(pessoal, peco desculpas por escrever sem os acentos da lingua portuguesa)

JM, acho que da pra dizer que sim.
pelo menos aqui nos states o pessoal usa o termo 'strawman' para referir a
um tipo de argumento em que o arguidor mal-interpreta a posicao da pessoa
que esta sendo atacada. certamente, dizer que um pessoa afirma ~P com base
no fato de que essa pessoa afirma que nao ha evidencia para P eh uma
ma-interpretacao da posicao desta pessoa.

abraco!


2013/3/10 <[email protected]>

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> Quando responder, por favor edite sua linha Assunto assim ela será
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> > From: Valeria de Paiva <[email protected]>
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> > Subject: Re: [Logica-l] medindo o nível de dificuldade de uma
> >       derivação
> > Message-ID:
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> > Content-Type: text/plain; charset=ISO-8859-1
> >
> > alo todos,
> > Pois e', eu tambem acho que Doria se enganou nessa. eu tenho as obras
> > completas do Goedel and por via das duvidas dei uma "googlada", mas nao
> > achei nada..sem contar que os metodos de descricao de provas nao eram
> > muito
> > sofisticados. o calculo de sequentes 'e dos anos 30 e a deducao natural
> > so'
> > mostrou que funcionava mesmo nos anos 60, ne?
> >
> > mas eu nao concordo com Elaine qdo ela diz:
> >>Se considerarmos
> >>a lógica clássica proposicional, então não há muito a dizer:
> >>derivações normalizadas não utilizam lemas e são "minimais". Então eu
> >>diria que a complexidade é a mesma.
> > tem muita coisa a se dizer sim e a complexidade nao deve ser a mesma.
> > De um olhada no trabalho do Sam Buss em k-provabilidade usando os logic
> > flow graphs dele,
> > http://www.math.ucsd.edu/~sbuss/ResearchWeb/kprove/paper.pdf...
> >
> > acho que a medida de numero de usos de regra do absurdo 'e so' pra
> > comecar...
> >
> > Mas concordo plenamente com Elaine que o assunto 'e fascinante!!
> > abracos,
> > Valeria
> >
> >
> > 2013/3/7 Elaine Pimentel <[email protected]>
> >
> >> Oi, João!
> >>
> >> Eu não conheço nenhum teorema de Gödel que trate do assunto (de fato,
> >> não acredito que exista...).
> >>
> >> Sobre a sua pergunta, acho que é super interessante. Se considerarmos
> >> a lógica clássica proposicional, então não há muito a dizer:
> >> derivações normalizadas não utilizam lemas e são "minimais". Então eu
> >> diria que a complexidade é a mesma. Se uma fórmula é um teorema
> >> intuicionista, então o uso da dupla negação vai resultar em uma
> >> derivação não normal, por exemplo.
> >>
> >> Já se passamos para a lógica de primeira ordem, temos a complicação do
> >> existencial, pois é o único conectivo em cálculo de sequentes para o
> >> qual a regra de introdução é não "invertível". Ou seja, você pode
> >> decompor (pensando de baixo para cima) qualquer fórmula cujo conectivo
> >> principal não seja um existencial que a "demonstrabilidade" fica
> >> invariante. Então, para qualquer fórmula "demonstrável" -- para que
> >> você não fique bravo comigo :) -- existe uma derivação mínimal dada
> >> por "multifocusing" e portanto a complexidade pode ser medida apenas
> >> pelo número de diferentes aplicações da regra existencial.
> >>
> >> Não sei como transformar isso para dedução natural, mas acredito que
> >> basta definir uma classe de equivalência de derivações (normalizadas)
> >> em dn para cada derivação "multifocused" em cálculo de sequentes.
> >>
> >> Eu acho esse assunto fascinante :)
> >>
> >> Abraço,
> >>
> >> Elaine.
> >>
> >> 2013/3/7 Joao Marcos <[email protected]>:
> >> > Sobre derivações em dedução natural?
> >> >
> >> > JM
> >> >
> >> > 2013/3/6 Famadoria <[email protected]>:
> >> >> Tem um teorema de Gödel sobre isso.
> >> >>
> >> >> Sent from my iPhone
> >> >>
> >> >> On 06/03/2013, at 19:38, Joao Marcos <[email protected]> wrote:
> >> >>
> >> >>> Gostaria de fazer uma consulta simples entre os colegas com mais
> >> >>> intuição do que eu sobre este assunto.
