Tony:

> Mas, existe algo que preciso apontar: os operadores também dependem do ponto
> de vista. Veja, se eu tenho um operador O e defino o seguinte:
> O(alpha):=¬Q¬(alpha), pergunte quem é o universal e quem é o existencial, a
> resposta é depende do ponto de vista.
>
> Salvo engano meu, o Professor Pizzi implementou uma vez a proposta de como
> uma lógica pode começar a partir de um operador de contingência como
> primitivo. Os mesmos princípios, axiomas ou regras de inferência, que
> envolvem o operador quadrado podem ser formulados para o operador diamante.
> De novo, coisas dependendo do ponto de vista.

As questões do trabalho do Pizzi foram todas praticamente resolvidas a
partir do trabalho do Lloyd Humberstone sobre não-contingência.  O
operador de consistência que usamos é apenas "aparentado" ao da
não-contingência, e muitos dos resultados que eu demonstrei a respeito
dele simplesmente mostraram como adaptar os resultados de Humberstone
(e de Kuhn, e de Cresswell etc) para esta nova linguagem, com sua
interpretação pretendida.  A questão sobre quem é o "universal" e quem
é o "existencial" não é muito relevante nesta abordagem.

> Por outro lado, quadrado não necessariamente quer dizer "todo mundo w de W",
> depende da semântica. Acho que talvez você não queira identificar o operador
> de consistência com um universal, pois, como você mesmo diz, não quer que
> ºA, não-A bastem para a explosão. Mas, se necessidade não for entendida como
> uma quantificação universal, não enxergo como NecA e não-A de pronto
> explodiriam.

De fato.  Por isso eu disse que o operador de consistência "adequado"
depende da interpretação da negação modal paraconsistente.

Abraços,
Joao Marcos

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