Luis,

Para servir de exemplo, é exatamente isso que ocorre na empresa onde
trabalho.
É gasto dinheiro e tempo em treinamentos e certificações, porém a
remuneração é baixa, principalmente nas equipes de 2º e 3º nível, o que nos
leva a uma altíssima rotatividade. A maioria das pessoas que saem, o fazem
somente por receber mais, e disseram que se a empresa pagasse mais, não
sairiam, porque o ambiente de trabalho é ótimo. Acredito que o ROI lá
poderia ser bem maior caso observassem esse problema.
Será que 100 pessoas recebendo mais, não seria melhor do que realizar
processo seletivo para contratar 10-15 pessoas todo mês, treiná-las e
certificá-las (questão de contrato), só para vê-las um ano e meio depois
saindo (essa é a média, mas tem gente que sai bem antes) além dos gastos com
as outras 10-15 pessoas que saíram, isso TODO mês?

2010/8/26 luisclaudio_tjmg <[email protected]>

>
>
> Prezado Mansur.
>
> Permita-me tecer um comentário frente a sua assertiva em relação à
> existência de relação entre boa remuneração e ROI.
>
> Para mim tudo é relativo. Sempre dependerá de diversos fatores considerados
> em cada análise que se faça. No caso em tela (projeto de Service Desk e
> processos ITIL), e em diversos outros projetos (terceirização de atividades
> como o desenvolvimento de sistemas ou manutenção de equipamentos, por
> exemplo) existe sim uma estreita relação entre a remuneração daqueles que
> prestam o serviço e o ROI desejado quando da especificação do projeto. E
> falo isso por experiência própria e recente.
>
> Baseando-me apenas no caso do Service Desk, uma baixa remuneração (seja de
> colaboradores próprios ou terceirizados) acarreta em alto turnover, perda de
> investimento em treinamento e capacitação dedicado a estes colaboradores,
> maiores prazos alocados a esta capacitação em virtude de sua menor
> qualificação, dentre outros.
>
> Dessa forma, mesmo considerando que a definição de ROI também é peculiar a
> cada empresa ou projeto, não está claro que a ocorrência dos fatores
> listados acima reduziria o ROI esperado?
>
> Apresento ainda um outro caso: uma organização pública, por critérios e
> pressões políticas e "orçamentárias" decide rever a terceirização de 80% do
> quadro de colaboradores de sua área de TI. O projeto prevê a demissão destes
> funcionários, a elaboração de concurso para preenchimento de parte das vagas
> e um novo contrato de terceirização, com redução de salários (Em torno de
> 50%) para o complemento da parte restante. Resultado: para os cargos
> operacionais da área, o turnover da parcela de servidores efetivos
> apresentou-se altíssimo (normalmente o perfil de pessoas que são admitidas
> desta forma é o de "concurseiro", que está sempre procurando um concurso
> melhor), as vantagens destes servidores impediram que projetos de longo
> prazo fossem desenvolvidos a contento e, os poucos terceirizados
> remanescentes que aceitaram a redução salarial hoje já deixaram a
> organização por propostas melhores. Ou seja, a ordem hoje é o caos. A
> organização perdeu sua inteligência, sua mão de obra operacional capacitada,
> treinada e conhecedora de sua dificílima e peculiar cultura e o ROI.... Ah!
> Esse aí, ninguém se preocupa em justificar porque infelizmente não a
> organização não tem como objetivo final o recebimento de retornos
> financeiros e nem tão pouco é cultura sua procurar medir e alcançar outros
> tipos de retorno.
>
> Desculpe pela longa exposição, mas é que gosto sempre de apresentar fatos
> que possam clarificar melhor meu ponto de vista.
>
> Cordialmente.
>
> Luís Cláudio.
>
>
> --- In [email protected] <itsm_br%40yahoogroups.com>, "MansurR"
> <mansur...@...> wrote:
> >
> > Prezados (as),
> >
> > Prezado Anderson,
> >
> > Alguns pontos para reflexão
> >
> > 1. Não existe relação entre boa remuneração e ROI do projeto. Existe sim
> relação com colaboração.
> > 2. Se o salário esta neste patamar citado é questão que tem gente que
