> Enviar submissões para a lista de discussão Logica-l para
>       [email protected]
>
> Para se cadastrar ou descadastrar via WWW, visite o endereço
>       http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
> ou, via email, envie uma mensagem com a palavra 'help' no assunto ou
> corpo da mensagem para
>       [email protected]
>
> Você poderá entrar em contato com a pessoa que gerencia a lista pelo
> endereço
>       [email protected]
>
> Quando responder, por favor edite sua linha Assunto assim ela será
> mais específica que "Re: Contents of Logica-l digest..."
>
>
> Tópicos de Hoje:
>
>    1. Re: medindo o nível de dificuldade de uma derivação
>       (Valeria de Paiva)
>    2. Re: medindo o nível de dificuldade de uma derivação
>       (Elaine Pimentel)
>    3. Re: medindo o nível de dificuldade de uma derivação
>       (Marcelo Finger)
>    4. Re: medindo o nível de dificuldade de uma derivação (Tony Marmo)
>    5. Re: medindo o nível de dificuldade de uma derivação (Famadoria)
>    6. Re: medindo o nível de dificuldade de uma derivação (Famadoria)
>    7. Re: medindo o nível de dificuldade de uma derivação (Famadoria)
>
>
> ----------------------------------------------------------------------
>
> Message: 1
> Date: Thu, 7 Mar 2013 06:54:41 -0800
> From: Valeria de Paiva <[email protected]>
> To: Elaine Pimentel <[email protected]>
> Cc: Lista acadêmica brasileira dos profissionais e estudantes da área
>       de LOGICA <[email protected]>
> Subject: Re: [Logica-l] medindo o nível de dificuldade de uma
>       derivação
> Message-ID:
>       <CAESt=XvcijyYGw=Ajb8jcG0029tniD=jXNdGwznA3kn8Z0w=c...@mail.gmail.com>
> Content-Type: text/plain; charset=ISO-8859-1
>
> alo todos,
> Pois e', eu tambem acho que Doria se enganou nessa. eu tenho as obras
> completas do Goedel and por via das duvidas dei uma "googlada", mas nao
> achei nada..sem contar que os metodos de descricao de provas nao eram
> muito
> sofisticados. o calculo de sequentes 'e dos anos 30 e a deducao natural
> so'
> mostrou que funcionava mesmo nos anos 60, ne?
>
> mas eu nao concordo com Elaine qdo ela diz:
>>Se considerarmos
>>a lógica clássica proposicional, então não há muito a dizer:
>>derivações normalizadas não utilizam lemas e são "minimais". Então eu
>>diria que a complexidade é a mesma.
> tem muita coisa a se dizer sim e a complexidade nao deve ser a mesma.
> De um olhada no trabalho do Sam Buss em k-provabilidade usando os logic
> flow graphs dele,
> http://www.math.ucsd.edu/~sbuss/ResearchWeb/kprove/paper.pdf...
>
> acho que a medida de numero de usos de regra do absurdo 'e so' pra
> comecar...
>
> Mas concordo plenamente com Elaine que o assunto 'e fascinante!!
> abracos,
> Valeria
>
>
> 2013/3/7 Elaine Pimentel <[email protected]>
>
>> Oi, João!
>>
>> Eu não conheço nenhum teorema de Gödel que trate do assunto (de fato,
>> não acredito que exista...).
>>
>> Sobre a sua pergunta, acho que é super interessante. Se considerarmos
>> a lógica clássica proposicional, então não há muito a dizer:
>> derivações normalizadas não utilizam lemas e são "minimais". Então eu
>> diria que a complexidade é a mesma. Se uma fórmula é um teorema
>> intuicionista, então o uso da dupla negação vai resultar em uma
>> derivação não normal, por exemplo.
