Prezados (as), Prezado Luís Cláudio, Prezado Marcos Eu afirmei que "Não existe relação entre boa remuneração e ROI do projeto. Existe sim relação com colaboração." e exitiram discordâncias.
Como sempre neste casos eu recomendo testar as afirmações contra os fatos. Se existe como dito pelo Luís que existe relação entre ROI e bom salário então basta não pagar um bom salário que o ROI não será o esperado. Vamos entender um bom salário como acima da média e um salário não bom como abaixo da média. Como mais de 80% dos projetos de TI no Brasil de SD, ITIL e desenvolvimento fracassam então é possível entender que encontramos salários abaixo da média nestes projetos. Se exitir caso de salário acima da média em projetos fracassados isto significa que não existe relação entre ROI e salário, pois projetos fracassam com salários acima da média e abaixo dela. Se 80% do projetos pagam salários abaixo da média então deveria existir extrema concentração salarial no setor onde poucos ganham muito acima da média e a grande maioria receberia salário muito abaixo da média. A distância entre o maior salário e o menor das pesquisas salariais de TI não mostra esta realidade. Aliás se a afirmação fosse real então projetos americanos de TI feitos por norte americanos sempre teriam sucesso e projetos americanos feitos pelos indianos sempre facassariam, pois o salário dos americanos é maior. A taxa de sucesso nos projetos de TI dos EUA está na casa dos 30%, o que deveria indicar que 70% dos projetos são feitos pelos indianos. Novamente a afirmação é desmentida pelo fato pois as terceirizações estão bem abaixo deste valor. Os casos citados pelos colegas não são de projetos que tinham ROI e que a mão de obra os levou ao fracasso. Vcs citaram apenas e tão somente projetos que nasceram fracassados e naturalmente iriam viver no fracasso até a morte. Melhorar a mão de obra em nada adiantaria. Qualquer um que contrata para projeto profissional com histórico de trocas frequentes de emprego como vcs falaram está pedindo pelo fracasso do projeto. Como as mulheres americanas dizem com sabedoria aos maridos traidores. Uma vez traidor sempre traidor, logo quero separação. É a mesma coisa a contratação de quem histórico de muitas trocas de emprego. Quem troca demais de emprega não tem compromosso algum com os projetos e quem faz isto pede para ter projeto fracassado. Cordialmente Ricardo Mansur http://itgovrm.blogspot.com http://twitter.com/itgovrm ----- Original Message ----- From: Marcos Ramos To: [email protected] Sent: Thursday, September 02, 2010 10:25 AM Subject: Re: [itsm_br] Re: Análise e Solução de Problemas Luis, Para servir de exemplo, é exatamente isso que ocorre na empresa onde trabalho. É gasto dinheiro e tempo em treinamentos e certificações, porém a remuneração é baixa, principalmente nas equipes de 2º e 3º nível, o que nos leva a uma altíssima rotatividade. A maioria das pessoas que saem, o fazem somente por receber mais, e disseram que se a empresa pagasse mais, não sairiam, porque o ambiente de trabalho é ótimo. Acredito que o ROI lá poderia ser bem maior caso observassem esse problema. Será que 100 pessoas recebendo mais, não seria melhor do que realizar processo seletivo para contratar 10-15 pessoas todo mês, treiná-las e certificá-las (questão de contrato), só para vê-las um ano e meio depois saindo (essa é a média, mas tem gente que sai bem antes) além dos gastos com as outras 10-15 pessoas que saíram, isso TODO mês? 2010/8/26 luisclaudio_tjmg <[email protected]> Prezado Mansur. Permita-me tecer um comentário frente a sua assertiva em relação à existência de relação entre boa remuneração e ROI. Para mim tudo é relativo. Sempre dependerá de diversos fatores considerados em cada análise que se faça. No caso em tela (projeto de Service Desk e processos ITIL), e em diversos outros projetos (terceirização de atividades como o desenvolvimento de sistemas ou manutenção de equipamentos, por exemplo) existe sim uma estreita relação entre a remuneração daqueles que prestam o serviço e o ROI desejado quando da especificação do projeto. E falo isso por experiência própria e recente. Baseando-me apenas no caso do Service Desk, uma baixa remuneração (seja de colaboradores próprios ou terceirizados) acarreta em alto turnover, perda de investimento em treinamento e capacitação dedicado a estes colaboradores, maiores prazos alocados a esta capacitação em virtude de sua menor qualificação, dentre outros. Dessa forma, mesmo considerando que a definição de ROI também é peculiar a cada empresa ou projeto, não está claro que a ocorrência dos fatores listados acima reduziria o ROI esperado? Apresento ainda um outro caso: uma organização pública, por critérios e pressões políticas e "orçamentárias" decide rever a terceirização de 80% do quadro de colaboradores de sua área de TI. O projeto prevê a demissão destes funcionários, a elaboração de concurso para preenchimento de parte das vagas e um novo contrato