> Pessoal,
>
> não é para causar flames, so algumas colocacoes.
>
> Este fim de semana instalei o Mandrake 7.2 para testar pois tinha algumas
> coisas no conectiva 6.0 que nao me agradam muito. Minha surpresa foi que o
> Mandrake 7.2 tem uma instalação muito mais complicada que a do conectiva,
> que é muito mais fácil. O mandrake se mostrou tambem muito instavel e com
> algumas configs muito esquisitas. Cheguei a conclusao, pelo menos por
> enquanto, que o conectiva 6.0 é muito melhor que o Mandrake.
>
> O problema que eu vejo no Conectiva que esta me levando a procurar outra
> distro é a grande falta de pacotes em rpm para o conectiva. Não to falando
> de demora ou nao na atualizaçao, mas sim na comleta falta de pacotes.
>
> Não tenho nada contra compilar, mas se fosse para compilar nao teria
> escolhido uma distro baseada em rpm, sem contar a facilidade de manutencao
> de pacotes.
>
> Concordo que nao tem como ter todos os programas do universo no formato rpm
> para conectiva, e por isto gostaria de deixar a tarefa de compilar para
> programas extremamentes especificos (ex. gpsmanager).
>

Atenção: não trabalho na Conectiva e não ganho dinheiro com Linux diretamente 
(só gasto). Eu também não gostei do Mandrake e uso o CL6. Creio que o 
Mandrake às vezes excede na inovação e usa algumas otimizações que o tornam 
mais instável. A única vantagem que vejo no Mandrake é ter uma velocidade de 
lançamento de versões novas maior, o que pode ser vantagem para o suporte de 
novos dispositivos de hardware. A diferença é que acho o Conectiva a MELHOR 
distribuição baseada em rpm para nós aqui no Brasil. Por que isso ?

1- É a melhor adaptada ao português do Brasil e ao hardware mais comum aqui 
(leia-se de baixa qualidade, com muita coisa onboard). Isso facilita a 
instalação.

2- Por ser muito usada no Brasil temos a felicidade de ter muita informação 
sobre ela através desta lista, de revistas como a revista do Linux e outras 
coisas.

3- É nacional, o que significa que há maior possibilidade de realizar cursos 
de treinamento, certificações, etc. Isso conta muito no mercado corporativo, 
além do lado patriótico, já que emprega brasileiros (fora as outras firmas 
que dependem em maior ou menor grau dela). Além disso ficamos mais distantes 
das políticas sórdidas do mercado americano e da NASDAQ. Lá uma empresa 
compra a outra e vira a casaca do dia para a noite (veja a Corel, que aceitou 
dinheiro M$). Aqui a realidade é outra. Um dos maiores motivos do uso do 
Linux no Brasil é devido ao custo e a campanha (inquisição) da ABES...

Eu já conhecia o Linux pela Internet antes da Conectiva ter surgido (sou uma 
exceção) mas posso assegura que muita gente teve o primeiro contato com Linux 
(e mesmo UNIX) graças ao esforço da empresa na divulgação. Dou aulas de 
sistemas operacionais e apresento aos alunos o Linux através do CL (e já 
acham complicado...). Imagina se mostro um FreeBSD ?

4- Instalo sem grandes problemas qualquer aplicativo, mesmo comercial e 
certificado para a RH no CL. Posso citar Matlab, Maple, Kylix, StarOffice, 
etc. Os problemas de incompatibilidade com a RH são mínimos. Aliás a Red Hat 
com o seu famoso RH 7 fez tantas besteiras que o CL6 é mais compatível com as 
versões anteriores do RH do que o próprio RH7.

5- Em geral, se um rpm binário feito para RH não instala no CL6, procuro 
baixar o .src.rpm correspondente e uso simplesmente rpm -bb pacote.spec para 
gerar o binário para a minha máquina. Isso já resolve 95% dos casos. Outros 
3% podem ser resolvidos olhando o spec ou passando parâmetros para o script 
configure do autoconf.

