Eis um exercício para você. Analise a *validade* dos seguintes argumentos, do ponto de vista da Teoria do Silogismo:
(0) Todo golfinho é uma ave. Moby Dick é um golfinho. Logo, Moby Dick é uma ave. (1) Todo fnord é um pseudo-celerado. Jessé é um fnord. Logo, Jessé é um pseudo-celerado. (2) Todo astro gira em torno da Terra. Elvis Presley foi um astro. Logo, Elvis Presley girou em torno da Terra. (3) Tudo que é sólido se desmancha no ar. Este raciocínio é sólido. Logo, este raciocínio se desmancha no ar. Bons estudos, JM On Sun, Sep 16, 2018 at 12:27 AM Jessé Silva <aprendizforeve...@gmail.com> wrote: > > > > Todo homem é mortal, Sócrates é homem, logo, Sócrates é mortal. > > É uma frase formada por três sentenças declarativas afirmativas, ou seja, por > três proposições simples. > A frase trata-se de uma dedução formal, isto é, parte do geral para o > particular. > A frase é composta de três juízos, onde o último é uma conclusão dos dois > primeiros. > A frase trata-se de um conhecimento discursivo complexo, pois há o processo > dedutivo, que é a passagem do geral para o individual. > É um silogismo, pois há uma conclusão no terceiro juízo, advinda do primeiro > juízo estabelecido como verdadeiro, e intermediado pelo segundo. > > Premissa maior: Todo homem é mortal. > Premissa menor: Sócrates é homem. > Conclusão: Sócrates é mortal. > > O termo maior, que é o predicado da conclusão, é "mortal". > O termo médio, que está presente nas duas premissas e falta na conclusão, é > "homem". > O termo menor, o sujeito da conclusão, é "Sócrates". > > O atributo necessário de "Sócrates" é "mortal". > O atributo necessário de "homem" é "mortal". > O atributo necessário de "Sócrates" é "homem". > > Válido: 1 – Terminus esto tríplex, medius, majorque minorque (o silogismo tem > três termos: o maior, o médio e o menor). > Válido: 2 – Nequaquem medium capiat fas est (a conclusão nunca deve conter o > termo médio). > Válido: 3 – Aut semel aut medius generaliter esto (o termo médio deve ser > tomado pelo menos uma vez em toda a sua extensão). > Válido: 4 – Latius hunc (terminum) quam premissas concluso non vult (nenhum > termo pode ser mais extenso nas conclusões do que nas premissas). > Válido: 5 – Utraque si praemissa negat nil inde sequitir (se as duas > premissas são negativas, nada se pode concluir). > Válido: 6 – Ambae afirmantes nequeunt generare regantem (duas premissas > afirmativas não podem produzir uma conclusão negativa). > Válido: 7 – Pejorem sequitir semper conclusio partem (a conclusão segue > sempre a parte mais fraca). > Válido: 8 – Nihil sequitur geminis ex particularibus unquam (De duas > premissas particulares, nada se conclui). > > A primeira figura silogística corresponde ao silogismo por ser o termo > sujeito na premissa maior e predicado na menor. > No caso "homem" é sujeito na premissa maior, e também predicado na premissa > menor. > > O modo do silogismo, de acordo com a primeira figura, a qual o mesmo > corresponde é o modo Darii. > Pois o modo Darii equivale a "A I I", ou seja, o a sentença é composta por > três juízos, onde, segundo a quantidade e qualidade, a premissa maior se > trata de um juízo universal afirmativo, e a premissa menor e a conclusão > tratam-se de um juízo particular afirmativo. > > > Primeira proposição: Todo homem é mortal. > Conceito específico: homem > Conceito genérico: mortal > > Conceito com mais conteúdo: homem > Conceito com menos conteúdo: mortal > Conceito mais extenso: mortal > Conceito menos extenso: homem > Conceito com maior compreensão: homem > Conceito com menor compreensão: mortal > > Subordinante: mortal > Subordinado: homem > > Conceito-sujeito: homem > Conceito-predicado: mortal > Cópula: é > > Tipo: juízo afirmativo, determinativo > Predicação: de dependência > > Segundo a qualidade: afirmativo > Segundo a quantidade: universal > Segundo a relação: categórico assertórico > Segundo a modalidade: assertórico > > > > Segunda proposição: Sócrates é homem. > Conceito específico: Sócrates > Conceito genérico: homem > > Conceito com mais conteúdo: Sócrates > Conceito com menos conteúdo: homem > Conceito mais extenso: homem > Conceito menos extenso: Sócrates > Conceito com maior compreensão: Sócrates > Conceito com menor compreensão: homem > > Subordinante: homem > Subordinado: Sócrates > > Conceito-sujeito: Sócrates > Conceito-predicado: homem > Cópula: é > > Tipo: juízo afirmativo, determinativo > Predicação: de dependência > > Segundo a qualidade: afirmativo > Segundo a quantidade: particular > Segundo a relação: categórico assertório > Segundo a modalidade: assertório > > > > Terceira proposição: logo, Sócrates é mortal. > Conceito específico: Sócrates > Conceito genérico: mortal > > Conceito com mais conteúdo: Sócrates > Conceito com menos conteúdo:mortal > Conceito mais extenso: mortal > Conceito menos extenso: Sócrates > Conceito com maior compreensão: Sócrates > Conceito com menor compreensão: mortal > > Subordinante: mortal > Subordinado: Sócrates > > Conceito-sujeito: Sócrates > Conceito-predicado: mortal > Cópula: é > > Tipo: juízo afirmativo, determinativo > Predicação: de dependência > > Segundo a qualidade: afirmativo > Segundo a quantidade: particular > Segundo a relação: categórico assertório > Segundo a modalidade: assertório > > Minhas dúvidas: > > 1 - A proposição "Todo homem é mortal" me parece ser, segundo a relação, > categórica, e segundo a modalidade, assertória. Mas não seria o juízo segundo > a modalidade, necessário? Pois na própria proposição está sendo afirmado que > "todo" homem é mortal, logo, não está abrindo brecha para dúvidas em relação > a mortalidade do homem, de acordo com a estrutura do próprio juízo aplicado, > ele não deve ser do tipo necessário segundo a sua modalidade? > > 2 - A questão é que levando em consideração o próprio conceito de "homem", > vejo dois problemas, um é a concepção de alma imortal que está ligada ao > homem, e o segundo problema é a questão da possibilidade de no futuro o homem > poder ser imortal, seja pelo avanço tecnológico ou seja lá pelo que for. > Logo, em ambas as situações, isso remete a noção de contingência e não de > necessidade, portanto a minha outra dúvida, que de certa forma está ligada > com a primeira: afinal, algo estar ligado a realidade temporal torna a coisa > contingente e acaba que excluindo a necessidade dela? > > 3 - Sintetizando as duas dúvidas e formulando uma terceira, afinal, na > aplicação de um juízo não se deve trata-lo tanto logicamente quanto levando > em consideração a sua correspondência com a realidade? > > 4 - E nessa, consequentemente eu não irei levar em consideração a análise > mais aprofundada dos próprios conceitos, de seus respectivos significados? > > 5 - E isso não afetará, fatalmente, na própria validade do juízo e da > proposição? > > > Por fim, se eu errei em algum ponto, por favor, se não for incômodo, me digam > para me ajudar nos estudos. -- http://sequiturquodlibet.googlepages.com/ -- Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "LOGICA-L" dos Grupos do Google. Para cancelar inscrição nesse grupo e parar de receber e-mails dele, envie um e-mail para logica-l+unsubscr...@dimap.ufrn.br. Para postar neste grupo, envie um e-mail para logica-l@dimap.ufrn.br. Visite este grupo em https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/group/logica-l/. Para ver esta discussão na web, acesse https://groups.google.com/a/dimap.ufrn.br/d/msgid/logica-l/CAO6j_Lg%3DDB7zMeS5UutpUbFhUT05TtotSxZ3F4wxqUkF2hR%3D%3Dg%40mail.gmail.com.