de terceirização, com redução de salários (Em torno de 50%) para o complemento da parte restante. Resultado: para os cargos operacionais da área, o turnover da parcela de servidores efetivos apresentou-se altíssimo (normalmente o perfil de pessoas que são admitidas desta forma é o de "concurseiro", que está sempre procurando um concurso melhor), as vantagens destes servidores impediram que projetos de longo prazo fossem desenvolvidos a contento e, os poucos terceirizados remanescentes que aceitaram a redução salarial hoje já deixaram a organização por propostas melhores. Ou seja, a ordem hoje é o caos. A organização perdeu sua inteligência, sua mão de obra operacional capacitada, treinada e conhecedora de sua dificílima e peculiar cultura e o ROI.... Ah! Esse aí, ninguém se preocupa em justificar porque infelizmente não a organização não tem como objetivo final o recebimento de retornos financeiros e nem tão pouco é cultura sua procurar medir e alcançar outros tipos de retorno. Desculpe pela longa exposição, mas é que gosto sempre de apresentar fatos que possam clarificar melhor meu ponto de vista. Cordialmente. Luís Cláudio. --- In [email protected], "MansurR" <mansur...@...> wrote: > > Prezados (as), > > Prezado Anderson, > > Alguns pontos para reflexão > > 1. Não existe relação entre boa remuneração e ROI do projeto. Existe sim relação com colaboração. > 2. Se o salário esta neste patamar citado é questão que tem gente que aceita. Sempre vão existir os que acham que comprar um elefante por um real é um negócio pq é barato. > > > Cordialmente > Ricardo Mansur > http://itgovrm.blogspot.com > http://twitter.com/itgovrm > ----- Original Message ----- > From: Anderson Marcelino Pereira > To: [email protected] > Sent: Friday, August 20, 2010 9:05 PM > Subject: RES: [itsm_br] Análise e Solução de Problemas > > > > > Vejo que a preocupação das empresas está em algo muito rápido, um entregável (relatórios de KPIs, Indicadores, gráficos) e esquecem que para gerar todos estes entregáveis ainda é necessário do trabalho da equipe humana e que precisa de capacitação. > > > > Falta ainda em algumas empresas o autocontrole da suas expectativas em relação aos projetos de Service Desk e processos ITIL. > > > > Pessoas motivas e bem remuneradas rendem muito mais e com certeza o ROI será o que as empresas querem desde do início do projeto quando foi vendido e elas nem sabiam o que queriam. > > Apenas não queriam ficar para trás em relação aos concorrente que tinham pessoas certificadas em ITIL,tinham Service Desk, entregáveis dos processos. > > Mas nenhuma delas analisaram o tempo que leva para atingir tal nível de maturidade > > > > > > Já viu um anúncio de profissionais para trabalhar em um Service Desk > > Tem uma grade de exigências técnicas e não técnicas, idiomas, certificações, porém com salários que variam de R$ 900,00 a R$ 1.200. > > Com muita sorte você consegue um de R$ 2.000,00 mas como PJ. > > > > Com este tipo de tratamento se consegue excelência no atendimento? > > > > Anderson Marcelino Pereira > > ITIL Manager Certified > > (11) 8317-5537 > > anderson.mpere...@... > > msn: hash...@... > > skype: hashijd > > http://br.linkedin.com/in/andersonpereira > > http://www.facebook.com/anderson.m.pereira#!/anderson.m.pereira > > http://twitter.com/andersompereira > > > > > > De: [email protected] [mailto:[email protected]] Em nome de jperussi78 > Enviada em: sexta-feira, 20 de agosto de 2010 12:52 > Para: [email protected] > Assunto: [itsm_br] Análise e Solução de Problemas > > > > > > Vejo que muito falamos sobre o gerenciamento dos serviços de TI e outros assuntos de alto nível, mas vejo que a realidade das Centrais de Atendimento ainda está um pouco abaixo. > > Não adianta implementarmos processos de controle e gestão, gastar dinheiro com ótimas ferramentas se as pessoas envolvidas no atendimento não entendem o que estão fazendo e qual o seu papel neste universo. > > Vejo que a grande dificuldade das equipes não é seguir procedimentos, mas entender qual procedimento seguir e entender qual o problema está sendo relatado e o impacto que este problema poderá causar na organização se não for atendido corretamente. > > As áreas de treinamentos das empresas se preocupam muito com a parte técnica e com os processos de encaminhamento, mas não ensinam o analista a pensar criticamente e a ouvir de forma estruturada. Isso já foi mostrado, por nosso amigo Cohen, como uma das principais competências esperadas dos analistas. > > Espero que as organizações que buscam a excelência no atendimento passem a investir mais tempo e dinheiro neste tipo de abordagem para que seus processos sejam mais bem executados e, consequentemente, tenham mais retorno. > > Obrigado, > > Jorge Guimarães > Coordenador Service Desk > www.twitter.com/jpguima > -- We are the ones who can make a difference, we will win this war against ignorance one voice at a time we will prevail because the universe demands it....