> aceita. Sempre vão existir os que acham que comprar um elefante por um real
> é um negócio pq é barato.
> >
> >
> > Cordialmente
> > Ricardo Mansur
> > http://itgovrm.blogspot.com
> > http://twitter.com/itgovrm
> > ----- Original Message -----
> > From: Anderson Marcelino Pereira
> > To: [email protected] <itsm_br%40yahoogroups.com>
> > Sent: Friday, August 20, 2010 9:05 PM
> > Subject: RES: [itsm_br] Análise e Solução de Problemas
> >
> >
> >
> >
> > Vejo que a preocupação das empresas está em algo muito rápido, um
> entregável (relatórios de KPIs, Indicadores, gráficos) e esquecem que para
> gerar todos estes entregáveis ainda é necessário do trabalho da equipe
> humana e que precisa de capacitação.
> >
> >
> >
> > Falta ainda em algumas empresas o autocontrole da suas expectativas em
> relação aos projetos de Service Desk e processos ITIL.
> >
> >
> >
> > Pessoas motivas e bem remuneradas rendem muito mais e com certeza o ROI
> será o que as empresas querem desde do início do projeto quando foi vendido
> e elas nem sabiam o que queriam.
> >
> > Apenas não queriam ficar para trás em relação aos concorrente que tinham
> pessoas certificadas em ITIL,tinham Service Desk, entregáveis dos processos.
> >
> > Mas nenhuma delas analisaram o tempo que leva para atingir tal nível de
> maturidade
> >
> >
> >
> >
> >
> > Já viu um anúncio de profissionais para trabalhar em um Service Desk
> >
> > Tem uma grade de exigências técnicas e não técnicas, idiomas,
> certificações, porém com salários que variam de R$ 900,00 a R$ 1.200.
> >
> > Com muita sorte você consegue um de R$ 2.000,00 mas como PJ.
> >
> >
> >
> > Com este tipo de tratamento se consegue excelência no atendimento?
> >
> >
> >
> > Anderson Marcelino Pereira
> >
> > ITIL Manager Certified
> >
> > (11) 8317-5537
> >
> > anderson.mpere...@...
> >
> > msn: hash...@...
>
> >
> > skype: hashijd
> >
> > http://br.linkedin.com/in/andersonpereira
> >
> > http://www.facebook.com/anderson.m.pereira#!/anderson.m.pereira
> >
> > http://twitter.com/andersompereira
> >
> >
> >
> >
> >
> > De: [email protected] <itsm_br%40yahoogroups.com> [mailto:
> [email protected] <itsm_br%40yahoogroups.com>] Em nome de jperussi78
> > Enviada em: sexta-feira, 20 de agosto de 2010 12:52
> > Para: [email protected] <itsm_br%40yahoogroups.com>
> > Assunto: [itsm_br] Análise e Solução de Problemas
> >
> >
> >
> >
> >
> > Vejo que muito falamos sobre o gerenciamento dos serviços de TI e outros
> assuntos de alto nível, mas vejo que a realidade das Centrais de Atendimento
> ainda está um pouco abaixo.
> >
> > Não adianta implementarmos processos de controle e gestão, gastar
> dinheiro com ótimas ferramentas se as pessoas envolvidas no atendimento não
> entendem o que estão fazendo e qual o seu papel neste universo.
> >
> > Vejo que a grande dificuldade das equipes não é seguir procedimentos, mas
> entender qual procedimento seguir e entender qual o problema está sendo
> relatado e o impacto que este problema poderá causar na organização se não
> for atendido corretamente.
> >
> > As áreas de treinamentos das empresas se preocupam muito com a parte
> técnica e com os processos de encaminhamento, mas não ensinam o analista a
> pensar criticamente e a ouvir de forma estruturada. Isso já foi mostrado,
> por nosso amigo Cohen, como uma das principais competências esperadas dos
> analistas.
> >
> > Espero que as organizações que buscam a excelência no atendimento passem
> a investir mais tempo e dinheiro neste tipo de abordagem para que seus
> processos sejam mais bem executados e, consequentemente, tenham mais
> retorno.
> >
> > Obrigado,
> >
> > Jorge Guimarães
> > Coordenador Service Desk
> > www.twitter.com/jpguima
> >
>
>  
>



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ignorance one voice at a time we will prevail because the universe demands
it....

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