> >> >>>
> >> >>> Um aluno me perguntou como poderia fazer para "comparar o nível de
> >> >>> dificuldade de duas derivações", em dedução natural.  A gente faz em
> >> >>> sala de aula aquelas asserções ingênuas, do tipo "se você usou a
> >> regra
> >> >>> do absurdo clássico, trata-se de uma derivação não trivial", "se
> >> você
> >> >>> usou regras com descarte, a derivação é potencialmente mais
> >> complexa",
> >> >>> "se você precisou usar lemas, a derivação não é tão básica assim", e
> >> >>> até "se você construiu sua derivação de forma construtiva, ela pode
> >> >>> até ter custado mais, mas é mais confiável"...
> >> >>>
> >> >>> Pois bem, minha primeira sugestão ao aluno foi que comparasse o
> >> nível
> >> >>> de dificuldade de duas derivações executando dois passos: primeiro,
> >> >>> converta estas derivações para uma forma *normalizada*; em seguida,
> >> >>> conte o número de nós destas versões normalizadas, e o número de
> >> >>> aplicações da regra do absurdo clássico.  A Valeria me chamou a
> >> >>> atenção em privado para a necessidade de considerar também outras
> >> >>> variáveis, como o numero de regras usadas, e não somente o numero de
> >> >>> regras do absurdo.
> >> >>>
> >> >>> E o que acham os colegas?  Como vocês comparariam, em princípio, o
> >> >>> *nível de dificuldade* de duas derivações, digamos, em dedução
> >> >>> natural?
> >> >>>
> >> >>> Abraços,
> >> >>> Joao Marcos
> >> >
> >> > --
> >> > http://sequiturquodlibet.googlepages.com/
> >> > _______________________________________________
> >> > Logica-l mailing list
> >> > [email protected]
> >> > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
> >>
> >>
> >>
> >> --
> >> Elaine.
> >> -------------------------------------------------
> >> Elaine Pimentel  - DMat/UFMG
> >>
> >> Address: Departamento de Matematica
> >>      Universidade Federal de Minas Gerais
> >>      Av Antonio Carlos, 6627 - C.P. 702
> >>      Pampulha - CEP 30.161-970
> >>      Belo Horizonte - Minas Gerais - Brazil
> >> Phone:   55 31 3409-5970/3409-5994
> >> Fax:       55 31 3409-5692
> >>
> >> htps://sites.google.com/site/elainepimentel/
> >> --------------------------------------------------------
> >> _______________________________________________
> >> Logica-l mailing list
> >> [email protected]
> >> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
> >>
> >
> >
> >
> > --
> > Valeria de Paiva
> > http://www.cs.bham.ac.uk/~vdp/
> > http://valeriadepaiva.org/
> >
> >
> > ------------------------------
> >
> > Message: 2
> > Date: Thu, 7 Mar 2013 12:16:32 -0300
> > From: Elaine Pimentel <[email protected]>
> > To: Valeria de Paiva <[email protected]>
> > Cc: Lista acadêmica brasileira dos profissionais e estudantes da área
> >       de LOGICA <[email protected]>
> > Subject: Re: [Logica-l] medindo o nível de dificuldade de uma
> >       derivação
> > Message-ID:
> >       <
> cahqvs+xvtnzz1ztphanwitortchlruey0ctsg7gcheyntzq...@mail.gmail.com>
> > Content-Type: text/plain; charset=ISO-8859-1
> >
> > Oi, Valéria!
> >
> >
> >> mas eu nao concordo com Elaine qdo ela diz:
> >>>Se considerarmos
> >>>a lógica clássica proposicional, então não há muito a dizer:
> >>>derivações normalizadas não utilizam lemas e são "minimais". Então eu
> >>>diria que a complexidade é a mesma.
> >> tem muita coisa a se dizer sim e a complexidade nao deve ser a mesma.
> >> De um olhada no trabalho do Sam Buss em k-provabilidade usando os logic
> >> flow
> >> graphs dele,
> >> http://www.math.ucsd.edu/~sbuss/ResearchWeb/kprove/paper.pdf...
> >
> > O trabalho dele é em lógica de primeira ordem... E a dificuldade é
> > justamente unificação. Continuo achando que no caso proposicional não
> > há diferença, se considerarmos apenas provas normalizadas.
> >
> >> Mas concordo plenamente com Elaine que o assunto 'e fascinante!!
