas   
> (clicar, inputar,
>     > scannear), ou palavras completamente novas que são criadas.   
> Neste último
>     > grupo, incluem-se os neologismos literário-estilísticos que são criados
>     > para
>     > se conseguir um efeito único, especial, ou tornar uma frase   
> mais maleável,
>     > concentrando uma expressão numa palavra, de modo a tornar o   
> sentido mais
>     > explícito, por exemplo: «trotamundos» (forma como Walter, uma das
>     > personagens de O Vale da Paixão é referida várias vezes, pelo   
> pai, por não
>     > permanecer muito tempo no mesmo local) e o substantivo seu derivado".
>     >
>     >
>     >
>     > uma boa noite,
>     >
>     > silvio.
>
>     +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
>     Walter Carnielli
>     Centre for Logic, Epistemology and the History of Science ? CLE
>     State University of Campinas ?UNICAMP
>     P.O. Box 6133 13083-970 Campinas -SP, Brazil
>     Phone: (+55) (19) 3788-6519
>     Fax: (+55) (19) 3289-3269
>     e-mail: [EMAIL PROTECTED]
>     Website: http://www.cle.unicamp.br/prof/carnielli
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>   Marcelo Finger
>   Departamento de Ciencia da Computacao
>   Instituto de Matematica e Estatistica
>   Universidade de Sao Paulo
>   Rua do Matao, 1010
>   05508-090    Sao Paulo, SP     Brazil
>   Tel: +55 11 3091-9688, 3091-6135, 3091-6134 (fax)
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