Os meus 2 cêntimos... Infelizmente, ainda há quem faça do "segredo" a "alma" do negócio...
As horas que se perdem a escrever linhas de código devem ser pagas claro; são horas que não dedicamos a outras coisas que talvez sejam mais importantes como por exemplo.. família(?). A mim parece-me que já não existe muita "magia" em software - muito graças ao software aberto - quando experimentamos uma aplicação, mesmo fechada, pelo seu comportamento já imaginamos quais as linhas código usadas para criar aquele comportamento. Quando é software mais científico, como por exemplo, a implementação de um novo algoritmo criptográfico, aí o caso é mais complicado mas concordo com o que o Luís disse. Se o Websig tem alguma "magia" que outros websigs de código aberto não têm... acho difícil. Se é super adaptado para um conjunto de necessidades assim tão específicas, então não será útil para outros casos, logo não se justifica a partilha do código :) No dia 8 de Março de 2013 à19 21:18, Fernanda Nery <[email protected]>escreveu: > Olá. > Esta mensagem ia só para o André (com um abraço pelo bom senso), mas se > calhar era mesmo um contra-senso não a enviar para todos. > > Por isso cá vai. > Contributos teóricos vindos de alguém que vem dizendo o mesmo que o André, > primeiro a partir da Faculdade de Direito de Yale e agora a partir de > Harvard: > > The Wealth of Networks - Yochai Benkler > http://cyber.law.harvard.edu/wealth_of_networks/Main_Page > > Enfim..."*tolle, lege" *e um bom fim-de-semana para todos, > nery > > > > 2013/3/8 Andre Mano <[email protected]> > >> Não vou entrar por questões de tipos de licenças - até porque sei muito >> pouco sobre o assunto. >> >> Apenas posso partilhar aqui a minha experiência e percepção das coisas. >> >> Iniciei-me nos SIG sem saber absolutamente nada sobre o assunto (e pouco >> de informática em geral, diga-se) e foi no mundo aberto que aprendi tudo o >> que sei com ajuda e conselhos de muitas pessoas - algumas delas >> subscritoras desta lista, que nunca hesitaram em transmitirem o que sabem. >> >> Inicialmente era uma questão puramente pragmática - havia um projecto, >> uma instituição sem dinheiro e um louco (eu) que abraçou o projecto. >> Consequentemente, aquisição de licenças estava fora de causa. >> >> À medida que o projecto avançou fui-me apercebendo que a minha escolha >> tinha implicações muito para além do preço, e que o projecto avançava >> graças a propriedade intelectual partilhada de forma aberta com todos. >> >> E hoje, que começo a aventurar-me em código e coisas dessas, mais me >> apercebo da extraordinária mais valia do modelo aberto. Não sou >> programador, mas tento contribuir para o desenvolvimento dos projectos - >> "evangelização" de colegas, disponibilização dos materiais didáticos e de >> formação que desenvolvi sobre licença creative commons, ou ainda através >> de bug reportings. >> >> Pergunto-me quantas extensões desenvolvidas em cima de programas abertos >> existirão por aí, escondiadas? Será legítimo não as partilhar? Julgo que na >> maioria dos casos não. >> >> Bom, arrisco-me a dizer não dizer nada de tangível, por isso, em suma, na >> minha opinião a partilha de conhecimento - seja sobre a forma de código ou >> qualquer outra, é uma questão de perspectiva sobre o que deve ser o modelo >> de desenvolvimento da humanidade - todos gostamos de ganhar dinheiro, >> óbvio, mas o dinheiro não pode ser o único factor - partilhar conhecimento >> é elevá-lo, isso poderá não significar necessariamente mais dinheiro, mas >> significa certamente mais progresso rumo a outro modelo de sociedade. >> >> Cumprimentos, >> >> .................................. >> André Mano >> http://opussig.blogspot.com/ >> >> _______________________________________________ >> Portugal mailing list >> [email protected] >> http://lists.osgeo.org/mailman/listinfo/portugal >> >> > > _______________________________________________ > Portugal mailing list > [email protected] > http://lists.osgeo.org/mailman/listinfo/portugal > > -- Regards, Marco Afonso
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