> >
> > :)
> >
> > Elaine.
> > -------------------------------------------------
> > Elaine Pimentel  - DMat/UFMG
> >
> > Address: Departamento de Matematica
> >      Universidade Federal de Minas Gerais
> >      Av Antonio Carlos, 6627 - C.P. 702
> >      Pampulha - CEP 30.161-970
> >      Belo Horizonte - Minas Gerais - Brazil
> > Phone:   55 31 3409-5970/3409-5994
> > Fax:       55 31 3409-5692
> >
> > htps://sites.google.com/site/elainepimentel/
> > --------------------------------------------------------
> >
> >
> > ------------------------------
> >
> > Message: 3
> > Date: Thu, 7 Mar 2013 10:25:14 -0500
> > From: Marcelo Finger <[email protected]>
> > To: Joao Marcos <[email protected]>
> > Cc: Lista acadêmica brasileira dos profissionais e estudantes da área
> >       de LOGICA <[email protected]>
> > Subject: Re: [Logica-l] medindo o nível de dificuldade de uma
> >       derivação
> > Message-ID:
> >       <CABqmzx0FKtrHX-eZr9+ar=x2Je831C_dxZzWsczf7Fc=
> [email protected]>
> > Content-Type: text/plain; charset=ISO-8859-1
> >
> > Oi João.
> >
> > Eu uma vez tive uma discussão com o Ruy Excel sobre um assunto similar: o
> > grau de interesse de um teorema.  A gente informalmente discutiu que o
> > nível de interesse é a razão entre o tamanho da menor prova conhecida
> > (usando a regra que v quiser) e o tamanho do teorema.  Quanto maior esta
> > razão , maior o interesse.  O problem é que isso relativiza o interesse
> > pelo sistema de dedução utilizado.
> >
> > []s
> >
> > Marcelo
> >
> >
> > 2013/3/6 Joao Marcos <[email protected]>
> >
> >> Gostaria de fazer uma consulta simples entre os colegas com mais
> >> intuição do que eu sobre este assunto.
> >>
> >> Um aluno me perguntou como poderia fazer para "comparar o nível de
> >> dificuldade de duas derivações", em dedução natural.  A gente faz em
> >> sala de aula aquelas asserções ingênuas, do tipo "se você usou a regra
> >> do absurdo clássico, trata-se de uma derivação não trivial", "se você
> >> usou regras com descarte, a derivação é potencialmente mais complexa",
> >> "se você precisou usar lemas, a derivação não é tão básica assim", e
> >> até "se você construiu sua derivação de forma construtiva, ela pode
> >> até ter custado mais, mas é mais confiável"...
> >>
> >> Pois bem, minha primeira sugestão ao aluno foi que comparasse o nível
> >> de dificuldade de duas derivações executando dois passos: primeiro,
> >> converta estas derivações para uma forma *normalizada*; em seguida,
> >> conte o número de nós destas versões normalizadas, e o número de
> >> aplicações da regra do absurdo clássico.  A Valeria me chamou a
> >> atenção em privado para a necessidade de considerar também outras
> >> variáveis, como o numero de regras usadas, e não somente o numero de
> >> regras do absurdo.
> >>
> >> E o que acham os colegas?  Como vocês comparariam, em princípio, o
> >> *nível de dificuldade* de duas derivações, digamos, em dedução
> >> natural?
> >>
> >> Abraços,
> >> Joao Marcos
> >>
> >> --
> >> http://sequiturquodlibet.googlepages.com/
> >> _______________________________________________
> >> Logica-l mailing list
> >> [email protected]
> >> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
> >>
> >>
> >
> >
> > --
> > Marcelo Finger
> > Department of Computer Science, Cornell University
> >
> > on leave from:
> >  Departament of Computer Science, IME
> >  University of Sao Paulo
> >  http://www.ime.usp.br/~mfinger
> >
> >
> > ------------------------------
> >
> > Message: 4
> > Date: Thu, 7 Mar 2013 16:42:52 -0300
> > From: Tony Marmo <[email protected]>
> > To: Joao Marcos <[email protected]>,  Lista acadêmica brasileira dos
> >       profissionais e estudantes da área de LOGICA <
> [email protected]>
> > Subject: Re: [Logica-l] medindo o nível de dificuldade de uma
> >       derivação
> > Message-ID:
> >       <CAEsiyHS+-E3Pu84Q2zAZfLx1rYp5gH7SPexfU--Fdd4RG2M=
> [email protected]>
> > Content-Type: text/plain; charset=ISO-8859-1
> >
> > Caro João,
> >
> > Tenho muita simpatia pela pergunta, mas é aquela velha história do
> > pescador
> > que se encanta mais pela rede do que pelo mar. Contar o número de regras
> > usadas e de passos pode ser um meio para medir uma derivação, porém será
> > um
> > entre vários meios de medição. E segundo, para medir será preciso
> > considerar sempre a menor derivação "correta" (latu sensu) dentre as
> > possíveis derivações.
