Lembrem que o verbo poiô, poiéo, em grego, quer dizer, ``eu faço.'' poietès era, originalmente, um artesão refinado. Meillet sugere que a etimologia do verbo está ligada às partículas interrogativas indo-européias *kw-.
(Não é surpreendente: philía, amizade/amor, em grego, vem de *sw-, o caso oblíquo da terceira pessoa singular pronominal. 2008/9/30 Marcelo Finger <[EMAIL PROTECTED]> > > A língua, para quem a cultua, deve seguir o que orienta os gramátisos e >> sobre a forma de escrever as palavras, o VOLP. > > > Caro Sílvio. > > Lamento, mas tenho uma posição absolutamente oposta a esta expressada > acima. Não há justificativa para essa camisa de força, esse engessamento do > uso da linguagem que despresa a dinâmica, a variação, os regionalismos, que > são fenômenos naturais, universais, comuns a todas as línguas, e portanto > inevitáveis. > > Não há motivos para dar o monopólio do controle da língua para os > gramáticos. A língua é de seus falantes. > > Eu acho ótimo haver um VOLP, se ele estivesse disponível eletronicamente > nos ajudaria muitíssimo nos programas de Linguística Computacional. Mas ele > está muito longe de ser a última palavra em termos de língua. A única coisa > que se pode dizer sobre ele é que ele já está desatualizado na hora que é > publicado. > > E, por falar nisso, eu tb não gosto de "estória". Mas, assim como o verbo > "ponhar" (variante do verbo por), a "estória" existe. E podemos até > escrever A História do Emprego de "Estória" no Português. > > Abraços > > Marcelo > > PS: Não voltarei mais a este assunto, pois essas discussões tendem a ser > intermináveis. Apenas deixo minha opinião, formulada e reformulada ao longo > de décadas. > > > > >> >> Essa questão sobre "poeta" já está por demais batido, as madames podem se >> arvorar em "poetas": não há ocorrência de crime: apenas de umaclara >> vontade >> de se masculinizar, é até possível que tenham problemas psicológicos pois >> fora o pedantismo, não há respaldo culto para essa degradação. >> >> Estou escutando repórteres na TV dizendo menu com a terminação em u, >> quando >> é público e notório que é palavra francesa e que na pronúncia o "u" tem >> som >> de "i"....é a deterioração da lingua, como dos costumes e como do caráter, >> que o apadeuta e sua corja, impõem, paulatinamente, no país: somos >> recordistas ocidentais em analfabetos funcionais. >> >> sds., >> silvio. >> ----- Original Message ----- >> From: "Walter Carnielli" <[EMAIL PROTECTED]> >> To: <[email protected]> >> Sent: Monday, September 29, 2008 5:41 PM >> Subject: [Logica-l] Poeta, poeto e poetisa >> >> >> Ola Silvio, >> >> embora esta minha intervenção não tenha a menor relevância sobre o >> tema em discussão e nem sobre temas da Lista, e aproveitando que >> Deus saiu da pauta, não posso deixar de mencionar o que a própria >> Hilda Hilst, me disse (ela morava numa chácara em Campinas e a >> visitei muitas vezes) sobre a historia de ser "poeta" e não >> "poetisa". Algo assim: se existisse "poeto", ela seria "poeta". >> Como os idiotas dos académicos inventaram mal o termo, eles >> que...#*$.. e ela continuaria a ser "poeta: da mesma maneira... Uma >> espécie de demonstração não-construtiva da apropriabilidade (epa!) do >> termo. >> >> Abraços, >> >> Walter >> >> >> > João: >> > >> > Guimarães Rosa nãocriou neologismos: ele, em suas prolongadas viagens de >> > pesquisa pelo interior de Minas anotou os diversos falares, as >> > deturpações >> > da lingua em função exatamente da falta de continuidade por formas >> > literárias ou educativas, das formas eruditas dos vocábulos. >> > >> > Até a falta de dentes em grande parte do pessoal do interior contribuiu >> > pra >> > isso..... >> > >> > Exemplo atroz é o uso indevido de "estória" que hoje é corriqueiro e é >> um >> > despudor, um ambicismo quedesonra a cultura de quem o utiliza. >> > Por sua própria etmologia, é uma palatra que descreve algo que >> > antiriormente não era conhecido. Exemplo: kardecismo: "Doutrina >> religiosa >> > de >> > Allan Kardec (1804-1869), pensador espírita francês". Esse