*Joao Marcos, *

*> 0 - Todo golfinho é uma ave. Moby Dick é um golfinho. Logo, Moby Dick é
uma ave.*

É falso porque para ser verdadeiro o termo maior, que no caso é "ave",
precisa ser um conceito-predicado válido do termo médio, que é "golfinho".

E tanto "golfinho" quanto "ave" pertencem ao gênero "animal".

Ou seja, "ave" não é um conceito genérico, mas sim específico.

E por isso a proposição é inválida, pois se trata de um juízo falso.

E um silogismo, se tratando de uma dedução formal, ou seja, que parte
sempre do geral para o particular, necessariamente, para que o mesmo seja
válido, a primeira proposição tem de ser verdadeira e não falsa (mesmo que
seja uma negação verdadeira). Logo, se a primeira proposição é falsa, o
silogismo é inválido, e todo o restante é descartado.

Se a aplicação do juízo fosse verdadeira, o silogismo corresponderia a
primeira figura e ao modo Darii.



*> 1 - Todo fnord é um pseudo-celerado. Jessé é um fnord. Logo, Jessé é um
pseudo-celerado.*

É falso pois a segunda proposição é um juízo que segundo a quantidade é
particular, segundo a qualidade afirmativo, mas segundo a relação é
hipotético, pois não é especificado na proposição a qual Jessé se refere,
podendo ser qualquer um dos centenas ou milhares que existem. Eu como sou
um desses Jessé, posso afirmar categoricamente, no mínimo de modo
assertório, que em relação a mim é falso. Então só resta duas alternativas,
ou é o juízo é falso e isso invalidaria o silogismo, ou é um juízo que
segundo a relação é hipotético, e segundo a modalidade é problemático, pelo
mesmo motivo. E se o juízo é problemático também não é possível deduzir com
exatidão se Jessé é mesmo um pseudo-celerado ou não. E consequentemente não
se ter uma conclusão, ora, um silogismo válido exige uma conclusão.
Portanto ele também é inválido.



*> 2 - Todo astro gira em torno da Terra. Elvis Presley foi um astro. Logo,
Elvis Presley girou em torno da Terra.*

É falso pois um silogismo válido exige que o termo médio, que no caso é
"astro" seja tomado em toda a sua extensão.

E quando isso é feito, a primeira proposição torna-se falsa, pois "astro"
pode ser tanto algum objeto no espaço fora da Terra, quanto uma pessoa
muito famosa.

Logo, nem todo astro gira em torno da Terra, mas apenas os objetos que
estão no espaço. E não, por exemplo, o Elvis Presley.



*> 3 - Tudo que é sólido se desmancha no ar. Este raciocínio é sólido.
Logo, este raciocínio se desmancha no ar.*

É falso, pelo mesmo motivo do 2, pois o termo médio, que é "sólido" não foi
abordado em toda a sua extensão na primeira premissa, se fosse se referir
aos objetos físicos, como remete o termo a uma primeira vista, invalidaria
a segunda proposição onde o termo médio é utilizado, pois um raciocínio não
é físico, mas sim imaterial, e isso seria uma contradição, que iria ferir
os princípios da lógica.



João Marcos, peço que avalie este silogismo e me diga se o mesmo é
inválido, e se não é, me diga porque, por favor:



*Todo bandido age maliciosamente; João agiu maliciosamente; Logo, João agiu
como bandido.*



Pois no meu entender, a estrutura do silogismo, no caso as suas figuras,
elas são válidas, mas isso não é o silogismo em si, pois um silogismo ou
outro vai se definir justamente pela validade dos termos e das proposições
empregadas.  Não? Porque as figuras em si se tratam apenas dos tipos de
silogismos. Portanto, se devemos levar em consideração o significado dos
termos, dos conceitos, e consequentemente as definições, em suma, a relação
da proposição com a realidade, pois isso irá afetar no juízo, então no
silogismo acima, se João agiu de fato maliciosamente, então João agiu como
bandido. Não?