> >
> > Na verdade a minha simpatia pela pergunta deve-se a que ela não se limita
> > a
> > dedução natural, mas traduz a ideia de que a lógica sempre trabalha com
> > economia ou simplicidade, que essas são características fundamentais da
> > disciplina.
> >
> >
> > Em 6 de março de 2013 19:38, Joao Marcos <[email protected]> escreveu:
> >
> >> Gostaria de fazer uma consulta simples entre os colegas com mais
> >> intuição do que eu sobre este assunto.
> >>
> >> Um aluno me perguntou como poderia fazer para "comparar o nível de
> >> dificuldade de duas derivações", em dedução natural.  A gente faz em
> >> sala de aula aquelas asserções ingênuas, do tipo "se você usou a regra
> >> do absurdo clássico, trata-se de uma derivação não trivial", "se você
> >> usou regras com descarte, a derivação é potencialmente mais complexa",
> >> "se você precisou usar lemas, a derivação não é tão básica assim", e
> >> até "se você construiu sua derivação de forma construtiva, ela pode
> >> até ter custado mais, mas é mais confiável"...
> >>
> >> Pois bem, minha primeira sugestão ao aluno foi que comparasse o nível
> >> de dificuldade de duas derivações executando dois passos: primeiro,
> >> converta estas derivações para uma forma *normalizada*; em seguida,
> >> conte o número de nós destas versões normalizadas, e o número de
> >> aplicações da regra do absurdo clássico.  A Valeria me chamou a
> >> atenção em privado para a necessidade de considerar também outras
> >> variáveis, como o numero de regras usadas, e não somente o numero de
> >> regras do absurdo.
> >>
> >> E o que acham os colegas?  Como vocês comparariam, em princípio, o
> >> *nível de dificuldade* de duas derivações, digamos, em dedução
> >> natural?
> >>
> >> Abraços,
> >> Joao Marcos
> >>
> >> --
> >> http://sequiturquodlibet.googlepages.com/
> >> _______________________________________________
> >> Logica-l mailing list
> >> [email protected]
> >> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
> >>
> >
> >
> > ------------------------------
> >
> > Message: 5
> > Date: Thu, 7 Mar 2013 17:22:20 -0300
> > From: Famadoria <[email protected]>
> > To: Joao Marcos <[email protected]>
> > Cc: Lista acadêmica brasileira dos profissionais e estudantes da área
> >       de LOGICA <[email protected]>
> > Subject: Re: [Logica-l] medindo o nível de dificuldade de uma
> >       derivação
> > Message-ID: <[email protected]>
> > Content-Type: text/plain;     charset=utf-8
> >
> > Não usou dedução natural e nem precisa; poderíamos codificar em linguagem
> > binária a dedução. E se aplica o teorema de Goedel sobre o comprimento
> das
> > provas.
> >
> > Sent from my iPhone
> >
> > On 07/03/2013, at 08:01, Joao Marcos <[email protected]> wrote:
> >
> >> Sobre derivações em dedução natural?
> >>
> >> JM
> >>
> >> 2013/3/6 Famadoria <[email protected]>:
> >>> Tem um teorema de Gödel sobre isso.
> >>>
> >>> Sent from my iPhone
> >>>
> >>> On 06/03/2013, at 19:38, Joao Marcos <[email protected]> wrote:
> >>>
> >>>> Gostaria de fazer uma consulta simples entre os colegas com mais
> >>>> intuição do que eu sobre este assunto.
> >>>>
> >>>> Um aluno me perguntou como poderia fazer para "comparar o nível de
> >>>> dificuldade de duas derivações", em dedução natural.  A gente faz em
> >>>> sala de aula aquelas asserções ingênuas, do tipo "se você usou a regra
> >>>> do absurdo clássico, trata-se de uma derivação não trivial", "se você
> >>>> usou regras com descarte, a derivação é potencialmente mais complexa",
> >>>> "se você precisou usar lemas, a derivação não é tão básica assim", e
> >>>> até "se você construiu sua derivação de forma construtiva, ela pode
> >>>> até ter custado mais, mas é mais confiável"...
