> Na verdade, a grande ironia quanto a pessoas como o Arthur, que dizem ter
> muito interesse em temas como o sentido da vida, é o puro desconhecimento da
> bibliografia recente sobre o tema. Isto acontece porque essa bibliografia
> não dá ao Arthur o tipo de música das palavras que ele busca, uma música que
> lhe dê conforto espiritual. Tudo o que se encontra nessa bibliografia
> (Wiggins, Nozick, Nagel, Levy, Baier, Metz, Taylor e tantos outros,
> incluindo eu próprio) é a discussão de ideias, e não paliativos infantis
> para as dores de alma. A filosofia não é religião e por isso não tem
> qualquer tipo de interesse para quem procura conforto espiritual.

Acresço que o Desidério participou brilhantemente de uma mesa-redonda
aqui em Natal no ano passado, no "I Seminário Internacional de
Filosofia Analítica Contemporânea", exatamente sobre o tema do
*sentido da vida*, e ofereceu recentemente um curso bastante disputado
sobre o mesmo tópico no Departamento de Filosofia da UFOP (vide
http://dmurcho.com/meaning.html, onde se podem encontrar outras
referências, e http://criticanarede.com/pensaroutravez2.html).

Desidério, teu livro "Viver Para Quê? Ensaios Sobre o Sentido da Vida"
já saiu?  Sai publicado também aqui no Brasil, ou só Além-Mar?

JM
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