>>
>> Já se passamos para a lógica de primeira ordem, temos a complicação do
>> existencial, pois é o único conectivo em cálculo de sequentes para o
>> qual a regra de introdução é não "invertível". Ou seja, você pode
>> decompor (pensando de baixo para cima) qualquer fórmula cujo conectivo
>> principal não seja um existencial que a "demonstrabilidade" fica
>> invariante. Então, para qualquer fórmula "demonstrável" -- para que
>> você não fique bravo comigo :) -- existe uma derivação mínimal dada
>> por "multifocusing" e portanto a complexidade pode ser medida apenas
>> pelo número de diferentes aplicações da regra existencial.
>>
>> Não sei como transformar isso para dedução natural, mas acredito que
>> basta definir uma classe de equivalência de derivações (normalizadas)
>> em dn para cada derivação "multifocused" em cálculo de sequentes.
>>
>> Eu acho esse assunto fascinante :)
>>
>> Abraço,
>>
>> Elaine.
>>
>> 2013/3/7 Joao Marcos <[email protected]>:
>> > Sobre derivações em dedução natural?
>> >
>> > JM
>> >
>> > 2013/3/6 Famadoria <[email protected]>:
>> >> Tem um teorema de Gödel sobre isso.
>> >>
>> >> Sent from my iPhone
>> >>
>> >> On 06/03/2013, at 19:38, Joao Marcos <[email protected]> wrote:
>> >>
>> >>> Gostaria de fazer uma consulta simples entre os colegas com mais
>> >>> intuição do que eu sobre este assunto.
>> >>>
>> >>> Um aluno me perguntou como poderia fazer para "comparar o nível de
>> >>> dificuldade de duas derivações", em dedução natural.  A gente faz em
>> >>> sala de aula aquelas asserções ingênuas, do tipo "se você usou a
>> regra
>> >>> do absurdo clássico, trata-se de uma derivação não trivial", "se
>> você
>> >>> usou regras com descarte, a derivação é potencialmente mais
>> complexa",
>> >>> "se você precisou usar lemas, a derivação não é tão básica assim", e
>> >>> até "se você construiu sua derivação de forma construtiva, ela pode
>> >>> até ter custado mais, mas é mais confiável"...
>> >>>
>> >>> Pois bem, minha primeira sugestão ao aluno foi que comparasse o
>> nível
>> >>> de dificuldade de duas derivações executando dois passos: primeiro,
>> >>> converta estas derivações para uma forma *normalizada*; em seguida,
>> >>> conte o número de nós destas versões normalizadas, e o número de
>> >>> aplicações da regra do absurdo clássico.  A Valeria me chamou a
>> >>> atenção em privado para a necessidade de considerar também outras
>> >>> variáveis, como o numero de regras usadas, e não somente o numero de
>> >>> regras do absurdo.
>> >>>
>> >>> E o que acham os colegas?  Como vocês comparariam, em princípio, o
>> >>> *nível de dificuldade* de duas derivações, digamos, em dedução
>> >>> natural?
>> >>>
>> >>> Abraços,
>> >>> Joao Marcos
>> >
>> > --
>> > http://sequiturquodlibet.googlepages.com/
>> > _______________________________________________
>> > Logica-l mailing list
>> > [email protected]
>> > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
>>
>>
>>
>> --
>> Elaine.
>> -------------------------------------------------
>> Elaine Pimentel  - DMat/UFMG
>>
>> Address: Departamento de Matematica
>>      Universidade Federal de Minas Gerais
>>      Av Antonio Carlos, 6627 - C.P. 702
>>      Pampulha - CEP 30.161-970
>>      Belo Horizonte - Minas Gerais - Brazil
>> Phone:   55 31 3409-5970/3409-5994
>> Fax:       55 31 3409-5692
>>
>> htps://sites.google.com/site/elainepimentel/
>> --------------------------------------------------------
>> _______________________________________________
>> Logica-l mailing list
>> [email protected]
>> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
>>
>
>
>
> --
> Valeria de Paiva
> http://www.cs.bham.ac.uk/~vdp/
> http://valeriadepaiva.org/
>
>
> ------------------------------
>
> Message: 2
> Date: Thu, 7 Mar 2013 12:16:32 -0300
> From: Elaine Pimentel <[email protected]>
> To: Valeria de Paiva <[email protected]>
> Cc: Lista acadêmica brasileira dos profissionais e estudantes da área
>       de LOGICA <[email protected]>
> Subject: Re: [Logica-l] medindo o nível de dificuldade de uma
>       derivação
> Message-ID:
>       <cahqvs+xvtnzz1ztphanwitortchlruey0ctsg7gcheyntzq...@mail.gmail.com>
> Content-Type: text/plain; charset=ISO-8859-1
>
> Oi, Valéria!