vocábulo, >> > obviamente, não existia antes da existânaia do criador do espiritismo. >> > Usar a deformação viciosa como o caso do "estória" não é neologismo, é >> > vício >> > de linguagem. >> > Qualquer pessoa só deve escrever dentro dos parâmetros das regras >> cultas, >> > uma delas é usar vocábulos existentes no VOLP: uma curiosidade é o fato >> de >> > famosa poetisa brasileira (por motivos que não revelou), arvorar-se em >> > "poeta", não aceitando o título de poetisa conforme nos ensina a >> > gramática: >> > e diversas senhoras, por modismo, para se diferenciarem ou mostra uma >> > cultura que é falsa, arvoram-se em "poetas" o que desqualifica toda sua >> > obra. >> > Autores consagrados - é o caso de guimarães Rosa e o grande poeta >> lusitano >> > Fernando Pessoa ousam alterar a formatação dos vocábulos tanto para >> > mostrar >> > sua erudição como para aprimorar o sentido do texto, o que não os >> > incorpora >> > oficialmente à língua: são apenas detalhes artísticos. >> > >> > Deve haver algum trabalho de qualidade sobre isso: se alguém tiver, que >> o >> > traga à luz: Rabelais até criou um povo denominado "Nefelibata" em >> > homenagem aos criadores de neologismos...". >> > >> > Copiei na ewikipedia: >> > >> > "Termo utilizado para classificar uma palavra nova que surge numa língua >> > devido à necessidade de designar novas realidades - novos conhecimentos >> > técnicos, objectos gerados pelo progresso científico (neologismos >> técnicos >> > e >> > científicos) e até por questões estilísticas e literárias, tornando a >> > língua >> > mais expressiva e rica (neologismos literários). >> > >> > O que sucede quando precisamos de atribuir um novo nome para designar >> uma >> > ideia ou objecto novos é escolher uma destas opções: formar uma palavra >> > nova >> > a partir de elementos que já existam; adoptar um termo de uma outra >> > língua; >> > alterar o significado de uma palavra já antiga. Daí que os neologismos >> > criados possam possuir diferentes processos de formação: por derivação >> > (ficcionismo, metaficção), por composição (astronauta, homeopatia), por >> > imitação de outras palavras já existentes na língua (eurocrata), por >> > transferência de vocábulos pertencentes a outras línguas (clicar, >> inputar, >> > scannear), ou palavras completamente novas que são criadas. Neste último >> > grupo, incluem-se os neologismos literário-estilísticos que são criados >> > para >> > se conseguir um efeito único, especial, ou tornar uma frase mais >> maleável, >> > concentrando uma expressão numa palavra, de modo a tornar o sentido mais >> > explícito, por exemplo: «trotamundos» (forma como Walter, uma das >> > personagens de O Vale da Paixão é referida várias vezes, pelo pai, por >> não >> > permanecer muito tempo no mesmo local) e o substantivo seu derivado". >> > >> > >> > >> > uma boa noite, >> > >> > silvio. >> >> +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ >> Walter Carnielli >> Centre for Logic, Epistemology and the History of Science – CLE >> State University of Campinas –UNICAMP >> P.O. Box 6133 13083-970 Campinas -SP, Brazil >> Phone: (+55) (19) 3788-6519 >> Fax: (+55) (19) 3289-3269 >> e-mail: [EMAIL PROTECTED] >> Website: http://www.cle.unicamp.br/prof/carnielli >> _______________________________________________ >> Logica-l mailing list >> [email protected] >> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l >> >> _______________________________________________ >> Logica-l mailing list >> [email protected] >> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l >> > > > > -- > Marcelo Finger > Departamento de Ciencia da Computacao > Instituto de Matematica e Estatistica > Universidade de Sao Paulo > Rua do Matao, 1010 > 05508-090 Sao Paulo, SP Brazil > Tel: +55 11 3091-9688, 3091-6135, 3091-6134 (fax) > http://www.ime.usp.br/~mfinger <http://www.ime.usp.br/%7Emfinger> > > > _______________________________________________ > Logica-l mailing list > [email protected] > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l > >
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