2013/3/12 Decio Krause <[email protected]>

> Lembre que Lawvere sugere que se se ensine matemática via categorias. Por
> que não?
>

Porque não há professore(a)s que saibam a matéria para ensinar.

O problema não é ensinar lógica clássica/não-clássica.  O problema é que
quem ensina não entende patavinas de lógica e, pior, não entende sobre como
ensinar lógica.

IMHO, bons professores de lógica proposicional clássica resolveriam o
problema.

[]s




> Abraço
> Décio
>
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> Décio Krause
> Departamento de Filosofia
> Universidade Federal de Santa Catarina
> 88040-940 Florianópolis, SC -- Brasil
> deciokrause[at]gmail.com
> www.cfh.ufsc.br/~dkrause
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>
>
>
> Em 11/03/2013, às 11:17, Tony Marmo escreveu:
>
> > Caro Professor Décio,
> >
> > Aproveitando essa discussão, pergunto: não é esse tipo de dúvida mais
> uma prova de que já é o tempo de começar o ensino da lógica não mais pela
> lógica clássica?
> >
> > Em 10 de março de 2013 23:12, Décio Krause <[email protected]>
> escreveu:
> > Oi, Luiz
> > Sim, concordo plenamente que de  P podemos inferir P na maioria dos
> casos, mas em algumas lógicas isso não vale. O seu critèrio de P é
> verdadeiro sse ~P é falso traz outro problema: o da verdade e da falsidade.
> Nos cursos iniciais de Lógica, isso tudo é tomado intuitivamente, mas uma
> discussão mais detalhada aponta os problemas.
> > Outra coisa. Você colocou  uma boa questão sobre a possibilidade de
> haver argumentos que são falaciosos tout court. Isso depende do que chama
> se argumento e como eu disse na mensagem anterior, não há uma definição
> precisa disso. Mas suponha que você elabore um argumento A. Invente agora
> uma lögica que tenha A como regra de inferência. Pronto, ele é válido. Mas
> você tem razão em dizer que precisamos pensar mais sobre o assunto.
> > Abraço
> > Décio
> >
> >
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> > Décio Krause
> > Departamento de Filosofia
> > Universidade Federal de Santa Catarina
> > 88040-900 Florianópolis - SC - Brasil
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> >
> > Em 10/03/2013, às 21:35, Luis Rosa <[email protected]> escreveu:
> >
> > > Caro Decio, muito obrigado pelos comentarios (desculpe a falta de
> acentos).
> > >
> > > Sobre a negacao no argumento falacioso, infelizmente nao tenho
> conhecimento sobre o 'nao' intuicionista e paraconsistente e, portanto, nao
> tenho uma resposta para lhe dar. Acredito que a definicao extensional de
> '~' nos argumentos falaciosos apresentados seja essa: ~P tem valor true sse
> P tem valor false.
> > >
> > > Interessante observar que padroes de derivacao outrora validos em um
> determinado sistema sao invalidos em outros - nao havia considerado isso.
> Nao sera o caso que alguns padroes de derivacao sao falaciosos em todos os
> sistemas? Ha como provar isso? Em particular, ha algum sistema em que (LOE)
> seria valido? Preciso pensar sobre o assunto.
> > >
> > > E sim, nao vejo impedimento em classificar como argumento algo como:
> > >
> > > (1) P
> > > (2) Portanto, P (from 1)
> > >
> > > Certamente o imperativo 'defina seus termos' precisa ser observado.
> > >
> > > Thanks,
> > > LR
> > >
> > > --
> > > Luis Rosa
> > > @fsopho // prof // lattes
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> > > Blog Distropia
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Marcelo Finger
Department of Computer Science, Cornell University

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