>
>
>> mas eu nao concordo com Elaine qdo ela diz:
>>>Se considerarmos
>>>a lógica clássica proposicional, então não há muito a dizer:
>>>derivações normalizadas não utilizam lemas e são "minimais". Então eu
>>>diria que a complexidade é a mesma.
>> tem muita coisa a se dizer sim e a complexidade nao deve ser a mesma.
>> De um olhada no trabalho do Sam Buss em k-provabilidade usando os logic
>> flow
>> graphs dele,
>> http://www.math.ucsd.edu/~sbuss/ResearchWeb/kprove/paper.pdf...
>
> O trabalho dele é em lógica de primeira ordem... E a dificuldade é
> justamente unificação. Continuo achando que no caso proposicional não
> há diferença, se considerarmos apenas provas normalizadas.
>
>> Mas concordo plenamente com Elaine que o assunto 'e fascinante!!
>
> :)
>
> Elaine.
> -------------------------------------------------
> Elaine Pimentel  - DMat/UFMG
>
> Address: Departamento de Matematica
>      Universidade Federal de Minas Gerais
>      Av Antonio Carlos, 6627 - C.P. 702
>      Pampulha - CEP 30.161-970
>      Belo Horizonte - Minas Gerais - Brazil
> Phone:   55 31 3409-5970/3409-5994
> Fax:       55 31 3409-5692
>
> htps://sites.google.com/site/elainepimentel/
> --------------------------------------------------------
>
>
> ------------------------------
>
> Message: 3
> Date: Thu, 7 Mar 2013 10:25:14 -0500
> From: Marcelo Finger <[email protected]>
> To: Joao Marcos <[email protected]>
> Cc: Lista acadêmica brasileira dos profissionais e estudantes da área
>       de LOGICA <[email protected]>
> Subject: Re: [Logica-l] medindo o nível de dificuldade de uma
>       derivação
> Message-ID:
>       <CABqmzx0FKtrHX-eZr9+ar=x2Je831C_dxZzWsczf7Fc=hmg...@mail.gmail.com>
> Content-Type: text/plain; charset=ISO-8859-1
>
> Oi João.
>
> Eu uma vez tive uma discussão com o Ruy Excel sobre um assunto similar: o
> grau de interesse de um teorema.  A gente informalmente discutiu que o
> nível de interesse é a razão entre o tamanho da menor prova conhecida
> (usando a regra que v quiser) e o tamanho do teorema.  Quanto maior esta
> razão , maior o interesse.  O problem é que isso relativiza o interesse
> pelo sistema de dedução utilizado.
>
> []s
>
> Marcelo
>
>
> 2013/3/6 Joao Marcos <[email protected]>
>
>> Gostaria de fazer uma consulta simples entre os colegas com mais
>> intuição do que eu sobre este assunto.
>>
>> Um aluno me perguntou como poderia fazer para "comparar o nível de
>> dificuldade de duas derivações", em dedução natural.  A gente faz em
>> sala de aula aquelas asserções ingênuas, do tipo "se você usou a regra
>> do absurdo clássico, trata-se de uma derivação não trivial", "se você
>> usou regras com descarte, a derivação é potencialmente mais complexa",
>> "se você precisou usar lemas, a derivação não é tão básica assim", e
>> até "se você construiu sua derivação de forma construtiva, ela pode
>> até ter custado mais, mas é mais confiável"...
