Boa tarde!
Grato Antônio Carlos.
Se definir positivo como x>0, fica bem claro que zero não seja positivo.
Mas o que me referi é que por cerca de 7 anos estudei com zero sendo
considerado tanto positivo como negativo.
Quando queríamos excluir o zero tínhamos que mencionar estritamente
positivo ou estritamente negativo. Por que tal prática caiu em desuso?
Quanto a observação quanto a zero como natural ou não, me expressei mal,
deveria ter escrito:"... até hoje não encontro posição pacífica..".
O Miguel Jorge agia daquele modo para marcar posição que era da corrente
que considerava zero natural. Então quanto a isso não vejo mudança.
Persiste não pacífico.
Mas em substância, por que zero foi considerado positivo e deixou de o ser?

Saudações.
PJMS

Em sáb, 16 de mar de 2019 às 15:06, Antonio Carlos <[email protected]>
escreveu:

> Pedro,
>
> Nunca existiu consenso sobre os naturais incluírem o zero ou não muito
> mais porque não há necessidade de um tal consenso no âmbito geral da
> tradição matemática.
>
> Na teoria de conjuntos, quando se vai construir os números inteiros a
> partir dos axiomas sobre conjuntos, costuma-se definir o zero como sendo o
> conjunto vazio (pois este é o único conjunto que é considerado existente
> pelos axiomas sem tomar por premissa a existência de algum outro conjunto).
> Então esta teoria considera o zero natural por questão de facilidade na
> construção (mas poderíamos chamar de 1 o conjunto vazio sem grandes
> problemas).
>
> Já em teorias específicas (na análise ou no cálculo talvez) é comum
> considerar o zero como não sendo natural pelo simples motivo disto
> facilitar notações e fórmulas (ou talvez alguns autores o façam por mera
> preferência). E esta convenção não interfere na validade formal da teoria
> estudada pois ela pode estar fundada numa teoria de números naturais que
> definiu o 1 como o menor natural, que é igualmente válida e com as mesmas
> características da teoria que tem o zero como menor elemento.
>
> Ademais, o zero normalmente não é considerado positivo (nem negativo),
> justamente porque a definição comum desse termo é dada por "x é positivo
> sse x>0" (ou "x é negativo sse x<0").
>
> Espero ter ajudado,
> Abraços
>
>
> On Sat, Mar 16, 2019, 14:38 Pedro José <[email protected]> wrote:
>
>> Boa tarde!
>>
>> Já questionei uma vez aqui no sítio sobre um fato, para mim curioso.
>> Estudara no ginásio e também no científico que os inteiros positivos,
>> representado por um Z estilizado e um sinal de adição eram elementos do
>> conjunto {0, 1, 2, 3,...} e os inteiros estritamente positivos teriam a
>> representação por um Z estilizado um sinal de adição e um asterisco e
>> seriam elementos de {1, 2, 3, 4, 5,...} Então havia interseção entre os
>> conjuntos dos inteiros positivos e negativos que seria obviamente o {0}. O
>> mesmo acontecia com os reais positivos.
>> Ainda relembro Miguel Jorge e Dona Frida chamando a atenção entre
>> positivo e estritamente positivo.
>> Futuramente deparei-me com esse novo conceito.
>> Outra coisa Miguel Jorge costumava começar seus livros com o capítulo 0
>> para frisar que ele considerava zero natural, hoje não encontro uma posição
>> pacífica, já vi livros onde o zero não é considerado natural. Todavia,
>> nunca mais vi quem considere zero um interior positivo.
>> Gostaria de saber a razão da mudança. Se a corrente que estudei era uma
>> dissidência que não pegou ou se de fato ocorreu alguma mudança para nos
>> adequarmos a um entendimento mais global??
>>
>> Saudações,
>> PJMS
>>
>>
>>
>>
>>
>>
>>
>> Em qui, 7 de mar de 2019 às 06:10, Anderson Torres <
>> [email protected]> escreveu:
>>
>>> Em qua, 6 de mar de 2019 às 16:41, marcone augusto araújo borges
>>> <[email protected]> escreveu:
>>> >
>>> > Seja f uma função definida para todo inteiro positivo tal que
>>> >
>>> > i) f(0) = 1
>>> > ii) f(2n + 1) =  2f(n) + 1
>>> > iii) f(2n) = 3f(n)
>>> >             .
>>> >             .
>>> >             .
>>> >
>>> > se vale para todo inteiro POSITIVO, porque começa com f(0)?
>>>
>>> Qual é a origem do problema?
>>> Talvez tenha sido um mero ato-falho do examinador. Afinal, não me
>>> parece que o problema prossegue insolúvel se supusermos "naturais" em
>>> vez de "inteiros positivos".
>>>
>>> >
>>> > --
>>> > Esta mensagem foi verificada pelo sistema de antivírus e
>>> > acredita-se estar livre de perigo.
>>>
>>> --
>>> Esta mensagem foi verificada pelo sistema de antivírus e
>>>  acredita-se estar livre de perigo.
>>>
>>>
>>> =========================================================================
>>> Instru�ões para entrar na lista, sair da lista e usar a lista em
>>> http://www.mat.puc-rio.br/~obmlistas/obm-l.html
>>> =========================================================================
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>> Esta mensagem foi verificada pelo sistema de antivírus e
>> acredita-se estar livre de perigo.
>
>
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> acredita-se estar livre de perigo.

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 acredita-se estar livre de perigo.

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