> >>>>
> >>>> Pois bem, minha primeira sugestão ao aluno foi que comparasse o nível
> >>>> de dificuldade de duas derivações executando dois passos: primeiro,
> >>>> converta estas derivações para uma forma *normalizada*; em seguida,
> >>>> conte o número de nós destas versões normalizadas, e o número de
> >>>> aplicações da regra do absurdo clássico.  A Valeria me chamou a
> >>>> atenção em privado para a necessidade de considerar também outras
> >>>> variáveis, como o numero de regras usadas, e não somente o numero de
> >>>> regras do absurdo.
> >>>>
> >>>> E o que acham os colegas?  Como vocês comparariam, em princípio, o
> >>>> *nível de dificuldade* de duas derivações, digamos, em dedução
> >>>> natural?
> >>>>
> >>>> Abraços,
> >>>> Joao Marcos
> >>
> >> --
> >> http://sequiturquodlibet.googlepages.com/
> >
> >
> > ------------------------------
> >
> > Message: 6
> > Date: Thu, 7 Mar 2013 17:26:02 -0300
> > From: Famadoria <[email protected]>
> > To: Elaine Pimentel <[email protected]>
> > Cc: Lista acadêmica brasileira dos profissionais e estudantes da área
> >       de LOGICA <[email protected]>
> > Subject: Re: [Logica-l] medindo o nível de dificuldade de uma
> >       derivação
> > Message-ID: <[email protected]>
> > Content-Type: text/plain;     charset=utf-8
> >
> > Existe: sobre o comprimento das provas. Na verdade Goedel apenas o
> > enunciou em 36; foi provado nos anos 50. Usei-0 num artigo de 91,
> > Undecidability and incompleteness in classical mechanics. É equivalente a
> > um teorema de M. Blum em computação.
> >
> > Sent from my iPhone
> >
> > On 07/03/2013, at 08:52, Elaine Pimentel <[email protected]>
> > wrote:
> >
> >> Oi, João!
> >>
> >> Eu não conheço nenhum teorema de Gödel que trate do assunto (de fato,
> >> não acredito que exista...).
> >>
> >> Sobre a sua pergunta, acho que é super interessante. Se considerarmos
> >> a lógica clássica proposicional, então não há muito a dizer:
> >> derivações normalizadas não utilizam lemas e são "minimais". Então eu
> >> diria que a complexidade é a mesma. Se uma fórmula é um teorema
> >> intuicionista, então o uso da dupla negação vai resultar em uma
> >> derivação não normal, por exemplo.
> >>
> >> Já se passamos para a lógica de primeira ordem, temos a complicação do
> >> existencial, pois é o único conectivo em cálculo de sequentes para o
> >> qual a regra de introdução é não "invertível". Ou seja, você pode
> >> decompor (pensando de baixo para cima) qualquer fórmula cujo conectivo
> >> principal não seja um existencial que a "demonstrabilidade" fica
> >> invariante. Então, para qualquer fórmula "demonstrável" -- para que
> >> você não fique bravo comigo :) -- existe uma derivação mínimal dada
> >> por "multifocusing" e portanto a complexidade pode ser medida apenas
> >> pelo número de diferentes aplicações da regra existencial.
> >>
> >> Não sei como transformar isso para dedução natural, mas acredito que
> >> basta definir uma classe de equivalência de derivações (normalizadas)
> >> em dn para cada derivação "multifocused" em cálculo de sequentes.
> >>
> >> Eu acho esse assunto fascinante :)
> >>
> >> Abraço,
> >>
> >> Elaine.
> >>
> >> 2013/3/7 Joao Marcos <[email protected]>:
> >>> Sobre derivações em dedução natural?
> >>>
> >>> JM
> >>>
> >>> 2013/3/6 Famadoria <[email protected]>:
> >>>> Tem um teorema de Gödel sobre isso.
> >>>>
> >>>> Sent from my iPhone
> >>>>
> >>>> On 06/03/2013, at 19:38, Joao Marcos <[email protected]> wrote:
> >>>>
> >>>>> Gostaria de fazer uma consulta simples entre os colegas com mais
> >>>>> intuição do que eu sobre este assunto.
