Você se ateve a algo inimportante, oops!; o que importa é que o modo de
fazer filosofia do Sócrates de Platão, a análise conceitual [maiêutica,
ironia], não pode ser dissociado de sua preocupação com a questão do sentido
da vida, da salvação, comum a toda a filosofia oriental e ocidental, pelo
menos até o fim da Idade Média. E, na minha opinião, esse modo de filosofar
está vivo e forte, como exemplificam os nomes citados e muitos outros, como
M. Ivaldo, Ch. Asmuth, L. Ferry et. al. Abraço, edg


2008/9/30 Francisco Antonio Doria <[EMAIL PROTECTED]>

> Projeto socrático? Me desculpe, mas como Sócrates nunca escreveu nada, e
> dele só temos dois retratos, um, idealizado, em Platão, e o outro
> ridicularizando-o, em Aristófanes, fica complicado falar em projeto
> socrático...
>
> 2008/9/30 Edson Dognaldo Gil <[EMAIL PROTECTED]>
>
>> Décio, concordo totalmente com você: cada um que seja feliz com sua
>> concepção de filosofia. Ainda existem sim --e muitos-- filósofos
>> sistemáticos [embora a discussão não seja essa], como H-D Klein, V. Hoesle,
>> G. Prauss et al. Então não vejo problema nenhum em nós dois chamarmos pelo
>> nome Filosifa coisas completamente distintas. O problema só surge, p.ex.,
>> quando alguém pretende reinvidicar para si a herança socrática [do "projeto
>> socrático"], negando, ao mesmo tempo, que filosofia consista na busca pela
>> salvação em sentido amplo [vida boa etc.]. Abraço, edg
>>
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