> A língua, para quem a cultua, deve seguir o que orienta os gramátisos e > sobre a forma de escrever as palavras, o VOLP.
Caro Sílvio. Lamento, mas tenho uma posição absolutamente oposta a esta expressada acima. Não há justificativa para essa camisa de força, esse engessamento do uso da linguagem que despresa a dinâmica, a variação, os regionalismos, que são fenômenos naturais, universais, comuns a todas as línguas, e portanto inevitáveis. Não há motivos para dar o monopólio do controle da língua para os gramáticos. A língua é de seus falantes. Eu acho ótimo haver um VOLP, se ele estivesse disponível eletronicamente nos ajudaria muitíssimo nos programas de Linguística Computacional. Mas ele está muito longe de ser a última palavra em termos de língua. A única coisa que se pode dizer sobre ele é que ele já está desatualizado na hora que é publicado. E, por falar nisso, eu tb não gosto de "estória". Mas, assim como o verbo "ponhar" (variante do verbo por), a "estória" existe. E podemos até escrever A História do Emprego de "Estória" no Português. Abraços Marcelo PS: Não voltarei mais a este assunto, pois essas discussões tendem a ser intermináveis. Apenas deixo minha opinião, formulada e reformulada ao longo de décadas. > > Essa questão sobre "poeta" já está por demais batido, as madames podem se > arvorar em "poetas": não há ocorrência de crime: apenas de umaclara vontade > de se masculinizar, é até possível que tenham problemas psicológicos pois > fora o pedantismo, não há respaldo culto para essa degradação. > > Estou escutando repórteres na TV dizendo menu com a terminação em u, quando > é público e notório que é palavra francesa e que na pronúncia o "u" tem som > de "i"....é a deterioração da lingua, como dos costumes e como do caráter, > que o apadeuta e sua corja, impõem, paulatinamente, no país: somos > recordistas ocidentais em analfabetos funcionais. > > sds., > silvio. > ----- Original Message ----- > From: "Walter Carnielli" <[EMAIL PROTECTED]> > To: <[email protected]> > Sent: Monday, September 29, 2008 5:41 PM > Subject: [Logica-l] Poeta, poeto e poetisa > > > Ola Silvio, > > embora esta minha intervenção não tenha a menor relevância sobre o > tema em discussão e nem sobre temas da Lista, e aproveitando que > Deus saiu da pauta, não posso deixar de mencionar o que a própria > Hilda Hilst, me disse (ela morava numa chácara em Campinas e a > visitei muitas vezes) sobre a historia de ser "poeta" e não > "poetisa". Algo assim: se existisse "poeto", ela seria "poeta". > Como os idiotas dos académicos inventaram mal o termo, eles > que...#*$.. e ela continuaria a ser "poeta: da mesma maneira... Uma > espécie de demonstração não-construtiva da apropriabilidade (epa!) do > termo. > > Abraços, > > Walter > > > > João: > > > > Guimarães Rosa nãocriou neologismos: ele, em suas prolongadas viagens de > > pesquisa pelo interior de Minas anotou os diversos falares, as > > deturpações > > da lingua em função exatamente da falta de continuidade por formas > > literárias ou educativas, das formas eruditas dos vocábulos. > > > > Até a falta de dentes em grande parte do pessoal do interior contribuiu > > pra > > isso..... > > > > Exemplo atroz é o uso indevido de "estória" que hoje é corriqueiro e é um > > despudor, um ambicismo quedesonra a cultura de quem o utiliza. > > Por sua própria etmologia, é uma palatra que descreve algo que > > antiriormente não era conhecido. Exemplo: kardecismo: "Doutrina religiosa > > de > > Allan Kardec (1804-1869), pensador espírita francês". Esse vocábulo, > > obviamente, não existia antes da existânaia do criador do espiritismo. > > Usar a deformação viciosa como o caso do "estória" não é neologismo, é > > vício > > de linguagem. > > Qualquer pessoa só deve escrever dentro dos parâmetros das regras cultas, > > uma delas é usar vocábulos existentes no VOLP: uma curiosidade é o fato > de > > famosa poetisa brasileira (por motivos que não revelou), arvorar-se em > > "poeta", não aceitando o título de poetisa conforme nos ensina a > > gramática: > > e diversas senhoras, por modismo, para se diferenciarem ou mostra uma > > cultura que é falsa, arvoram-se em "poetas" o que desqualifica toda sua > > obra. > > Autores consagrados - é o caso de guimarães Rosa e o grande poeta > lusitano > > Fernando Pessoa ousam alterar a formatação dos vocábulos tanto para > > mostrar > > sua erudição como para aprimorar o sentido do texto, o que não os > > incorpora > > oficialmente à língua: são apenas detalhes artísticos. > > > > Deve haver algum trabalho de qualidade sobre isso: se alguém tiver, que o > > traga à luz: Rabelais até criou um povo denominado "Nefelibata" em > > homenagem aos criadores de neologismos...". > > > > Copiei na ewikipedia: > > > > "Termo utilizado para classificar uma palavra nova que surge numa língua > > devido à necessidade de designar novas realidades - novos conhecimentos > > técnicos, objectos gerados pelo progresso científico (neologismos > técnicos > > e > > científicos) e até por questões estilísticas e literárias, tornando a > > língua > > mais expressiva e rica (neologismos literários). > > > > O que sucede quando precisamos de atribuir um novo nome para designar uma > > ideia ou objecto novos é escolher uma destas opções: formar uma palavra > > nova > > a partir de elementos que já existam; adoptar um termo de uma outra > > língua; > > alterar o significado de uma palavra já antiga. Daí que os neologismos > > criados possam possuir diferentes processos de formação: por derivação > > (ficcionismo, metaficção), por composição (astronauta, homeopatia), por > > imitação de outras palavras já existentes na língua (eurocrata), por > > transferência de vocábulos pertencentes a outras línguas (clicar, > inputar, > > scannear), ou palavras completamente novas que são criadas. Neste último > > grupo, incluem-se os neologismos literário-estilísticos que são criados > > para > > se conseguir um efeito único, especial, ou tornar uma frase mais > maleável, > > concentrando uma expressão numa palavra, de modo a tornar o sentido mais > > explícito, por exemplo: «trotamundos» (forma como Walter, uma das > > personagens de O Vale da Paixão é referida várias vezes, pelo pai, por > não > > permanecer muito tempo no mesmo local) e o substantivo seu derivado". > > > > > > > > uma boa noite, > > > > silvio. > > +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ > Walter Carnielli > Centre for Logic, Epistemology and the History of Science – CLE > State University of Campinas –UNICAMP > P.O. 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