*Walter Carnielli,*



*1) Nada é melhor do que ir para o Céu e ficar ao lado de Deus. 2) Um
pão-de-queijo é melhor do que nada. 3) Logo, um pão-de-queijo é melhor do
que ir para o Céu e ficar ao lado de  Deus.*

É inválido pois o "nada" é uma impossibilidade, a proposição seria válida
se fosse algo como: ficar ao lado de Deus é melhor do que qualquer coisa.

Sendo o termo médio a palavra "nada", e sendo um silogismo uma dedução
formal, se torna impossível predicar Deus, do nada, pois Deus é Aquilo que
É, ou seja, o Ser no sentido mais elevado do termo. Portanto, não podendo
realizar a predicação, não se pode nem mesmo dar a proposição como válida,
pois há na mesma uma contradição. E isso não é aceito pelos princípios da
lógica.

Sendo a primeira proposição inválida, e um silogismo necessitando de três
proposições válidas, para ser considerado válido, o mesmo torna-se inválido.



Avalie este silogismo, pois caio na mesma dúvida que no silogismo que expus
acima ao responder o Joao Marcos:



*Quem prefere o nada tem medo da justiça de Deus; Walter prefere o nada;
Logo, Walter tem medo da justiça de Deus.*



*Carlos Augusto Prolo,*



*1) A regra foi feita para impedir a entrada de professores de fora do
Departamento. 2) Helena não é do Departamento. 3) A regra foi feita para
impedir a entrada de Helena.*



No meu entender este silogismo é inválido também, pois a segunda proposição
é um juízo problemático, pois não é expresso se Helena é uma professora ou
não, apenas diz que ela não é do Departamento. Para o juízo ser categórico
e assertório, no meu entender deveria ser algo como: Helena é uma
professora de fora do Departamento. Desta maneira poderia se tirar uma
conclusão necessariamente válida, como é exigido num silogismo. Portanto o
silogismo torna-se inválido.

No caso a outra versão dita mais polêmica do silogismo dá a entender a
mesma coisa, que há um juízo problemático, que faz com que não se possa
tirar uma conclusão necessariamente válida.



*Ricardo Grande*,

Isso que você citou não me parece ser um silogismo válido. Se for algo como
um polissilogismo ou algo assim, eu ainda nem cheguei a estudar muito os
mesmos, ainda estou tentando entender os silogismos simples.



*Andrea Loparic,*

Tudo o que é raro é caro.
Cavalo bom e barato é raro.
Logo, cavalo bom e barato é caro.

Creio que você esqueceu de pôr o acento no "e" da segunda proposição. Mas
coloquei ele pra tentar analisar este silogismo...

No meu entender cai novamente no erro de predicação, em resumo, a
proposição seria verdadeira se fosse: nem tudo que é raro é caro. No caso
me referindo apenas a primeira proposição. Pois se ela é falsa o silogismo
inteiro já é invalidado também.



*Carlos Gonzalez,*

Interessante as coisas que citou, vou pesquisar sobre elas também. Obrigado
por mencionar.



*Para todos:*

Pessoal, eu sou iniciante ainda nos estudos de lógica, não tem nem dois
meses que comecei a estudar, a minha dúvida, assim como expus na postagem é:

Afinal, na análise dos silogismos, não levará obviamente a análise das
proposições, o que por sua vez nos levará a análise dos juízos, que nos
levará a análise dos conceitos e seus conteúdos?

Pois como eu seria capaz de aplicar um juízo onde o conteúdo do conceito
está em contradição com o que foi predicado do mesmo na própria proposição,
isso fatalmente não levará o juízo a ser considerado falso e
consequentemente o próprio silogismo?

Porque pegar uma figura silogística e depois um suposto silogismo, e pegar
e apontar: aqui está o sujeito, aqui o predicado, etc.; ai eu vou e falo:
esse silogismo é válido porque a estrutura dele corresponde com a figura X.
Não pode ser assim não é mesmo?



