*> Todo homem é mortal, Sócrates é homem, logo, Sócrates é mortal.*
É uma frase formada por três sentenças declarativas afirmativas, ou seja, por três proposições simples. A frase trata-se de uma dedução formal, isto é, parte do geral para o particular. A frase é composta de três juízos, onde o último é uma conclusão dos dois primeiros. A frase trata-se de um conhecimento discursivo complexo, pois há o processo dedutivo, que é a passagem do geral para o individual. É um silogismo, pois há uma conclusão no terceiro juízo, advinda do primeiro juízo estabelecido como verdadeiro, e intermediado pelo segundo. Premissa maior: Todo homem é mortal. Premissa menor: Sócrates é homem. Conclusão: Sócrates é mortal. O termo maior, que é o predicado da conclusão, é "mortal". O termo médio, que está presente nas duas premissas e falta na conclusão, é "homem". O termo menor, o sujeito da conclusão, é "Sócrates". O atributo necessário de "Sócrates" é "mortal". O atributo necessário de "homem" é "mortal". O atributo necessário de "Sócrates" é "homem". Válido: 1 – Terminus esto tríplex, medius, majorque minorque (o silogismo tem três termos: o maior, o médio e o menor). Válido: 2 – Nequaquem medium capiat fas est (a conclusão nunca deve conter o termo médio). Válido: 3 – Aut semel aut medius generaliter esto (o termo médio deve ser tomado pelo menos uma vez em toda a sua extensão). Válido: 4 – Latius hunc (terminum) quam premissas concluso non vult (nenhum termo pode ser mais extenso nas conclusões do que nas premissas). Válido: 5 – Utraque si praemissa negat nil inde sequitir (se as duas premissas são negativas, nada se pode concluir). Válido: 6 – Ambae afirmantes nequeunt generare regantem (duas premissas afirmativas não podem produzir uma conclusão negativa). Válido: 7 – Pejorem sequitir semper conclusio partem (a conclusão segue sempre a parte mais fraca). Válido: 8 – Nihil sequitur geminis ex particularibus unquam (De duas premissas particulares, nada se conclui). A primeira figura silogística corresponde ao silogismo por ser o termo sujeito na premissa maior e predicado na menor. No caso "homem" é sujeito na premissa maior, e também predicado na premissa menor. O modo do silogismo, de acordo com a primeira figura, a qual o mesmo corresponde é o modo Darii. Pois o modo Darii equivale a "A I I", ou seja, o a sentença é composta por três juízos, onde, segundo a quantidade e qualidade, a premissa maior se trata de um juízo universal afirmativo, e a premissa menor e a conclusão tratam-se de um juízo particular afirmativo. *> Primeira proposição: Todo homem é mortal.* Conceito específico: homem Conceito genérico: mortal Conceito com mais conteúdo: homem Conceito com menos conteúdo: mortal Conceito mais extenso: mortal Conceito menos extenso: homem Conceito com maior compreensão: homem Conceito com menor compreensão: mortal Subordinante: mortal Subordinado: homem Conceito-sujeito: homem Conceito-predicado: mortal Cópula: é Tipo: juízo afirmativo, determinativo Predicação: de dependência Segundo a qualidade: afirmativo Segundo a quantidade: universal Segundo a relação: categórico assertórico Segundo a modalidade: assertórico *> Segunda proposição: Sócrates é homem.* Conceito específico: Sócrates Conceito genérico: homem Conceito com mais conteúdo: Sócrates Conceito com menos conteúdo: homem Conceito mais extenso: homem Conceito menos extenso: Sócrates Conceito com maior compreensão: Sócrates Conceito com menor compreensão: homem Subordinante: homem Subordinado: Sócrates Conceito-sujeito: Sócrates Conceito-predicado: homem Cópula: é Tipo: juízo afirmativo, determinativo Predicação: de dependência Segundo a qualidade: afirmativo Segundo a quantidade: particular Segundo a relação: categórico assertório Segundo a modalidade: assertório *> Terceira proposição: logo, Sócrates é mortal.* Conceito específico: Sócrates Conceito genérico: mortal Conceito com mais conteúdo: Sócrates Conceito com menos conteúdo:mortal Conceito mais extenso: mortal Conceito menos extenso: Sócrates Conceito com maior compreensão: Sócrates Conceito com menor compreensão: mortal Subordinante: mortal Subordinado: Sócrates Conceito-sujeito: Sócrates Conceito-predicado: mortal Cópula: é Tipo: juízo afirmativo, determinativo Predicação: de dependência Segundo a qualidade: afirmativo Segundo a quantidade: particular Segundo a relação: categórico assertório Segundo a modalidade: assertório *Minhas dúvidas:* 1 - A proposição "Todo homem é mortal" me parece ser, segundo a relação, categórica, e segundo a modalidade, assertória. Mas não seria o juízo segundo a modalidade, necessário? Pois na própria proposição está sendo afirmado que "todo" homem é mortal, logo, não está abrindo brecha para dúvidas em relação a mortalidade do homem, de acordo com a estrutura do próprio juízo aplicado, ele não deve ser do tipo necessário segundo a sua modalidade? 2 - A questão é que levando em consideração o próprio conceito de "homem", vejo dois problemas, um é a concepção de alma imortal que está ligada ao homem, e o segundo problema é a questão da possibilidade de no futuro o homem poder ser imortal, seja pelo avanço tecnológico ou seja lá pelo que for. Logo, em ambas as situações, isso remete a noção de contingência e não de necessidade, portanto a minha outra dúvida, que de certa forma está ligada com a primeira: afinal, algo estar ligado a realidade temporal torna a coisa contingente e acaba que excluindo a necessidade dela? 3 - Sintetizando as duas dúvidas e formulando uma terceira, afinal, na aplicação de um juízo não se deve trata-lo tanto logicamente quanto levando em consideração a sua correspondência com a realidade? 4 - E nessa, consequentemente eu não irei levar em consideração a análise mais aprofundada dos próprios conceitos, de seus respectivos significados? 5 - E isso não afetará, fatalmente, na própria validade do juízo e da proposição? Por fim, se eu errei em algum ponto, por favor, se não for incômodo, me digam para me ajudar nos estudos. -- Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "LOGICA-L" dos Grupos do Google. 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