> A única vantagem que vejo no Mandrake é ter uma velocidade de
> lançamento de versões novas maior, o que pode ser vantagem para o suporte de
> novos dispositivos de hardware.

A maioria dos dispositivos de hardware são suportados pelo Kernel do Linux
(www.kernel.org) e não pelas distribuições.

> A diferença é que acho o Conectiva a MELHOR
> distribuição baseada em rpm para nós aqui no Brasil. Por que isso ?
>
> 1- É a melhor adaptada ao português do Brasil e ao hardware mais comum aqui
> (leia-se de baixa qualidade, com muita coisa onboard). Isso facilita a
> instalação.

É o exemplo de minha impressora porcaria: Okipage 4w (NÃO COMPREM) que não
suporta PostScript.

> 2- Por ser muito usada no Brasil temos a felicidade de ter muita informação
> sobre ela através desta lista, de revistas como a revista do Linux e outras
> coisas.

A maioria dessas informações aplicam-se a quase todas as distribuições.

> 3- É nacional, o que significa que há maior possibilidade de realizar cursos
> de treinamento, certificações, etc.

Idem.

> Eu já conhecia o Linux pela Internet antes da Conectiva ter surgido (sou uma
> exceção) mas posso assegura que muita gente teve o primeiro contato com Linux
> (e mesmo UNIX) graças ao esforço da empresa na divulgação.

Isso é verdade. Comprei os primeiros CDs do Slackware 3.5 e RedHat 5.1 da
Conectiva.

> Dou aulas de
> sistemas operacionais e apresento aos alunos o Linux através do CL (e já
> acham complicado...). Imagina se mostro um FreeBSD ?

A maioria dos HOWTOs sobre, por exemplo, como configurar NIS, NFS, ... aplica-se
a distribuições como o Slackware e FreeBSD que aproximam mais do UNIX padrão.

As novas distribuições não estão seguindo qualquer tipo de padronização para
incorporar novos recursos. Acho isso um ponto negativo à medida que torna-se cada
vez mais comum casos de incompatibilidade entre as versões.

> 4- Instalo sem grandes problemas qualquer aplicativo, mesmo comercial e
> certificado para a RH no CL. Posso citar Matlab, Maple, Kylix, StarOffice, etc.

O problema é que algumas distribuições parecem que fazem questão de que seus
pacotes não sejam compatíveis com as outras (ou não tomam nenhum cuidado quanto à
padronização).

> 5- Em geral, se um rpm binário feito para RH não instala no CL6.

Ao meu ver, a RH está virando a Microsoft do mundo Linux. Está até cobrando pelo
uso de seu sistema de atualizações on-line.

> 6- Compilo e instalo sem problemas os arquivos fonte .tar.gz  (a la
> Slackware) quando não há rpms disponíveis. Já usei o Slackware e não vejo
> NADA que não possa fazer no CL6.

O negócio é que o Slackware é um sistema mais sólido à medida que não adota
procedimentos automáticos de configuração. Aliás, configuração é, na maioria das
vezes, 1% contra os 99% do tempo em que um sistema roda. O que é melhor: rodar
bem ou configurar bem(???)?

> O Slackware (não sei agora) era patrocinado pela empresa Walnut Creek. O
> pessoal (a ala
> xiita) do Slackware gosta de se gabar que isso é coisa para macho mas não
> vejo motivo. Se parecer mais com um UNIX "tradicional" neste tipo de coisa e
> na instalação para mim não tem sentido.

O negócio é COMPATIBILIDADE e ESTABILIDADE. Eu me importo com isso e, assim
sendo, prefiro o Slackware.
Se tem gente que prefere a facilidade de configuração, que sejam felizes com
outra distribuição.
Quanto à facilidade de uso, essa é determinada pela facilidade de utilização do
gerenciador de janelas escolhido, que é comum à todas distribuições.
Outro fator é a disponilidade de aplicativos. O Slackware tem quase todos os
aplicativos que eu preciso.

> Só falta o pessoal do Slack deixar de usar o KDE e voltar para o mwm ou
> o Openlook porque isso é coisa de UNIX "verdadeiro" (argh !).

Está sendo um tanto preconceituoso. Nem todo mundo que usa Slackware pensa assim.
Não me gabo de usar o Slackware. Tenho TurboLinux, OpenLinux, RedHat, Mandrake,
FreeBSD, OpenBSD, Debian, etc... testei todos e gostei mais do Slackware. E daí?

> Estando na área acadêmica, estou cansado de compilar programas feitos para
> outros UNICes sem problemas no meu CL6, nada que eu não faria em qualquer
> Linux.

Já tive problemas com isso. Principalmente pela diferença de localização dos
arquivos no filesystem.

> 7- Sei inglês mas sempre me sinto mais à vontade em um sistema com
> documentação traduzida (mesmo que parcialmente).

A maior parte da documentação em português têm muitos erros de tradução, e muitas
vezes esses erros são absurdos.

> O nome dele já diz que é uma exclusividade do Mandrake e que não existem em
> nenhuma outra distribuição.

Esse é o ponto. Creio que as distribuições devem contribuir com a comunidade uma
vez que a comunidade disponibiliza praticamente todos os aplicativos disponíveis
nas distribuições.

> Quem usa gcc e glibc instáveis é o RH 7, que é coisa de primeiro mundo  :-)

Então não tem justificativa para não atualizar. É só não utilizar pacotes beta.


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