Enfim, no meu entender para um silogismo ser válido, não pode ferir mesmo
os princípios da lógica, como o de não-contradição. Se por acaso algum
termo está em contrário a outro, mesmo que na estrutura da proposição
esteja afirmando que X é Y, essa proposição é inválida por ser
auto-contraditória.

O que me dizem, está correto isso?


De qualquer maneira muito obrigado por tudo, e pelo que parece, lógica é
bastante divertida.

Em dom, 16 de set de 2018 às 22:33, Carlos Gonzalez <gonza...@gmail.com>
escreveu:

> Das proprietates terminorum a mais famosa é a suppositio:
> proprietates terminorum = propriedades dos termos.
>
> Todos os apóstolos são 12
> Pedro é apóstolo.
> Logo, Pedro é 12.
>
> Falando disso, fiquei sabendo de uma tradução ao português da Grammatica
> Speculativa
> http://hdl.handle.net/1884/30657
>
> https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/30657/R%20-%20T%20-%20ALESSANDRO%20JOCELITO%20BECCARI.pdf?sequence=1&isAllowed=y
> Grande trabalho! (Ou "grande" trabalho :-) )  (Ou "trabalho grande"  :-) )
>  (Ou "trabalho graaande", com a semântica atual do WhatsApp,  :-) )
>
> Heidegger usou muito disso quando estudava para ser padre.
> A neoescolástica acusou-a de "desgraçadas sutilezas".
> Mas eu acho que a semântica tem um par de dívidas com a Grammatica
> Speculativa.
> Também com Petrus Hispanus.
>
> Duns Scotus = "Doctor Subtilis" > > > Thomas of Erfurt
>
> Hoje Thomas of Erfurt e os modistas
> https://pt.wikipedia.org/wiki/Modistas
> estão fora de moda.
>
> Eu acho várias coisas escritas sobre a "significatio" (outra das
> proprietates terminorum) mais interessantes que a teoria do Sinn e
> Bedeutung em Frege.
>
> (Ver Kneale-Kneale sobre proprietates terminorum)
>
> Carlos
>
> @book{knealekneale1986desenvolvimentologica,
>   title = "O desenvolvimento da l{\'o}gica",
>   author = "William Kneale and Martha Kneale",
>   publisher = "Calouste Gulbenkian",
>   address = "Lisboa",
>   year = 1986,
> }
>
>
>
>
> 2018-09-16 18:46 GMT-03:00 Walter Carnielli <walter.carnie...@gmail.com>:
>
>> Esse é claramente um silogismo inválido, Ricardo.
>>
>> O silogismo deve ter duas premissas e uma conclusão, esse extrapolou :-)
>>
>> W.
>>
>> Em dom, 16 de set de 2018 18:10, Ricardo Grande <
>> rekdinhopoet...@gmail.com> escreveu:
>>
>>> Walter e João, prefiro esse:
>>> Deus é amor...
>>> o amor é cego...
>>> cego é o Ray Charles
>>> Logo, Deus é o Ray Charles
>>> ctr alt del
>>>
>>> Em 16 de setembro de 2018 16:51, Walter Carnielli <
>>> walter.carnie...@gmail.com> escreveu:
>>>
>>>> Aproveite e teste a validade deste também (é melhor se  exercitar com
>>>> silogismos, do que ficar falando a respeito deles):
>>>>
>>>> 1) Nada  é melhor do que ir para o Céu e ficar  ao lado de  Deus.
>>>> 2) Um  pão-de-queijo é melhor do que nada.
>>>> 3) Logo, um pão-de-queijo é melhor do que  ir para o Céu e ficar  ao
>>>> lado de  Deus.
>>>>
>>>> W.
>>>>
>>>>
>>>> Em dom, 16 de set de 2018 às 14:39, Jessé Silva
>>>> <aprendizforeve...@gmail.com> escreveu:
>>>> >
>>>> > Joao Marcos, muito obrigado, em breve posto as respostas.
>>>> >
>>>> >
