Muito obrigada, Walter!
abs
Valeria

On Tue, Jan 16, 2024 at 10:37 AM Walter Carnielli <walte...@unicamp.br>
wrote:

> Ola Valeria,
>
> Tenho muita satisfação em falar sobre  meus professores do Colégio Culto à
> Ciência de Campinas, realmente uma das melhores partes da minha educação.
>
> A professora Ausenda Fratini e seu irmão Amaury Fratini eram dois
> professores de matemática tradicionais do colégio Culto à Ciência, que se
> orgulha de ter tido Santos Dumont entre seus alunos.
>
> A professora Ausenda era muito séria, bem magra assim com aspecto
> ascético, solteira, mas bastante gentil, jamais levantava a voz e jamais
> perdia  a paciência.
>
> Minha impressão é que ela conhecia bastante bem a tal "matemática moderna"
> da época,  que era a teoria elementar de conjuntos e lógica proposicional
> com slgumas pinceladas de quantificacao, aplicadas a ideias matemáticas na
> educação.
>
> Sua especialidade era geometria elementar,  teoria do números muito
> simples e trigonometria.
>
>
> Parte da sua técnica (que eu acho maravilhosa até hoje)  era "problem
> solving",  resolver problemas desses que caem nas olimpíadas de Matemática
> para principiantes.
>
> Eu acho que resolver uma centena desses problemas na vida ajuda  a
> compreender profundamente a matemática elementar.
>
> Uma vez encontrei o professor Amaury Fratini numa festa, ele estava com
> mais de 90 anos.
>
> Disse a ele que eu havia escolhido a carreira de matemático, em parte como
> consequência das aulas dele e da irmã--
>  ele me abraçou profusamente e me disse "plantamos  nossa  semente" :-)
>
> Me sinto feliz em ter plantado as minhas,  inclusive nesse grupo !
>
> Abraços,  e obrigado pelo interesse,
>
> Walter
>
>
>
> Em ter., 16 de jan. de 2024 11:41, Valeria de Paiva <
> valeria.depa...@gmail.com> escreveu:
>
>> Alo Walter,
>>
>> Eu fiquei bem interessada nessa parte da sua resposta ao Joao Marcos:
>>
>> >A Professora Ausenda Fratini, uma espécie de Emmy Noether nacional (até
>> bem parecida), adorava mostrar  demonstrações simples em geometria, à la
>> Euclides.
>>
>> O que mais vc sabe dizer sobre a professora Ausenda Fratini?
>> muito obrigada,
>>
>> Valeria
>>
>> On Thu, Dec 28, 2023 at 4:29 PM Walter Carnielli <walte...@unicamp.br>
>> wrote:
>>
>>> Oi João:
>>>
>>> Vou tentar  esclarecer melhor.
>>> Acho que esse esforço por parte dos professores tinha a ver com o
>>> movimento da chamada "Matemática Moderna", que era basicamente o apoio
>>> de tudo na teoria elementar de conjuntos.
>>> Vou tentar esclarecer o que se fazia, na direção do que você apontou
>>> como (1).
>>>
>>> Muitos enunciados em geometria, que era o que mais tínhamos de
>>> "matemática", são do tipo:
>>> "Para todo coiso em um certo conjunto, se o  coiso  tem uma
>>> propriedade X, então ele tem uma propriedade Y."
>>>
>>> A partir desse entendimento, que não envolve apenas tabelas-verdade
>>> mas também quantificação mínima, uma prova seria:
>>>
>>> Suponha que x seja um coiso  particular, mas genérico, que tem a
>>> propriedade X. Então basta mostrar que o elemento tem também a
>>> propriedade Y.
>>> Por exemplo:
>>> Provar que, para  todo triângulo (coiso que está em um certo
>>> conjunto), se ele for isósceles, então tem dois ângulos iguais.
>>>
>>> A(o) estudante aprende a fazer um desenho como  um recurso heurístico
>>> que mostra um triângulo genérico, nota que "isósceles" significa ter
>>> dois lados iguais, e
>>> pode usar a propriedade LAL para  verificar que  o triângulo isósceles
>>> é semelhante a si mesmo "virado",  e daí deduz que há de fato dois
>>> ângulos iguais.
