Já disse aqui: matemática mais se aproxima de poesia que de ciência.

O resto, comento depois.

2009/7/29 Wagner de Campos Sanz <[email protected]>

> Caro Doria,
>
> Voce parece não captar meu ponto. De um certo modo falar de ciência tem
> sido um chavão fácil na lista, o problema está na elaboração do próprio
> conceito. Historicamente, alguns já pretenderam que Metafísica era
> ciência, o que torna a conceituação do termo nada simples. Pelo menos,
> você diz bem claramente: é físico (no espaço e no tempo), então é
> passível de investigação científica. Mas a questão é: de onde vem sua
> crença de que você pode explicar o (um) fenômeno em questão, seja por
> meio de causação, seja por meio de qualquer outra lei ou teoria
> "científica"? É isso que você não pode (ninguém pode) provar; provar que
> achará a resposta. Por isso esse me parece ser aquele tipo de asserção
> que chamaríamos ou de "tese metodológica" ou pelo menos de "tese
> metafísica"! No segundo caso teríamos que admitir a existência de um
> substrato último de natureza metafísica na própria ciência, não passível
> propriamente de "investigação científica".
> Apesar disso, eu como você, assumo que tendo acontecido no espaço e no
> tempo é passível de investigação "empírica" (empírica é uma palavra
> muito mais adequada para o que você queria expressar). Tenho certeza que
> você pensa serem a matemática e a lógica ciências e, no entanto, seus
> objetos de estudo não são eventos espaço-temporais.
>
> WS
>
>  Francisco Antonio Doria escreveu:
> > Repito meu argumento: aconteceu no tempo e no espaço, é passível de
> > investigação científica. Nada de questão de fundamentos, onde é que
> > você viu isso?
> >
> > Outra coisa: o dia em que ciência der bola para falseamento de
> > experiências como critério de cientificidade, todo mundo fecha os
> > laboratórios e vai pra praia fazer coisa melhor. Já examinou um
> > protocolo experimental, de laboratório? Não se crava uma...
> >
> > 2009/7/27 Wagner de Campos Sanz <[email protected]
> > <mailto:[email protected]>>
> >
> >     Caros Frank e Dória,
> >
> >     Um pouco atrasado, volto a discussão sobre Deus e os milagres.
> >     Mesmo sendo ateu, acho que o Frank defendeu de modo equilibrado sua
> >     posição.
> >     Parece-me haver um problema básico nos argumentos do Dória. Ele disse
> >     acreditar que tudo que ocorre ocorre por causas naturais ou que
> admite
> >     explicações naturais, mais precisamente: "tudo que acontece dentro do
> >     mundo é natural, ordinário". Porém, obviamente, essa não é uma
> >     asserção
> >     verificável; na melhor das hipóteses é uma tese metodológica. Mas,
> >     nesse
> >     caso, o problema resta no pé em que está.
> >     Se não for metodológica, deveria ser metafísica e retornamos ao
> >     problema
> >     do seu fundamento. Deus seria o fundamento último para a tese?
> >
> >     PS: Em alguns outros mails já havia me deparado com outro problema.
> Eu
> >     particularmente não vejo significado algum dizer que Deus existe e
> >     Deus
> >     não existe. Se serviu pra fazer silenciar ao Carneiro Leão, então
> deve
> >     ter algum significado (da importância nem falo, pois isso deduz-se
> >     pelo
> >     efeito!). Qual seria?
> >
> >     WS
> >
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