>>>> > Em dom, 16 de set de 2018 às 14:36, Joao Marcos <botoc...@gmail.com>
>>>> escreveu:
>>>> >>
>>>> >> Eis um exercício para você.  Analise a *validade* dos seguintes
>>>> >> argumentos, do ponto de vista da Teoria do Silogismo:
>>>> >>
>>>> >> (0)
>>>> >> Todo golfinho é uma ave.
>>>> >> Moby Dick é um golfinho.
>>>> >> Logo, Moby Dick é uma ave.
>>>> >>
>>>> >> (1)
>>>> >> Todo fnord é um pseudo-celerado.
>>>> >> Jessé é um fnord.
>>>> >> Logo, Jessé é um pseudo-celerado.
>>>> >>
>>>> >> (2)
>>>> >> Todo astro gira em torno da Terra.
>>>> >> Elvis Presley foi um astro.
>>>> >> Logo, Elvis Presley girou em torno da Terra.
>>>> >>
>>>> >> (3)
>>>> >> Tudo que é sólido se desmancha no ar.
>>>> >> Este raciocínio é sólido.
>>>> >> Logo, este raciocínio se desmancha no ar.
>>>> >>
>>>> >> Bons estudos, JM
>>>> >>
>>>> >>
>>>> >> On Sun, Sep 16, 2018 at 12:27 AM Jessé Silva
>>>> >> <aprendizforeve...@gmail.com> wrote:
>>>> >> >
>>>> >> >
>>>> >> > > Todo homem é mortal, Sócrates é homem, logo, Sócrates é mortal.
>>>> >> >
>>>> >> > É uma frase formada por três sentenças declarativas afirmativas,
>>>> ou seja, por três proposições simples.
>>>> >> > A frase trata-se de uma dedução formal, isto é, parte do geral
>>>> para o particular.
>>>> >> > A frase é composta de três juízos, onde o último é uma conclusão
>>>> dos dois primeiros.
>>>> >> > A frase trata-se de um conhecimento discursivo complexo, pois há o
>>>> processo dedutivo, que é a passagem do geral para o individual.
>>>> >> > É um silogismo, pois há uma conclusão no terceiro juízo, advinda
>>>> do primeiro juízo estabelecido como verdadeiro, e intermediado pelo 
>>>> segundo.
>>>> >> >
>>>> >> > Premissa maior: Todo homem é mortal.
>>>> >> > Premissa menor: Sócrates é homem.
>>>> >> > Conclusão: Sócrates é mortal.
>>>> >> >
>>>> >> > O termo maior, que é o predicado da conclusão, é "mortal".
>>>> >> > O termo médio, que está presente nas duas premissas e falta na
>>>> conclusão, é "homem".
>>>> >> > O termo menor, o sujeito da conclusão, é "Sócrates".
>>>> >> >
>>>> >> > O atributo necessário de "Sócrates" é "mortal".
>>>> >> > O atributo necessário de "homem" é "mortal".
>>>> >> > O atributo necessário de "Sócrates" é "homem".
>>>> >> >
>>>> >> > Válido: 1 – Terminus esto tríplex, medius, majorque minorque (o
>>>> silogismo tem três termos: o maior, o médio e o menor).
>>>> >> > Válido: 2 – Nequaquem medium capiat fas est (a conclusão nunca
>>>> deve conter o termo médio).
>>>> >> > Válido: 3 – Aut semel aut medius generaliter esto (o termo médio
>>>> deve ser tomado pelo menos uma vez em toda a sua extensão).
>>>> >> > Válido: 4 – Latius hunc (terminum) quam premissas concluso non
>>>> vult (nenhum termo pode ser mais extenso nas conclusões do que nas
>>>> premissas).
>>>> >> > Válido: 5 – Utraque si praemissa negat nil inde sequitir (se as
>>>> duas premissas são negativas, nada se pode concluir).
>>>> >> > Válido: 6 – Ambae afirmantes nequeunt generare regantem (duas
>>>> premissas afirmativas não podem produzir uma conclusão negativa).
>>>> >> > Válido: 7 – Pejorem sequitir semper conclusio partem (a conclusão