> >>>>>
> >>>>> Um aluno me perguntou como poderia fazer para "comparar o nível de
> >>>>> dificuldade de duas derivações", em dedução natural.  A gente faz em
> >>>>> sala de aula aquelas asserções ingênuas, do tipo "se você usou a
> >>>>> regra
> >>>>> do absurdo clássico, trata-se de uma derivação não trivial", "se você
> >>>>> usou regras com descarte, a derivação é potencialmente mais
> >>>>> complexa",
> >>>>> "se você precisou usar lemas, a derivação não é tão básica assim", e
> >>>>> até "se você construiu sua derivação de forma construtiva, ela pode
> >>>>> até ter custado mais, mas é mais confiável"...
> >>>>>
> >>>>> Pois bem, minha primeira sugestão ao aluno foi que comparasse o nível
> >>>>> de dificuldade de duas derivações executando dois passos: primeiro,
> >>>>> converta estas derivações para uma forma *normalizada*; em seguida,
> >>>>> conte o número de nós destas versões normalizadas, e o número de
> >>>>> aplicações da regra do absurdo clássico.  A Valeria me chamou a
> >>>>> atenção em privado para a necessidade de considerar também outras
> >>>>> variáveis, como o numero de regras usadas, e não somente o numero de
> >>>>> regras do absurdo.
> >>>>>
> >>>>> E o que acham os colegas?  Como vocês comparariam, em princípio, o
> >>>>> *nível de dificuldade* de duas derivações, digamos, em dedução
> >>>>> natural?
> >>>>>
> >>>>> Abraços,
> >>>>> Joao Marcos
> >>>
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> > Message: 7
> > Date: Thu, 7 Mar 2013 17:28:39 -0300
> > From: Famadoria <[email protected]>
> > To: Tony Marmo <[email protected]>
> > Cc: Joao Marcos <[email protected]>, Lista acadêmica brasileira dos
> >       profissionais e estudantes da área de LOGICA <
> [email protected]>
> > Subject: Re: [Logica-l] medindo o nível de dificuldade de uma
> >       derivação
> > Message-ID: <[email protected]>
> > Content-Type: text/plain;     charset=utf-8
> >
> > Basta codificar em binário e considerar a ( incomputável) mais curta
> > codificação possível.
> >
> > Sent from my iPhone
> >
> > On 07/03/2013, at 16:42, Tony Marmo <[email protected]> wrote:
> >
> >> Caro João,
> >>
> >> Tenho muita simpatia pela pergunta, mas é aquela velha história do
> >> pescador
> >> que se encanta mais pela rede do que pelo mar. Contar o número de regras
> >> usadas e de passos pode ser um meio para medir uma derivação, porém será
> >> um
> >> entre vários meios de medição. E segundo, para medir será preciso
> >> considerar sempre a menor derivação "correta" (latu sensu) dentre as
> >> possíveis derivações.
> >>
> >> Na verdade a minha simpatia pela pergunta deve-se a que ela não se
> >> limita a
> >> dedução natural, mas traduz a ideia de que a lógica sempre trabalha com
> >> economia ou simplicidade, que essas são características fundamentais da
> >> disciplina.
> >>
> >>
> >> Em 6 de março de 2013 19:38, Joao Marcos <[email protected]> escreveu:
> >>
> >>> Gostaria de fazer uma consulta simples entre os colegas com mais
> >>> intuição do que eu sobre este assunto.
> >>>
> >>> Um aluno me perguntou como poderia fazer para "comparar o nível de
> >>> dificuldade de duas derivações", em dedução natural.  A gente faz em
> >>> sala de aula aquelas asserções ingênuas, do tipo "se você usou a regra
> >>> do absurdo clássico, trata-se de uma derivação não trivial", "se você
> >>> usou regras com descarte, a derivação é potencialmente mais complexa",
> >>> "se você precisou usar lemas, a derivação não é tão básica assim", e
> >>> até "se você construiu sua derivação de forma construtiva, ela pode
> >>> até ter custado mais, mas é mais confiável"...
> >>>
> >>> Pois bem, minha primeira sugestão ao aluno foi que comparasse o nível
> >>> de dificuldade de duas derivações executando dois passos: primeiro,
> >>> converta estas derivações para uma forma *normalizada*; em seguida,
> >>> conte o número de nós destas versões normalizadas, e o número de
> >>> aplicações da regra do absurdo clássico.  A Valeria me chamou a
> >>> atenção em privado para a necessidade de considerar também outras
> >>> variáveis, como o numero de regras usadas, e não somente o numero de
> >>> regras do absurdo.