>>>
>>> Não é uma demonstração que figuraria num tratado de geometria, mas
>>> treina o raciocínio do(a) estudante.
>>>
>>> Outra coisa que ele(a) aprende rapidamente é que basta achar um
>>> contraexemplo, e que aí a coisa não funciona mais, porque se aprende
>>> alguma relação entre "qualquer" e "existe".
>>>
>>> Do ponto de vista de tabelas de verdade propriamente, aprende-se que
>>> os rudimentos da Lei da Explosão são "Falso  deduz qualquer coisa",  e
>>> que por isso os axiomas da Geometria
>>> devem ser bem escolhidos, críveis, os tais "postulados".
>>>
>>> Entender a tabela verdade também ajuda muito a compreender a diferença
>>> entre "X implica Y" e "X é equivalente a Y".
>>>
>>> Por exemplo, evitava   um erro comum em demonstrações de
>>> trigonometria, onde se começa de um   lado e às  vezes se chega  na
>>> mesma coisa- alguns tinham   dificuldade em  enteder que isso  náo é
>>> uma demonstação.
>>>
>>> A Professora Ausenda Fratini, uma espécie de Emmy Noether nacional
>>> (até bem parecida), adorava mostrar  demonstrações simples em
>>> geometria, à la Euclides.
>>>
>>> Para mim, esses usos simples e intuitivos foram  bem educativos.
>>> Abs,
>>>
>>> Walter
>>>
>>>
>>>
>>>
>>>
>>>
>>>
>>>
>>>
>>> Em qui., 28 de dez. de 2023 às 19:25, Joao Marcos <botoc...@gmail.com>
>>> escreveu:
>>> >
>>> > Muito obrigado pela resposta, Walter!
>>> >
>>> > Do que você nos conta sou levado a concluir que o uso relaxado da
>>> > Lógica para justificar certas passagens argumentativas é mais ou menos
>>> > _tradicional_ entre os professores de matemática brasileiros, e há
>>> > bastante tempo.  Talvez o ponto (1) que você levantou ajude a explicar
>>> > a razão pela qual isto ocorre.
>>> >
>>> > %%%
>>> >
>>> > Sobre o seu ponto (2), que me parece estar relacionado ao que escrevi
>>> > na minha resposta ao Adolfo, confesso que não compreendo bem como os
>>> > "procedimentos de prova" usuais da matemática seriam justificados
>>> > "baseado na tabela da implicação".  Talvez seja isto justamente uma
>>> > das coisas que mais me incomoda...  Esta conexão entre tabelas de
>>> > verdade e estratégias de demonstração, digamos, via raciocínio
>>> > hipotético, contraposição, ou redução ao absurdo, me parece ser,
>>> > quando muito, _obscura_.  Exemplifico a minha perplexidade a este
>>> > respeito com o teorema citado no item (B2) da minha mensagem original
>>> > neste fio:
>>> > "Seja C um coiso com as propriedades A e B.
>>> >  Então C tem a propriedade D."
>>> > [o que segue é o que eu chamaria de "demonstração típica",
>>> > estruturada, por contraposição]
>>> > ENUNCIADO FORMAL:
>>> > Seja C um objeto de tipo D com a propriedade A.
>>> > Demonstre que C tem a propriedade B.
>>> > DEMONSTRAÇÃO:
>>> > > Declaração: Considere um objeto C arbitrário de tipo D.
>>> > % Objetivo: Queremos demonstrar que A(C) implica em B(C).
>>> > >> Para tal efeito, suponhamos <por contraposição> que não-B(C) é o
>>> caso.
>>> > %% Novo objetivo: Queremos concluir não-A(C).
>>> > [preencha o argumento com detalhes específicos, de acordo com os
>>> > detalhes concretos dos conceitos usados no enunciado]
>>> > Note-se que não há nenhum papel para tabelas de verdade, acima, na
>>> > argumentação "típica" apresentada.