>>>> segue sempre a parte mais fraca).
>>>> >> > Válido: 8 – Nihil sequitur geminis ex particularibus unquam (De
>>>> duas premissas particulares, nada se conclui).
>>>> >> >
>>>> >> > A primeira figura silogística corresponde ao silogismo por ser o
>>>> termo sujeito na premissa maior e predicado na menor.
>>>> >> > No caso "homem" é sujeito na premissa maior, e também predicado na
>>>> premissa menor.
>>>> >> >
>>>> >> > O modo do silogismo, de acordo com a primeira figura, a qual o
>>>> mesmo corresponde é o modo Darii.
>>>> >> > Pois o modo Darii equivale a "A I I", ou seja, o a sentença é
>>>> composta por três juízos, onde, segundo a quantidade e qualidade, a
>>>> premissa maior se trata de um juízo universal afirmativo, e a premissa
>>>> menor e a conclusão tratam-se de um juízo particular afirmativo.
>>>> >> >
>>>> >> > > Primeira proposição: Todo homem é mortal.
>>>> >> > Conceito específico: homem
>>>> >> > Conceito genérico: mortal
>>>> >> >
>>>> >> > Conceito com mais conteúdo: homem
>>>> >> > Conceito com menos conteúdo: mortal
>>>> >> > Conceito mais extenso: mortal
>>>> >> > Conceito menos extenso: homem
>>>> >> > Conceito com maior compreensão: homem
>>>> >> > Conceito com menor compreensão: mortal
>>>> >> >
>>>> >> > Subordinante: mortal
>>>> >> > Subordinado: homem
>>>> >> >
>>>> >> > Conceito-sujeito: homem
>>>> >> > Conceito-predicado: mortal
>>>> >> > Cópula: é
>>>> >> >
>>>> >> > Tipo: juízo afirmativo, determinativo
>>>> >> > Predicação: de dependência
>>>> >> >
>>>> >> > Segundo a qualidade: afirmativo
>>>> >> > Segundo a quantidade: universal
>>>> >> > Segundo a relação: categórico assertórico
>>>> >> > Segundo a modalidade: assertórico
>>>> >> >
>>>> >> >
>>>> >> > > Segunda proposição: Sócrates é homem.
>>>> >> > Conceito específico: Sócrates
>>>> >> > Conceito genérico: homem
>>>> >> >
>>>> >> > Conceito com mais conteúdo: Sócrates
>>>> >> > Conceito com menos conteúdo: homem
>>>> >> > Conceito mais extenso: homem
>>>> >> > Conceito menos extenso: Sócrates
>>>> >> > Conceito com maior compreensão: Sócrates
>>>> >> > Conceito com menor compreensão: homem
>>>> >> >
>>>> >> > Subordinante: homem
>>>> >> > Subordinado: Sócrates
>>>> >> >
>>>> >> > Conceito-sujeito: Sócrates
>>>> >> > Conceito-predicado: homem
>>>> >> > Cópula: é
>>>> >> >
>>>> >> > Tipo: juízo afirmativo, determinativo
>>>> >> > Predicação: de dependência
>>>> >> >
>>>> >> > Segundo a qualidade: afirmativo
>>>> >> > Segundo a quantidade: particular
>>>> >> > Segundo a relação: categórico assertório
>>>> >> > Segundo a modalidade: assertório
>>>> >> >
>>>> >> >
>>>> >> > > Terceira proposição: logo, Sócrates é mortal.
>>>> >> > Conceito específico: Sócrates
>>>> >> > Conceito genérico: mortal
>>>> >> >
>>>> >> > Conceito com mais conteúdo: Sócrates
>>>> >> > Conceito com menos conteúdo:mortal
>>>> >> > Conceito mais extenso: mortal
>>>> >> > Conceito menos extenso: Sócrates
>>>> >> > Conceito com maior compreensão: Sócrates
>>>> >> > Conceito com menor compreensão: mortal
>>>> >> >
>>>> >> > Subordinante: mortal
>>>> >> > Subordinado: Sócrates
>>>> >> >
