Artur: Sinceramente, acho péssima ideia você continuar usando esta lista para falar daquilo que "ouviu falar mas não leu nem estudou mas pode recomendar porque experimentou ou está disposto a experimentar", ou de tentar nos doutrinar sobre o que seria, na sua opinião, a "verdadeira ciência".
Com isto quero dizer que não continuarei dando corda a esta discussão --- sim, a culpa pelo Despertar da Besta é toda sua, Álvaro! :-) > No entanto, como bem descreve o prezado Prof. Francisco Antonio Dória e > outros intelectuais de destaque no meio acadêmico atual, a Física Moderna > vem também primando por formas de conjeturar de características holísticas > semelhantes ao que praticam o Hermetismo, a Cabala e outras ciências afins. > O Prof. Dória chegou a falar da “Gnose de Princeton”, na qual se formula e > acredita em conjeturas para cuja verificação os presentes recursos de > laboratório e de experiências de campo estão extremamente distantes de > conseguirem realizar isto; talvez sua verificação seja impossível. No > entanto, os cientificistas acadêmicos defendem tal forma de conjeturar dos > “gnósticos de Princeton”, mas, ao mesmo tempo, atacam formas idênticas de > conjeturar dos estudantes de Hermetismo e Cabala. Tal atitude parece-me mais > um tipo de pré-conceito cientificista do que ciência genuína. São aí “dois > pesos, duas medidas”; não há nisto qualquer imparcialidade. Onde está o > espírito científico em tal comportamento? Se o Prof. Dória e os outros intelectuais de destaque estiverem certos, e a "gnose de Princeton" está no mesmo pé da Física Moderna, isto apenas pesará contra o pretenso caráter científico da Física Moderna. Aponho uma citação de um artigo de Osvaldo Pessoa Jr sobre "O engodo da gnose científica": "Na revista Planeta, de junho de 1977, Olavo de Carvalho, hoje um bem conhecido filósofo e polemista, anunciava para o público brasileiro as novidades do livro de Ruyer. “Nas últimas décadas, operou-se, no interior do conhecimento físico do universo, [...] uma revolução silenciosa. No retiro dos seus laboratórios, a mais refinada elite da ciência norte-americana (que não inclui só norte-americanos, mas japoneses, russos, italianos, etc.) chegava à conclusão de que não só a hipótese materialista não bastava para explicar uma quantidade crescente de fenômenos, mas que essa quantidade crescente de fenômenos convergia irremediavelmente em favor da hipótese contrária” (texto disponível na web)." O detalhe é que o grupo de cientistas gnósticos de Princeton foi inventado pelo próprio Ruyer, e o Olavo nem se deu conta disso. JM -- http://sequiturquodlibet.googlepages.com/ _______________________________________________ Logica-l mailing list [email protected] http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