>>> >
>>> > %%%
>>> >
>>> > Acrescento, por fim, que não vejo porque discordar das suas críticas
>>> > sobre o "Ensino Colegial", mas reitero a minha questão inicial: será
>>> > que o estudo de tabelas de verdade (que, no meu entendimento, não
>>> > ajudam nada ou quase nada no quesito "métodos de demonstração") não
>>> > teriam melhor lugar, de fato, no estudo pré-universitário?
>>> >
>>> > Abraços,
>>> > Joao Marcos
>>> >
>>> > On Wed, Dec 27, 2023 at 1:00 PM Walter Carnielli <walte...@unicamp.br>
>>> wrote:
>>> > >
>>> > > Olá João e. outra(o)s   interessados:
>>> > >
>>> > > Dou aqui minha contribuição sobre a questão. Estudei matemática de
>>> > > forma profissional na Unicamp  por 7 anos, bacharelado,  mestrado e
>>> > > doutorado,e depois   pós-doutorado na Universidade de Califórnia e em
>>> > > Münster, na Alemanha. Nunca.  ninguém usou coisas  elementares de
>>> > > lógica em disciplinas e matemática, nem  no IMPA, na Unicamp, USP,
>>> > > Berkeley, , Münster, etc, Mas todos  tinham. por trás  a. premissa
>>> > > que os estudantes sabiam essas coisas. através do ensino médio.
>>> > > (chamado "colegial". na. época, muito. melhor. nome).
>>> > >
>>> > > E de fato durante meus 7 anos de "ginásio" e. "colégio"no Culto  à
>>> > > Ciência os professores de  matemática, com  formação em Rio Claro e
>>> na
>>> > > PUC na época, tinham uma boa noção de lógica, pelo menos intuitiva.
>>> > > Não citavam a questão da completude,  ou compacidade,  mas
>>> > > enfatizavam o seguinte:
>>> > >
>>> > > 1)  "Similaridade " (isomorfismo) ) entre  as operações lógicas e as
>>> > > operações conjuntistas (no fundo,  uma versão intuitiva do Teorema de
>>> > > Representação de  Stone.).
>>> > > 2) Falavam dos procedimentos  ds. prova. por redução ao absurdo,
>>> > > baseado na. tabela da . implicação, em especial usos de equivalência
>>> > > em demonstrações elementares  de  trigonometria
>>> > > 3) Mencionavam sempre as tabelas  usuais  da  conjunção, disjunção,
>>> > > implicação, negação para. guiar  o raciocínio
>>> > > 4) Sempre se mencionavam rudimentos de. lógica  quantificada
>>> > > (existencial, universal, etc)
>>> > > 5) Esclarecem o papel dos axiomas principalmente em geometria
>>> > > 6) Mostravam métodos heurísticos de solução de e problemas  com régua
>>> > > e compassos (como o método de e Pappus de Alexandria, em "supor  um
>>> > > problema resolvido para tentar a solução"  )
>>> > > etc.
>>> > >
>>> > > Tudo isso a gente já sabia quando entrava em um curso de matemática,
>>> > > física, engenharia e computação.  Nao se vê  mais nada disso, Os
>>> > > professores de ensino médio não têm a menor ideia.
>>> > > Mas de fato, alguns expositores no YouTube, da velha escola,
>>> mencionam
>>> > >  coisas assim.
>>> > > Por tudo isso   acho fundamental voltar a  ensinar  essas coisas aos
>>> > > nossos estudantes universitários,
>>> > >
>>> > > Abs
>>> > >
>>> > > Walter
>>> > >
>>> > > Em ter., 26 de dez. de 2023 às 12:46, Joao Marcos <
>>> botoc...@gmail.com> escreveu:
>>> > > >
>>> > > > PessoALL:
>>> > > >
>>> > > > Uma conversa com um colega estes dias me motivou a escrever a
>>> presente
>>> > > > mensagem, que tem tanto um componente sociológico quanto um
>>> componente
>>> > > > mais propriamente lógico (bem como um interesse de fundo
>>> pedagógico).