> >>>
> >>> E o que acham os colegas?  Como vocês comparariam, em princípio, o
> >>> *nível de dificuldade* de duas derivações, digamos, em dedução
> >>> natural?
> >>>
> >>> Abraços,
> >>> Joao Marcos
> >>>
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> > Fim da Digest Logica-l, volume 85, assunto 8
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>
>
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> ------------------------------
>
> Message: 2
> Date: Sat, 9 Mar 2013 15:20:14 -0500
> From: Luis Rosa <[email protected]>
> To: logica-l <[email protected]>
> Subject: Re: [Logica-l] You are not one of us; ergo, your argument is
>         invalid
> Message-ID:
>         <
> caockfccqnn23crj6yro7hhk8beh3zybzjexb2q+g5xhhaas...@mail.gmail.com>
> Content-Type: text/plain; charset=ISO-8859-1
>
> JM, escrevi um post para o nosso blog de epistemologia, incitado justamente
> por essa pagina que voce postou aqui:
> http://fsopho.wordpress.com/2013/03/09/some-fallacies/
>
> nao quero desconsiderar dados da psicologia cognitiva, mas acredito que
> podemos evitar bias e fallacies. =]
>
> abracao a tod@s
>
> --
> *Luis Rosa                            *
> @fsopho // prof <https://sites.google.com/site/fsopho/> // lattes
> <http://lattes.cnpq.br/9235142514779816>
> FsOpHo Epistemology Blog <http://fsopho.wordpress.com/>
> Blog Distropia <http://distropia.wordpress.com/>
> Greek van Peixe - Gamer Rock <http://greekvanpeixe.com/>
>
>
> ------------------------------
>
> Message: 3
> Date: Sat, 9 Mar 2013 22:24:14 -0300
> From: Famadoria <[email protected]>
> To: Luis Rosa <[email protected]>
> Cc: logica-l <[email protected]>
> Subject: Re: [Logica-l] You are not one of us; ergo, your argument is
>         inva
> Message-ID: <[email protected]>
> Content-Type: text/plain;       charset=utf-8
>
> A gente tem que ter cuidado com LOE e ALOE. Um exemplo: EPR data de 1935,
> mas só foi evidenciado por Alain Aspect em 1981. E o resultado de Aspect é
> notoriamente contraintuitivo.
>
> Sent from my iPhone
>
> On 09/03/2013, at 17:20, Luis Rosa <[email protected]> wrote:
>
> > JM, escrevi um post para o nosso blog de epistemologia, incitado
> justamente
> > por essa pagina que voce postou aqui:
> > http://fsopho.wordpress.com/2013/03/09/some-fallacies/
> >
> > nao quero desconsiderar dados da psicologia cognitiva, mas acredito que
> > podemos evitar bias e fallacies. =]
> >
> > abracao a tod@s
> >
> > --
> > *Luis Rosa                            *
> > @fsopho // prof <https://sites.google.com/site/fsopho/> // lattes
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> ------------------------------
>
> Message: 4
> Date: Sun, 10 Mar 2013 10:37:13 -0300
> From: Joao Marcos <[email protected]>
> To: Luis Rosa <[email protected]>
> Cc: logica-l <[email protected]>
> Subject: Re: [Logica-l] You are not one of us; ergo, your argument is
>         invalid
> Message-ID:
>         <CAO6j_LjRZEmNaDdTYaSwAN=
> [email protected]>
> Content-Type: text/plain; charset=UTF-8
>
> Luis, será que a falácia PMWMA não seria uma especialização da
> "falácia do espantalho"?
>
> Parabéns por ter esperança no alcance do raciocínio crítico, e pelo
> interessante post.
> Joao Marcos
>
>
> 2013/3/9 Luis Rosa <[email protected]>:
> > JM, escrevi um post para o nosso blog de epistemologia, incitado
> justamente
> > por essa pagina que voce postou aqui:
> > http://fsopho.wordpress.com/2013/03/09/some-fallacies/
> >
> > nao quero desconsiderar dados da psicologia cognitiva, mas acredito que
> > podemos evitar bias e fallacies. =]
> >
> > abracao a tod@s
> >
> > --
> > *Luis Rosa                            *
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*Luis Rosa                            *
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