-----Mensagem original-----
De: [EMAIL PROTECTED] [mailto:[EMAIL PROTECTED] nome de Henrique Rennó
Enviada em: sexta-feira, 27 de abril de 2007 16:02
Para: [email protected]
Assunto: Re: [obm-l] Mostra que f eh continua


Olá Artur!

Realmente estou um pouco atônito! 8-O
 Nao fique . Tod o assunto novo parece, a principio. muito complicado. E nao eh 
possivel entender muito com base apenas no que informei. 
 


On 4/27/07, Artur Costa Steiner < [EMAIL PROTECTED]  <mailto:[EMAIL PROTECTED]> 
> wrote: 

OI Henrique. Obrigado pelo interesse.
 
Eu teria o maximo prazer em compartilhar o que conheco disso, mas o assunto eh 
um tanto extenso para explicar aqui. Exige os fundamentos da teoria de medidas. 
Eh necessario que se estude em um livro.
 
Basicamente, eh o seguinte. Se A eh um conjunto qualquer, dizemos que uma 
colecao de M de conjuntos de A eh uma sigma-algebra definida em A se:


Essa coleção M seria de conjuntos de A mesmo ou subconjuntos de A??? 
[Artur Costa Steiner] 
De subconjuntos de A, melhor dizendo 



1) A e o conjunto vazio estao em M.
 
2) Se C esta em M, entao o complementar de C tambem estah


C seria um subconjunto de M ou seria um conjunto qualquer??? O complementar de 
C seria em relação a M???
[Artur Costa Steiner] 
Nao. C eh um subconjunto de A. O complementar e com relacao a A. Por exemplo, o 
conjunto das partes de4 um conjunto eh, trivialmente, uma sigma-algebra, a 
maior que se pode definir 



3) A uniao de qualquer colecao enumeravel de membros de M esta em M (pelas Leis 
de De Morgan, 2 e 3 isto implicam que o mesmo se verifique para interseccoes 
enumeraveis)


Coleção enumerável de membros de M seria um subconjunto da coleção M (isso não 
seria recursivo)??? As leis de De Morgan seriam c(A U B) = c(A) inter c(B) e 
c(A inter B) = c(A) U c(B), qual a ligação com as coleções enumeráveis??? 
[Artur Costa Steiner] 
Sim, uma subcolecao enumeravel de M. Pode tambem ser vista como uma sequencia 
de elementos de M ou como uma sequencia de subconjuntos de A 


Dizemos que uma funcao m, definida em M e com valores em [0, oo] isto eh, os 
reais nao negativos expandidos, eh uma medida em M se m satisfizer a 
 
1) m(A) >= 0 para todo A de M (o que jah se deduz do contradominio de m)
 
2) Para todo colecao enumeravel A_n de conjuntos disjuntos 2 a 2 de M, m(Uniao 
A_n) = Soma m(A_n) (propriedade conhecida por sigma-aditividade) 
 
A medida de Lebesgue, valida para os espacos vetorias Euclidianos, incluindo os 
complexos, eh definida da seguinte forma: 
 
 Para cada cobertura enumeravel, (C_n), de A, composta por celulas (intervalos, 
retangulos, paralelelpipedos...dependendo de n) abertas de R^n, seja I = Soma 
(L(C_n), onde L(C-n) eh o comprimeto de C_n n no caso da reta real,   a area no 
caso de R^2, o volume no caso de R^3, etc. A medida exterior de Lebesgue de A, 
m(A),  eh definida por infimo {I}, onde o infimo eh computado sobre a colecao 
de todas as coberturas C_n. Quando o conjunto A satisfaz a algumas condicoes 
especiais, diz-se que eh mensuravel e e sua medida entao confunde-se com sua 
medida exterior.


Bem, só me confundi nessa parte! 
[Artur Costa Steiner] 
Se vc tiver interesse nisso, rtecomendo Bartle, The elements of Integration and 
Measure Theory. Excelente! Nao esgota o assunto, mas intrduz a teoria de 
medidas com muita clareza.  


M[Artur Costa Steiner] as soh comece a estudar teoria de medidas se vc tiver 
bom dominio da Analise basica: limites, continuidade, diferenciacao.  


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