>>> > > >
>>> > > > %%%
>>> > > >
>>> > > > (A)
>>> > > >
>>> > > > Segundo meu colega, é bem comum nas aulas, nos vídeos e nos livros
>>> de
>>> > > > Matemática pelo Brasil (talvez fora do Brasil também?) um uso mais
>>> ou
>>> > > > menos relaxado[§] da Lógica para justificar certas passagens
>>> > > > argumentativas.  Em particular, muitos professores de Matemática
>>> > > > presumivelmente acenariam para a possibilidade de justificar
>>> > > > estratégias de demonstração (digamos, o raciocínio por
>>> contraposição)
>>> > > > usando *tabelas de verdade*, o que também explicaria a razão pela
>>> qual
>>> > > > vários livros de "matemática elementar" ---usados a nível de
>>> > > > graduação, vejam bem---, bem como vários vídeos no YouTube também
>>> > > > falariam de tabelas de verdade como um procedimento matematicamente
>>> > > > relevante para esclarecer ou fundamentar a lógica subjacente a um
>>> > > > determinado argumento matemático.
>>> > > >
>>> > > > [§] O adjetivo "relaxado", acima, aponta para usos absolutamente
>>> > > > informais de tautologias como justificativas para certas passagens,
>>> > > > através de rabiscos feitos ao lado da demonstração principal, no
>>> > > > quadro, supostamente para "explicar por que a coisa funciona".
>>> > > > Note-se, em particular, que em tais usos nunca há qualquer menção a
>>> > > > resultados de completude, digamos, conectando tabelas e
>>> demonstrações
>>> > > > formais (ou semi-formais).
>>> > > >
>>> > > > As primeiras perguntas que me vêm à mente sobre aquilo que foi
>>> relatado acima:
>>> > > > (A1) Quais as opiniões de vocês ---seja como discentes, seja como
>>> > > > docentes--- acerca das situações suprarreferidas, a partir de suas
>>> > > > experiências em sala de aula?
>>> > > > (A2) Quais destes procedimentos ---tabelas de verdade? argumentos
>>> > > > dedutivos? estratégias de demonstração?--- poderiam (ou deveriam)
>>> ser
>>> > > > trazidos para mais cedo, para o ensino pré-universitário, com
>>> alguma
>>> > > > vantagem para os alunos?
>>> > > >
>>> > > > (A minha impressão inicial sobre A2 seria de que não há nada no
>>> > > > procedimento das tabelas de verdade, em particular, possivelmente
>>> > > > usadas para ensinar "raciocínio lógico" ---resolver charadas, por
>>> > > > exemplo---, que precise ou deva esperar até além do Ensino Médio.
>>> Mas
>>> > > > também não estou seguro de o quanto isto tudo ajudaria quando a
>>> > > > "matemática de verdade" ---vejam o item B, abaixo--- chega, no
>>> Ensino
>>> > > > Superior.)
>>> > > >
>>> > > > %%%
>>> > > >
>>> > > > (B)
>>> > > >
>>> > > > Esta segunda parte é talvez mais opiniosa (opiniática?), da minha
>>> parte.
>>> > > >
>>> > > > Mesmo ciente de que muitos livros de "matemática elementar" têm
>>> seus
>>> > > > capítulos sobre lógica proposicional, incluindo tabelas de
>>> verdade, e
>>> > > > mesmo ciente de que vários colegas gastam boas aulas sobre este
>>> > > > assunto (e não estou falando de aulas sobre Circuitos Lógicos), por
>>> > > > exemplo, em um curso inicial de Matemática Discreta, de Topologia,
>>> ou
>>> > > > de Análise, parece-me algo surpreendente que as *tabelas de
>>> verdade*
>>> > > > tenham um papel muito relevante para justificar argumentações
>>> > > > matemáticas mais sofisticadas.  Com efeito, se é fácil imaginar
>>> como
>>> > > > usar tabelas de verdade para procedimentos _refutativos_, por
>>> exemplo,
>>> > > > usar a tabela de verdade da implicação para justificar porque a
>>> > > > sentença A-implica-B é falsa quando A é verdadeira e B falsa, ou
>>> como
>>> > > > usar a tabela de verdade da disjunção para justificar a falsidade
>>> de
>>> > > > uma sentença da forma A-ou-B dada a falsidade de ambos e B,
>>> parece-me
>>> > > > no mínimo desafiante usar diretamente as tabelas da implicação ou
>>> da
>>> > > > disjunção para justificar, digamos, uma demonstração por
>>> _raciocínio
>>> > > > hipotético_ ou uma demonstração por _raciocínio por casos_ (e eu
>>> > > > provavelmente estenderia a minha perplexidade de modo a cobrir
>>> > > > praticamente qualquer outra estratégia matemática clássica de
>>> > > > argumentação).
