Exatamente isso Adolfo!!!!!!!

Não há prof. no mundo que dê jeito se o cara NÃO SENTA
E ESTUDA!!!  ufa, parece até que dá um trabalho!

Acho que se tem que parar de colocar culpa SÓ NOS PROFS
(e/ou alunos individualmente) e começar a analisar o Sistema
educacional brasileiro.

É UMA VERGONHA!

A NOSSA EDUCAÇÃO É UMA VERGONHA!

Vamos parar de colocar panos quentes na fervura.

Abaixo cito uma reportagem que mostra que em qualquer
análise minimamente séria sobre a Educação, estamos perto
do último quartil, disputando com o Haiti e Etiópia!!!!!

Abraços, Claus

http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=2859



EDUCAÇÃO - 21/01/2010
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Professores analisam posição do Brasil no ranking mundial da Educação

Relatório Educação para Todos, da Unesco. coloca o país na 88º
colocação, atrás de Colômbia, Bolívia e Paraguai
Juliana Braga - Da Secretaria de Comunicação da UnB


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O Brasil ficou 88o lugar no ranking mundial de educação, elaborado
pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura
(Unesco). Professores da UnB apontam que algumas causas para o país
estar entre os retardatários na corrida pela educação: crescimento
acelerado do número de vagas ofertadas nas escolas do país, sem que
houvesse expansão da infraestrutura de ensino e do número de
professores; baixa formação dos docentes; e demora para dar prioridade
à área. Por motivos como esses, o ensino brasileiro fica atrás de
nações como Colômbia, Bolívia e Paraguai.

O estudo atribuiu nota de 0 a 1 aos 128 países analisados levando em
conta o percentual de crianças entre 6 e 15 anos matriculadas na
escola, o índice de analfabetismo, a igualdade de acesso entre meninos
e meninas e a qualidade, que é avaliada pela comparação entre o número
de crianças que entram na 1ª série e o número de crianças que concluem
a 5ª série. Nos primeiros três quesitos o Brasil obteve notas
satisfatórias. Mas no critério qualidade obteve nota 0,756, atribuída
a países de baixo desenvolvimento, o que diminuiu a nota final do
país.

O professor da UnB Erasto Mendonça explica que as causas para a
posição do Brasil no ranking são complexas e históricas. Mas aponta
como um dos motivos o rápido crescimento do número de vagas ofertadas,
fato que não aconteceu da mesma forma em outros países da América
Latina. “A ampliação da oferta aconteceu mantendo a qualidade que já
existia, sem melhorias na estrutura das escolas ou na qualificação dos
professores”, afirma.

Segundo Mendonça, esse rápido crescimento na oferta é reflexo de uma
preocupação recente com a universalização do ensino. “Nos últimos 20
anos é que tem havido uma reversão no quadro de descaso com a educação
no país”, justifica. O que falta agora, segundo Mendonça, é que o
crescimento do número de vagas seja acompanhado pelo aumento da
qualidade.

Para que isso aconteça, a diretora da Faculdade de Educação (FE) Inês
de Almeida acredita que o Brasil precisa contornar as dificuldades
decorrentes de sua grande extensão. “Não justifica, mas é claro que em
um país com dimensões continentais os investimentos necessários são
muito maiores e o esforço para distribuí-los também”, diz. Essa
dificuldade se reflete na estrutura das escolas e na formação dos
professores.

EVASÃO – A evasão escolar entre o 1º e o 5º anos foi o principal
motivo para a má colocação do Brasil no ranking. Segundo a professora
da Faculdade de Educação (FE) Maria de Fátima Guerra, existem duas
causas principais para a evasão nessa faixa etária. A primeira é a
falta de preparo com que essas crianças chegam à 1ª série. Guerra
explica que no Brasil ainda não se dá a devida importância à educação
infantil, que vai até os seis anos de idade, e isso prejudica o
aprendizado futuro dos alunos. “Pela lei, somente o ensino básico, do
1º ao 9º ano, é obrigatório”, esclarece.

A segunda é a falta de sensibilidade e de condições dos professores
para entender as particularidades de aprendizado de cada aluno. “Na
sala de aula existe uma diversidade grande de estudantes, que nem
sempre os professores conseguem perceber. Não adianta querer aplicar a
mesma metodologia de ensino para todos”, diz. Esses dois fatores podem
prejudicar o aprendizado. Desestimulados por não conseguir aprender
como deveriam, muitos alunos largam a escola nesse período. A
professora diz que o professor precisa saber trabalhar com a bagagem
cultural que o aluno traz de casa.

Os especialistas afirmam, porém, que mudanças já estão acontecendo,
mas que vão demorar para surtirem efeito. “Quando se trata de
educação, a gente colhe o que a geração passada plantou”, conta o
professor Erasto Mendonça. Segundo eles, políticas públicas foram
lançadas recentemente para tentar reverter esse quadro. Como exemplo,
a diretora da FE Inês de Almeida cita o programa Mais Educação, que
aumenta de 4h para 6h o tempo que as crianças passam na escola. Já
Mendonça cita o fim da desvinculação do orçamento da Educação, que
deve liberar cerca de R$ 10 bilhões até 2011, e a Conferência Nacional
de Educação, que acontecerá em março de 2010 e estabelecerá metas para
o Plano Nacional de Educação.

O caminho a percorrer, entretanto, ainda é longo. A professora Maria
de Fátima Guerra afirma que as mudanças só vão ocorrer quando o país
aprender a valorizar a educação na prática. “Em termos de políticas
públicas e de legislação já caminhamos muito. Precisamos agora colocar
em prática”, conclui.






2010/1/25 Adolfo Neto <[email protected]>:
> Mas, Doria e Valeria, vocês tinham dificuldades na escola, na época 1o. e
> 2o. graus? Eu não tinha porque eu sentava e estudava (lia os livros e fazia
> os exercícios).
> Acho que o problema maior hoje em dia é que os jovens/adolescentes têm
> muitas distrações (internet, muitos canais de tv, mp3, shopping). Na minha
> época de adolescente a quantidade de opções era bem menor... E
> matemática/lógica exige dedicação e concentração. Ler e reler. Fazer
> exercícios. Nem jogador de futebol consegue ser bom se não treinar.
> Estou tendo problemas sérios com minhas turmas de lógica para computação
> (vejam os Dados de aprovação/reprovação em Lógica para Computação
> http://bit.ly/8cMKbd ). Claro que sempre parte da culpa (talvez boa parte) é
> do professor. Mas parece que cada vez mais os alunos não querem se esforçar,
> isto é, sentar e estudar.
> []s
> Adolfo
>
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