>>
>> Pois bem, minha primeira sugestão ao aluno foi que comparasse o nível
>> de dificuldade de duas derivações executando dois passos: primeiro,
>> converta estas derivações para uma forma *normalizada*; em seguida,
>> conte o número de nós destas versões normalizadas, e o número de
>> aplicações da regra do absurdo clássico.  A Valeria me chamou a
>> atenção em privado para a necessidade de considerar também outras
>> variáveis, como o numero de regras usadas, e não somente o numero de
>> regras do absurdo.
>>
>> E o que acham os colegas?  Como vocês comparariam, em princípio, o
>> *nível de dificuldade* de duas derivações, digamos, em dedução
>> natural?
>>
>> Abraços,
>> Joao Marcos
>>
>> --
>> http://sequiturquodlibet.googlepages.com/
>> _______________________________________________
>> Logica-l mailing list
>> [email protected]
>> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
>>
>>
>
>
> --
> Marcelo Finger
> Department of Computer Science, Cornell University
>
> on leave from:
>  Departament of Computer Science, IME
>  University of Sao Paulo
>  http://www.ime.usp.br/~mfinger
>
>
> ------------------------------
>
> Message: 4
> Date: Thu, 7 Mar 2013 16:42:52 -0300
> From: Tony Marmo <[email protected]>
> To: Joao Marcos <[email protected]>,  Lista acadêmica brasileira dos
>       profissionais e estudantes da área de LOGICA <[email protected]>
> Subject: Re: [Logica-l] medindo o nível de dificuldade de uma
>       derivação
> Message-ID:
>       <CAEsiyHS+-E3Pu84Q2zAZfLx1rYp5gH7SPexfU--Fdd4RG2M=6...@mail.gmail.com>
> Content-Type: text/plain; charset=ISO-8859-1
>
> Caro João,
>
> Tenho muita simpatia pela pergunta, mas é aquela velha história do
> pescador
> que se encanta mais pela rede do que pelo mar. Contar o número de regras
> usadas e de passos pode ser um meio para medir uma derivação, porém será
> um
> entre vários meios de medição. E segundo, para medir será preciso
> considerar sempre a menor derivação "correta" (latu sensu) dentre as
> possíveis derivações.
>
> Na verdade a minha simpatia pela pergunta deve-se a que ela não se limita
> a
> dedução natural, mas traduz a ideia de que a lógica sempre trabalha com
> economia ou simplicidade, que essas são características fundamentais da
> disciplina.
>
>
> Em 6 de março de 2013 19:38, Joao Marcos <[email protected]> escreveu:
>
>> Gostaria de fazer uma consulta simples entre os colegas com mais
>> intuição do que eu sobre este assunto.
>>
>> Um aluno me perguntou como poderia fazer para "comparar o nível de
>> dificuldade de duas derivações", em dedução natural.  A gente faz em
>> sala de aula aquelas asserções ingênuas, do tipo "se você usou a regra
>> do absurdo clássico, trata-se de uma derivação não trivial", "se você
>> usou regras com descarte, a derivação é potencialmente mais complexa",
>> "se você precisou usar lemas, a derivação não é tão básica assim", e
>> até "se você construiu sua derivação de forma construtiva, ela pode
>> até ter custado mais, mas é mais confiável"...
>>
>> Pois bem, minha primeira sugestão ao aluno foi que comparasse o nível
>> de dificuldade de duas derivações executando dois passos: primeiro,
>> converta estas derivações para uma forma *normalizada*; em seguida,
>> conte o número de nós destas versões normalizadas, e o número de
>> aplicações da regra do absurdo clássico.  A Valeria me chamou a
>> atenção em privado para a necessidade de considerar também outras
>> variáveis, como o numero de regras usadas, e não somente o numero de
>> regras do absurdo.
>>
>> E o que acham os colegas?  Como vocês comparariam, em princípio, o
>> *nível de dificuldade* de duas derivações, digamos, em dedução
>> natural?