>>> > > >
>>> > > > As primeiras perguntas que me vêm à mente, neste caso, são:
>>> > > >
>>> > > > (B1) Será mesmo o caso que é útil recorrer a tabelas de verdade (ou
>>> > > > lógica proposicional) para justificar estratégias matemáticas mais
>>> > > > sofisticadas (e absolutamente comuns)?  Se pensamos em um curso de
>>> > > > Análise Real, por exemplo, os passos argumentativos de mais
>>> interesse,
>>> > > > logo nas primeiras aulas, envolvem quantificadores aninhados.  Se
>>> > > > pensamos em um curso de Matemática Discreta, conceitos como
>>> > > > divisibilidade, congruência-módulo, supremos e ínfimos pressupõem
>>> que
>>> > > > entendemos como lidar com expressões quantificadas.  As
>>> equivalências
>>> > > > lógicas que poderiam "facilitar a vida", nestes casos, geralmente
>>> > > > envolvem mais do que conectivos proposicionais --- e quer me
>>> parecer
>>> > > > que nem mesmo os fragmentos proposicionais das ditas
>>> equivalências, no
>>> > > > fundo, _precisam_ ser justificados via tabelas de verdade.
>>> > > >
>>> > > > (B2) Consideremos um teorema "típico" de livro-texto, em
>>> Matemática:
>>> > > > "Seja C um coiso com as propriedades A e B.
>>> > > > Então C tem a propriedade D."
>>> > > > Poderíamos traduzir isto assim, digamos:
>>> > > > (\forall C:coiso)((A(C)\land B(C))\to D(C))
>>> > > > (Para ficar mais interessante a pergunta que segue abaixo, sugiro
>>> > > > assumirmos que existe um coiso C que nem tem a propriedade D nem
>>> falha
>>> > > > a propriedade A&B.)
>>> > > > Bem, baseado na parte A, acima, um uso que consigo imaginar para
>>> > > > tabela de verdade, aqui, seria para justificar, digamos, a
>>> > > > curryficação ---como é usual fazer em Computação ou em
>>> > > > Linguística/Semântica Formal--- da sub-expressão (A(C)\land
>>> B(C))\to
>>> > > > D(C) para uma expressão da forma A(C)\to (B(C)\to D(C)).  O
>>> restante
>>> > > > do raciocínio, numa demonstração direta do "teorema típico",
>>> > > > tipicamente seria conduzido "identificando contextos, criando e
>>> > > > descarregando hipóteses", como fazemos, por exemplo, através do
>>> > > > formalismo da Dedução Natural.  Vocês acham que haveria outros usos
>>> > > > interessantes para tabelas de verdade, neste tipo de argumentação
>>> > > > através de "raciocínio direto"?  Seria justificável, para tais
>>> usos,
>>> > > > que gastássemos muito tempo das aulas de Matemática a nível
>>> superior
>>> > > > ensinando os estudantes a fazerem tabelas de verdade?
>>> > > >
>>> > > > (Subjacentes às minhas perguntas, claramente, está a opinião
>>> > > > ---enviesada?--- de que tabelas de verdade são bem menos úteis do
>>> que,
>>> > > > digamos, um "filósofo tradicional" poderia imaginar, no que diz
>>> > > > respeito ao trabalho diário do "matemático praticante".)
>>> > > >
>>> > > > %%%
>>> > > >
>>> > > > Agradeço desde já aos colegas desta lista por compartilharem seus
>>> > > > sentimentos acerca destes assuntos.
>>> > > >
>>> > > > []s, Joao Marcos
>>> > > >
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