Caro João:
sorry, talvez eu de fato  (na tentativa de  simplificar  demais)
tenha  lhe atribuido  palavras  nao disse, e representado mal sua
intençao;Fica aqui sua clarificação.
No entanto, talvez  eu tenha a  obrigação de  tentar esclarecer  a
razão pela qual a  discussão me parece correta, mas   quase uma
"trivialidade" (sem a   mínima   intenção  de ofender  ninguém,
please!!)

Voce diz""  O que eu mostrei, em uma longa discussão coletiva, foi que
a terminologia"consequência sintática" não faz sentido. "
Mas  é claro que não faz, a menos que alguém *queira * se referir   a
uma linguagem , com regras  fixadas, etc.O que parece fazer  sentido é
 então  se referir, por exemplo,  à  "consequência sintática  para a
lógica  proposicional intuicionista
  na  linguagem L com regras R" , etc.

Parece claro que, se a  sintaxe é um  pressuposto linguístico de
qualquer sistema formal, não é um pressuposto para a  lógica.
Exemplos:

1) A "lógica das   observações  finitas"que dá de   fato uma relação
de consequência sem sintaxe  (no sentido de  uma linguagem) e
tem uma relação intima com os " rough sets" .
i) Topology via logic.  S. Vickers   Cambridge University Press, 1996

ii)  Formal Topology and Information SystemsPiero Pagliani e   Mihir
K. Chakraborty.TRANSACTIONS ON ROUGH SETS VILecture Notes in Computer
Science, 2007, Volume 4374/2007, 253-297

2)  Existem também os "information systems  "que definem  uma forma
abstrata de  "relação de consequência", Information systems
theoretical foundationsZ. Pawlak.  Information SystemsVolume 6, Issue
3, 1981, Pages 205-218doi:10.1016/0306-4379(81)90023-5

3)  Há ainda as  coisas de  Magidor  e Cia.   que investigam  de
maneira  geral (até não monotônica) as "abstract consequence
relations";  talvez um  bom " overview"seja o artigo  do nosso amigo
Makinson,
Makinson D. [1994], General Patterns in Nonmonotonic Reasoning, in D.
Gabbay, C. Hoggerand J. Robinson, eds, ‘Handbook of Logic in
Artificial Intelligence and Logic ProgrammingVol. 3, Nonmonotonic and
Uncertain Reasoning’, Oxford University Press, chapter 3, pp. 35–110.
 Como muita gente deve saber, estamos (muitos de  nós)  envolvidos  no
 Projeto Temático  LogCons sobre  "lógica e  relações de consequência"
 e   o tema  interessa a  muita gente,
abs,

Walter
Em 14 de novembro de 2011 12:12, Joao Marcos <[email protected]> escreveu:
>> Além do mais, me  parece  que temos que levar em conta  o uso pelos 
>> lusitanos-
>> se é que  qevemos  levar  a  sério  a lusofonia-- e este usam "
>> enquadramento". E  usam  "  "martelo sintático"  e  " martelo
>> semântico"  para  aqueles conhecidos  'turnstile'  (cuja dstinção deve
>> ser  banida, conforme prega o João Marcos  (Johnny Frames :-) ?)
>
> Eu nunca "preguei" nada nem parecido com isso, Walter.  O que eu
> mostrei, em uma longa discussão coletiva, foi que a terminologia
> "consequência sintática" não faz sentido.  Não deixam por isso de
> existir, como é óbvio, diferentes *noções de consequência*, definidas
> por sistemas dedutivos, por semânticas etc.  Mas é preciso saber
> distinguir a Sintaxe da Teoria das Demonstrações.  A Sintaxe é um
> pressuposto linguístico de qualquer sistema formal.  Uma vez
> construída uma Linguagem, sintaticamente, há diversas maneiras de
> associar a ela uma noção de consequência.  Podemos por exemplo pensar
> nas noções de consequência da *lógica clássica* e da *lógica
> intuicionista* como definidas sobre uma mesma sintaxe.  E podemos
> trabalhar com qualquer uma destas lógicas, certamente sem
> identificá-las, usando instrumentos semânticos, demonstracionais,
> algébricos, categóricos, dialógicos etc.
>
> Como você mesmo disse antes, é quase uma "trivialidade" o que eu estou
> apontando.  Mas aqui você infelizmente representou mal toda a
> esclarecedora discussão que tivemos antes, afirmando que eu disse algo
> que eu não poderia ter dito...
>
> O equívoco de se falar em "consequência sintático" não tem nada a ver
> com a língua portuguesa, e pode ser encontrado em muitas partes de uma
> certa literatura que ainda sobrevive por aí --- mas que vai morrer.
> Provavelmente isto acontece porque as pessoas que usam esta
> terminologia a usam por mero _costume_, e nunca pararam realmente para
> analisar ou rever a _adequação_ de seus hábitos linguísticos.
>
> Abraços,
> Joao Marcos
>
> --
> http://sequiturquodlibet.googlepages.com/
>



-- 
-----------------------------------------------
Prof. Dr. Walter Carnielli
Director
Centre for Logic, Epistemology and the History of Science – CLE
State University of Campinas –UNICAMP
13083-859 Campinas -SP, Brazil
Phone: (+55) (19) 3521-6517
Fax: (+55) (19) 3289-3269
Institutional e-mail: [email protected]
Website: http://www.cle.unicamp.br/prof/carnielli
_______________________________________________
Logica-l mailing list
[email protected]
http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l

Responder a