Os problemas 1, 3 e 4 me parecem ser consequências da "rigidez" que a
diferenciabilidade complexa impõe às funções analíticas e que, pra mim,
está longe de ser algo intuitivo.

Por exemplo, no problema 1, se g(z) = exp(z), então a conclusão decorre do
teorema de Liouville.
No caso geral, temos que lidar com os zeros de g e Liouville não se aplica
(pelo menos não diretamente).
No entanto, se g(z) = 0, então f(z) = 0 pela desigualdade |f(z)| <= |g(z)|.
Será que essa desigualdade garante que os zeros de g(z) são singularidades
removíveis de f(z)/g(z)?

No problema 2, fazendo w = 1/z, obtemos o polinômio w^(n+1) + 2w - 1 e o
problema passa a ser o de provar que este tem uma única raiz no interior de
D(0,1).
(também é preciso mostrar que P(z) não tem raízes com |z| = 1, mas isso é
relativamente simples: se P(z) = 0 e |z| = 1, então z^n(z-2) = 1 ==> |z-2|
= 1 ==> z = 1. Mas P(1) = -2 <> 0).
O teorema de Rouché diz que, se f e g forem analíticas no fecho de D(0,1) e
que se |g(w)| < |f(w)| para |w| = 1, então f e f+g têm o mesmo número de
raízes no interior de D(0,1).
Tomemos f(w) = 2w - 0,5  e  g(w) = w^(n+1) - 0,5.
Então:
f(w) tem uma única raiz (igual a 0,25) no interior de D(0,1);
f(w) + g(w) = w^(n+1) + 2w - 1;
para |w| = 1,
|g(w)| = |w^(n+1) - 0,5| <= 1 + 0,5 = 1,5, com igualdade sss w for uma raiz
(n+1)-ésima de -1,
|f(w)| = |2w - 0,5| >= 2 - 0,5 = 1,5, com igualdade sss w = 1.
Como 1 não é uma raiz (n+1)-ésima de -1, teremos sempre a desigualdade
estrita |g(w)| < |f(w)| para |w| = 1.
Assim, as condições do teorema de Rouché são satisfeitas e, portanto,
w^(n+1) + 2w - 1 tem o mesmo número de raízes (a saber, 1) que 2w - 0,5 no
interior de D(0,1).

[]s,
Claudio.








2018-03-21 16:32 GMT-03:00 Artur Steiner <[email protected]>:

> 1) Mostre que, se f e g são funções inteiras tais que |f(z)| <= |g(z)|
> para todo complexo z, então, também para todo z, f(z) = k g(z), onde k é
> uma constante complexa.
>
> 2) Mostre que o polinômio P(z) = z^n (z - 2) - 1, n inteiro positivo, tem
> exatamente n raízes (contando multiplicidades) no disco aberto D(0, 1).
>
> 3) Mostre que se f é inteira e injetora, então f é um mapeamento afim não
> constante (logo, f é bijetora)
>
> 4) Mostre que uma função inteira é uniformemente contínua no plano se, e
> somente se, for um mapeamento afim.
>
> Artur
>
> Enviado do meu iPad(
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>  acredita-se estar livre de perigo.
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 acredita-se estar livre de perigo.

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