6- Compilo e instalo sem problemas os arquivos fonte .tar.gz  (a la 
Slackware) quando não há rpms disponíveis. Já usei o Slackware e não vejo 
NADA que não possa fazer no CL6. Há 4 anos atrás não havia muita alternativa 
mas hoje há várias. E filosofia por filosofia sou mais o Debian. O Slack ware 
(não sei agora) era patrocinado pela empresa Walnut Creek. O pessoal (a ala 
xiita) do Slackware gosta de se gabar que isso é coisa para macho mas não 
vejo motivo. Se parecer mais com um UNIX "tradicional" neste tipo de coisa e 
na instalação para mim não tem sentido. Difícil por difícil prefiro usar os 
BSDs. Só falta o pessoal do Slack deixar de usar o KDE e voltar para o mwm ou 
o Openlook porque isso é coisa de UNIX "verdadeiro" (argh !). Não me acho tão 
ignorante assim por não usá-lo e gosto de ferramentas gráficas sim, desde que 
sempre gerem arquivos texto que possam ser editados (nada de registrys...). O 
Linux para mim une facilidades de sistemas operacionais modernos, maior 
suporte a hardware e outras coisas sem deixar de ser POSIX e compatível com o 
mundo UNIX. Um Solaris, embora não seja open source, também pode ser baixado 
da Internet e instalado sem ônus nas empresas (e roda KDE, Gnome, gcc, etc). 
Estando na área acadêmica, estou cansado de compilar programas feitos para 
outros UNICes sem problemas no meu CL6, nada que eu não faria em qualquer 
Linux. A diferença é que atualizo o meu sistema via apt, posso usar (se 
quiser) um linuxconf, um sndconfig, um Xconfigurator, etc. Sei que dá para 
instalar tudo isso em qualquer linux mas haja paciência.

7- Sei inglês mas sempre me sinto mais à vontade em um sistema com 
documentação traduzida (mesmo que parcialmente). Muitos amigos meus só usam o 
Ruindows em inglês alegando iso e aquilo mas o Ruindows é um sucesso 
justamente porque soube se internacionalizar melhor do que ninguém. Veja se 
vc encontra algum UNIX comercial com manpages em português ...

> O que eu vejo que muito programas "basicos" nao tem para conectiva (ex.
> Quanta+, Kdiskcat, R-base, fidelio etc). Outro pacote que achei no mandrake
> que acho um absurdo nao ter para o conectiva algo parecido (se tiver me
> digam o nome) é o Drakfonte, um programinha com uma boa interface grafica

O nome dele já diz que é uma exclusividade do Mandrake e que não existem em 
nenhuma outra distribuição.

> onde eu visualizo, removo e instalo fontes de qualquer tipo no meu sistema,
> muito bom. Nao me digam que tem o seletor de fonte pois ele nao faz nada a
> nao ser visualizar. Sei tambem que tem o mkfontpkg para pegar as fontes
> true type, eu ate usei mas nao gostei, ele "inventa" fontes, por exemplo, a
> fonte courier new vira courier_new, por isto sao duas fontes diferentes, se
> eu editos num sistema ele nao reconhece o outro, ai fica dificil.
>
> Dai eu tenho que procurar algum src.rpm para criar um rpm pro meu
> conectiva, tenho que pegar todas as dependencias em src.rpm para fazer a
> mesma coisa, e quando de forma alguma eu consigo criar o rpm eu tenho que
> pegar os fontes e compilar. Terei que refazer toda esta operacao toda vez
> que sair uma nova versao. Foi assim com o quanta, tentei criar o rpm mas
> falhou, dai so atraves do tar.gz.
>
> Agora porque a Conectiva não adiciona novos pacotes?

Eu acho que vc não está sendo justo com a Conectiva. Ela é uma das 
distribuições com o maior número de pacotes no CD. Talvez maior só a SUSE. 
Uma coisa boa dos RH é o power tools, se bem que a maioria dos pacotes são 
feitos pelos desenvolvedores dos programas (que na sua maioria são 
americanos) e por isso leva vantagem. Pelo fato da Conectiva ser mais 
conhecida no Brasil eu nunca vi ningém (estrangeiro) criando pacotes com 
final cl. Isso infelizmente é porque ainda somos minoria.

O que eu reclamo não é a quantidade mas sim a taxa de atualização dos 
pacotes. A Conectiva poderia lançar um projeto tipo power tools onde 
voluntários pudessem criar os pacotes. Eu ajudaria com prazer mas preciso 
ainda aprender a gerar os rpms... Uma outra saída, talvez mais interessante, 
seria adotar, além do apt, o formato de pacotes deb do Debian. Muitas 
distribuições, como a Progeny e Libranet fizeram isso, mas infelizmente não 
são nacionais e tem pouca expressão. A vantagem da Conectiva seria na 
adaptação, tradução, instalação melhorada e suporte comercial. E de quebra 
herdaríamos uma porção de pacotes mantidos por voluntários.

> Nao vale falar que é por instabilidade dos programas.

Quem usa gcc e glibc instáveis é o RH 7, que é coisa de primeiro mundo  :-)

>
> Valeu
> Inte mais
> Ronaldo

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