>>>> >> > Conceito-sujeito: Sócrates
>>>> >> > Conceito-predicado: mortal
>>>> >> > Cópula: é
>>>> >> >
>>>> >> > Tipo: juízo afirmativo, determinativo
>>>> >> > Predicação: de dependência
>>>> >> >
>>>> >> > Segundo a qualidade: afirmativo
>>>> >> > Segundo a quantidade: particular
>>>> >> > Segundo a relação: categórico assertório
>>>> >> > Segundo a modalidade: assertório
>>>> >> >
>>>> >> > Minhas dúvidas:
>>>> >> >
>>>> >> > 1 - A proposição "Todo homem é mortal" me parece ser, segundo a
>>>> relação, categórica, e segundo a modalidade, assertória. Mas não seria o
>>>> juízo segundo a modalidade, necessário? Pois na própria proposição está
>>>> sendo afirmado que "todo" homem é mortal, logo, não está abrindo brecha
>>>> para dúvidas em relação a mortalidade do homem, de acordo com a estrutura
>>>> do próprio juízo aplicado, ele não deve ser do tipo necessário segundo a
>>>> sua modalidade?
>>>> >> >
>>>> >> > 2 - A questão é que levando em consideração o próprio conceito de
>>>> "homem", vejo dois problemas, um é a concepção de alma imortal que está
>>>> ligada ao homem, e o segundo problema é a questão da possibilidade de no
>>>> futuro o homem poder ser imortal, seja pelo avanço tecnológico ou seja lá
>>>> pelo que for. Logo, em ambas as situações, isso remete a noção de
>>>> contingência e não de necessidade, portanto a minha outra dúvida, que de
>>>> certa forma está ligada com a primeira: afinal, algo estar ligado a
>>>> realidade temporal torna a coisa contingente e acaba que excluindo a
>>>> necessidade dela?
>>>> >> >
>>>> >> > 3 - Sintetizando as duas dúvidas e formulando uma terceira,
>>>> afinal, na aplicação de um juízo não se deve trata-lo tanto logicamente
>>>> quanto levando em consideração a sua correspondência com a realidade?
>>>> >> >
>>>> >> > 4 - E nessa, consequentemente eu não irei levar em consideração a
>>>> análise mais aprofundada dos próprios conceitos, de seus respectivos
>>>> significados?
>>>> >> >
>>>> >> > 5 - E isso não afetará, fatalmente, na própria validade do juízo e
>>>> da proposição?
>>>> >> >
>>>> >> >
>>>> >> > Por fim, se eu errei em algum ponto, por favor, se não for
>>>> incômodo, me digam para me ajudar nos estudos.
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>>>> State University of Campinas –UNICAMP
>>>> 13083-859 Campinas -SP, Brazil
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>>> --
>>>
>>> "The evil that men do lives after them; The good is oft interred with
>>> their bones.” W. Shakeaspeare, J.C.
>>>
>>> "The good men do is oft interred with their bones, but the evil that men
>>> do lives on". B. Dickinson.
>>>
>>> "(...) há animais humanos mentalmente retardados cujos cérebros
>>> envergonhariam um chimpanzé".  N. Wiener, 22º Parágrafo do 4º Cap. de 
>>> *Cibernética
>>> e Sociedade*.
>>>
>>> "De qualquer forma, se existe uma realidade independente do homem,
>>> também existe a verdade relativa a esta realidade; e de certa forma a
>>> negação da primeira gera a negação da existência da seguinte" Einstein em
>>> seus diálogos com Tagore.
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