Caro Tony:

eu acho que você está no caminho certo  quando pergunta   por qual
razão  a formalização da  "consistência" (tal como  vista nas  LFIs)
não coincidiria  com a  possibilidade, ou com a  (não)-contingência. O
João  Marcos  esclarece, corretamente,  que tal noção de consistência
é apenas "aparentada" ao da não-contingência,   mas  sobra a seguinte
questão: partindo de  uma noção de consistência  oA, o que seria  ~ o
~ A? Seria  uma espécie
de asserção sobre  a  "inconsistência" de ~A, mas dependendo de certas
 assunções.

No artigo abaixo examino diversas noções de consist6encai,  incluindo
algumas ideias  do João Marcos:

"The Single-minded Pursuit of Consistency and its Weakness"
(W.  Carnielli), Studia Logica 97, Number 1 (2011), 81-100, DOI:
10.1007/s11225-010-9298-7
http://www.springerlink.com/content/e2357hxm80m52616/fulltext.pdf

Abs,

Walter


Em 24 de abril de 2012 17:19, Joao Marcos <botoc...@gmail.com> escreveu:
> Tony:
>
>> Mas, existe algo que preciso apontar: os operadores também dependem do ponto
>> de vista. Veja, se eu tenho um operador O e defino o seguinte:
>> O(alpha):=¬Q¬(alpha), pergunte quem é o universal e quem é o existencial, a
>> resposta é depende do ponto de vista.
>>
>> Salvo engano meu, o Professor Pizzi implementou uma vez a proposta de como
>> uma lógica pode começar a partir de um operador de contingência como
>> primitivo. Os mesmos princípios, axiomas ou regras de inferência, que
>> envolvem o operador quadrado podem ser formulados para o operador diamante.
>> De novo, coisas dependendo do ponto de vista.
>
> As questões do trabalho do Pizzi foram todas praticamente resolvidas a
> partir do trabalho do Lloyd Humberstone sobre não-contingência.  O
> operador de consistência que usamos é apenas "aparentado" ao da
> não-contingência, e muitos dos resultados que eu demonstrei a respeito
> dele simplesmente mostraram como adaptar os resultados de Humberstone
> (e de Kuhn, e de Cresswell etc) para esta nova linguagem, com sua
> interpretação pretendida.  A questão sobre quem é o "universal" e quem
> é o "existencial" não é muito relevante nesta abordagem.
>
>> Por outro lado, quadrado não necessariamente quer dizer "todo mundo w de W",
>> depende da semântica. Acho que talvez você não queira identificar o operador
>> de consistência com um universal, pois, como você mesmo diz, não quer que
>> ºA, não-A bastem para a explosão. Mas, se necessidade não for entendida como
>> uma quantificação universal, não enxergo como NecA e não-A de pronto
>> explodiriam.
>
> De fato.  Por isso eu disse que o operador de consistência "adequado"
> depende da interpretação da negação modal paraconsistente.
>
> Abraços,
> Joao Marcos
>
> --
> http://sequiturquodlibet.googlepages.com/
> _______________________________________________
> Logica-l mailing list
> Logica-l@dimap.ufrn.br
> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l



-- 
-----------------------------------------------
Prof. Dr. Walter Carnielli
Director
Centre for Logic, Epistemology and the History of Science – CLE
State University of Campinas –UNICAMP
13083-859 Campinas -SP, Brazil
Phone: (+55) (19) 3521-6517
Fax: (+55) (19) 3289-3269
Institutional e-mail: walter.carnie...@cle.unicamp.br
Website: http://www.cle.unicamp.br/prof/carnielli
_______________________________________________
Logica-l mailing list
Logica-l@dimap.ufrn.br
http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l

Responder a