Eu vou usar um outro argumento, de caráter geral. Antes, vejamos o seguinte 
lema:

Seja f de R em R, ou de [0, oo) em R, uma função periódica e não constante. 
Para todo a > 0, a <> 1,a função g(x) = f(x^a) não é uniformemente contínua.

Prova:

Sabemos que uma função g é uniformemente contínua em seu domínio se, e somente 
se, para todas sequências (u_n) e (v_n) no domínio de g tais que u_n - v_n  --> 
0, tivermos que g(u_n) - g(v_n) --> 0. 

Consideremos inicialmente o caso a > 1. Sendo p > 0 um período qualquer de f, 
definamos (u_n) e (v_n) por u_n = (np + u)^(1/a) e v_n =  (np + v)^(1/a), onde 
u e v são reais tais que f(u) <> f(v) (como f não é constante, este números 
existem). Como a > 1, 0 <  1/a < 1, o que implica que u_n - v_n --> 0 (isto 
pode ser deduzido da definição da função potência). Entretanto, para todo n, 
g(u_n) - g(v_n) = f((u_n)^a) - f((v_n)^a) = f(np + u) - f(np + v) = f(u) - 
f(v), pois p é período de f. Logo, g(u_n) - g(v_n) converge trivialmente para 
f(u) - f(v) <> 0. Isto nos mostra que g não é uniformemente contínua em R.

Na abordagem a seguir, consideramos o fato de que funções contínuas e 
periódicas são uniformemente contínuas.

Suponhamos agora que, além de periódica e não constante, f seja contínua. 
Então, f é uniformemente contínua e g é contínua (composição das funções 
contínuas f e x--> x^a). Se g for periódica, então g, contrariamente ao lema 
que demonstramos, é uniformemente contínua. Desta contradição, deduzimos que g 
não é periódica. 

Supondo novamente f contínua, periódica e não constante, consideremos agora o 
caso a em (0, 1). Então, g não pode ser constante, pois a função não negativa x 
--> x^a é uma bijeção. Admitamos que g seja periódica. Como 1/a > 1, temos do 
caso anterior que f, dada por f(x) = g(x^(1/a)), não é uniformemente contínua., 
Uma contradição. Logo, g não é periódica.

Verificamos assim, que, se f for contínua, periódica e não constante, então 
pata todo a > 0, a <> 1, g não é periódica. Na sua questão, temos o caso 
particular para f(x) = cos(x) e a = 1/2.

Abraços

Artur Costa Steiner

Em 08/03/2013, às 22:58, Márcio Pinheiro <[email protected]> escreveu:

> Basta resolver a equação cos ((x + t)^1/2) = cos (x^1/2), supondo, 
> inicialmente, que f é periódica, para concluir que, em qualquer solução, t 
> depende de x. Logo, f não pode ser periódica, pois, se fosse, deveria haver t 
> > 0, independente de x (ponto de partida), tal que f (x + t) = f (x), para 
> todo x, isto é, não importa qual seja x.
> 
> From: [email protected]
> To: [email protected]
> Subject: [obm-l] Função trigonométrica sem período
> Date: Fri, 8 Mar 2013 18:52:48 +0000
> 
> O objetivo dessa questao é demonstrar que f(x) = cos(x^1/2),x > = 0,não é 
> periódica,ou seja,não existe nenhum numero
> real positivo T tal que cos[(x+T)]^1/2 = cos(x^1/2) para todo x > = 0. 
>  
> a) Encontre todos os valores de T > = 0 para os quais f(T) = f(0) e,a seguir 
> encontre todos os valores de T > = 0 para os quais
> f(T) = f(2T)
>  
> b) use o ítem a para mostrar que f(x) não é periodica 

Responder a