http://en.wikipedia.org/wiki/Found_art

2011/9/29 Antonio Carlos da Rocha Costa <[email protected]>

> Na verdade, chama-se "Princípio da Biblioteca do Museu de Londres", para
> indicar que, dado o tempo necessário, todos os livros da biblioteca
> poderiam
> ser "re-inventados" desse jeito.
>
> Mas, para mim, o principalmente questionamento que resulta é de natureza
> estética, particularmente sobre a noção de "criatividade": dado que, em
> nível formal, todos os textos já estão escritos no espaço de
> possibilidades,
> é correto dizer que o autor do texto "criou" o texto?
>
> Dado que qualquer peça de Shakespeare já estava escrita no espaço dos
> textos
> possíveis com aquele tamanho de texto, é certo dizer que Shakespeare
> "criou"
> aquelas peças?
>
> Ou é mais correto dizer que ele as "descobriu" (como quem descobre um
> depósito de um mineral qualquer que já existia em algum lugar).
>
> A consequência prática direta é que o argumento parece invalidar qualquer
> noção de "direito autoral".
>
>
> Em 29 de setembro de 2011 07:10, Francisco Antonio Doria <
> [email protected]> escreveu:
>
> > Walter, que tal chamarmos esse princípio de Bible Code Principle?
> >
> > 2011/9/29 Walter Carnielli <[email protected]>
> >
> > > Olá Dória,
> > >
> > > a  historinha dos macacos  não tem  nada a ver com o teorema de
> > > Ramsey.  É  uma consequencia trivial do Princípio da Casa dos Pombos
> > > (do qual o teorema de  Ramsey finito depende).. Se  o conjunto
> > > (finito) de macacos  digitam  de  tal forma que  não repetem
> > > "strings" digamos, de tamanho 41,  é claro que  *com certeza absoluta*
> > >  vão acabar  por digitar  "To be, or not to be: that is the question".
> > >
> > > Acontece  que essa sentença tem 41 bits, contando  vazios  e
> > > pontuação: basta esperar 26^41 macacadas.
> > >
> > > Se os "strings"  podem  se  repetir,  é  uma  questão de
> > > probabildade: a probabilidade de que em 26^41 macacadas *não* saia a
> > > sentença  famosa de  Hamlet  é muito  baixa (mas  pode não sair).
> > >
> > > Ora, a obra  de  Shakespeare  é só uma sequência  finita de frases
> > > famosas... Portanto,  se  os macacos  não repetem  "strings" a  obra
> > > inteira sai com certeza  num tempo finito; se  podem repetir, sai com
> > > probabilidade crescente  no tempo  e  no número de  macacos.
> > >
> > > Pense  numa  outra  bobagem: seu computador pode  prever  o futuro.
> > > (sei que você usa coisas  mais sofisticadas, mas para efeito  de
> > > cálculo vá  lá).
> > >
> > >  Considere o monitor do seu computador (do meu pelo  menos) com  800 X
> > >  600  pixels. Com 256 cores,  você teria 256^(800x600)  = 2^(3840000)
> > > possíveis imagens . Há mais possibilidades nisso do que há imagens na
> > > Internet, e  esse conjunto contem imagens do rosto dos  nossos
> > > trisnetos, dos futuros assassinos e santos e  das catástrofes que
> > > ainda não ocorreram.  Pronto, temos uma  ``máquina''  de ver  o
> > > futuro... só  não sabemos hoje  quais das  imagens aí contidas  terão
> > > algum interesse.
> > >
> > >
> > > Abs,
> > >
> > > Walter
> > >
> > >
> > > Em 28 de setembro de 2011 23:07, Francisco Antonio Doria
> > > <[email protected]> escreveu:
> > > > Na verdade, é uma brincadeira, mas tem um teorema tipo Ramsey por
> trás?
> > > >
> > > > 2011/9/28 Rodrigo Valceli Raimundo <[email protected]>
> > > >
> > > >> bullshit total, os "macacos" estão gerando palavras aleatórias e
> > > >> verificando se elas existem, usando como dicionário de validação as
> > > obras
> > > >> literárias. o máximo que esse cara vai conseguir provar é quantas
> > > palavras
> > > >> distintas existem no trabalho de shakspeare, o que poderia ser feito
> > com
> > > um
> > > >> algoritmo muito mais simples. do ponto de vista do problema
> "original"
> > > dos
> > > >> macacos digitadores nada muda.
> > > >>
> > > >> não é nem interessante do ponto de vista de computação distribuida
> > pois
> > > o
> > > >> problema de geração de strings aleatorias/pseudo-aleatorias é do
> tipo
> > > >> "embarassantemente" paralelo
> > > >>
> > > >> 2011/9/28 Francisco Antonio Doria <[email protected]>
> > > >>
> > > >>>
> > > >>>
> > >
> >
> http://news.discovery.com/tech/shakespear-monkeys-110926.html#mkcpgn=emnws1
> > > >>>
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> > > >>> fad
> > > >>>
> > > >>> ahhata alati, awienta Wilushati
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> > > >> Signatures are useless.
> > > >>
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> > > Prof. Dr. Walter Carnielli
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> > > State University of Campinas –UNICAMP
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> > > Phone: (+55) (19) 3521-6517
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