>>
>> Abraços,
>> Joao Marcos
>>
>> --
>> http://sequiturquodlibet.googlepages.com/
>> _______________________________________________
>> Logica-l mailing list
>> [email protected]
>> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
>>
>
>
> ------------------------------
>
> Message: 5
> Date: Thu, 7 Mar 2013 17:22:20 -0300
> From: Famadoria <[email protected]>
> To: Joao Marcos <[email protected]>
> Cc: Lista acadêmica brasileira dos profissionais e estudantes da área
>       de LOGICA <[email protected]>
> Subject: Re: [Logica-l] medindo o nível de dificuldade de uma
>       derivação
> Message-ID: <[email protected]>
> Content-Type: text/plain;     charset=utf-8
>
> Não usou dedução natural e nem precisa; poderíamos codificar em linguagem
> binária a dedução. E se aplica o teorema de Goedel sobre o comprimento das
> provas.
>
> Sent from my iPhone
>
> On 07/03/2013, at 08:01, Joao Marcos <[email protected]> wrote:
>
>> Sobre derivações em dedução natural?
>>
>> JM
>>
>> 2013/3/6 Famadoria <[email protected]>:
>>> Tem um teorema de Gödel sobre isso.
>>>
>>> Sent from my iPhone
>>>
>>> On 06/03/2013, at 19:38, Joao Marcos <[email protected]> wrote:
>>>
>>>> Gostaria de fazer uma consulta simples entre os colegas com mais
>>>> intuição do que eu sobre este assunto.
>>>>
>>>> Um aluno me perguntou como poderia fazer para "comparar o nível de
>>>> dificuldade de duas derivações", em dedução natural.  A gente faz em
>>>> sala de aula aquelas asserções ingênuas, do tipo "se você usou a regra
>>>> do absurdo clássico, trata-se de uma derivação não trivial", "se você
>>>> usou regras com descarte, a derivação é potencialmente mais complexa",
>>>> "se você precisou usar lemas, a derivação não é tão básica assim", e
>>>> até "se você construiu sua derivação de forma construtiva, ela pode
>>>> até ter custado mais, mas é mais confiável"...
>>>>
>>>> Pois bem, minha primeira sugestão ao aluno foi que comparasse o nível
>>>> de dificuldade de duas derivações executando dois passos: primeiro,
>>>> converta estas derivações para uma forma *normalizada*; em seguida,
>>>> conte o número de nós destas versões normalizadas, e o número de
>>>> aplicações da regra do absurdo clássico.  A Valeria me chamou a
>>>> atenção em privado para a necessidade de considerar também outras
>>>> variáveis, como o numero de regras usadas, e não somente o numero de
>>>> regras do absurdo.
>>>>
>>>> E o que acham os colegas?  Como vocês comparariam, em princípio, o
>>>> *nível de dificuldade* de duas derivações, digamos, em dedução
>>>> natural?
>>>>
>>>> Abraços,
>>>> Joao Marcos
>>
>> --
>> http://sequiturquodlibet.googlepages.com/
>
>
> ------------------------------
>
> Message: 6
> Date: Thu, 7 Mar 2013 17:26:02 -0300
> From: Famadoria <[email protected]>
> To: Elaine Pimentel <[email protected]>
> Cc: Lista acadêmica brasileira dos profissionais e estudantes da área
>       de LOGICA <[email protected]>
> Subject: Re: [Logica-l] medindo o nível de dificuldade de uma
>       derivação
> Message-ID: <[email protected]>
> Content-Type: text/plain;     charset=utf-8
>
> Existe: sobre o comprimento das provas. Na verdade Goedel apenas o
> enunciou em 36; foi provado nos anos 50. Usei-0 num artigo de 91,
> Undecidability and incompleteness in classical mechanics. É equivalente a
> um teorema de M. Blum em computação.
>
> Sent from my iPhone
>
> On 07/03/2013, at 08:52, Elaine Pimentel <[email protected]>
> wrote:
>
>> Oi, João!
>>
>> Eu não conheço nenhum teorema de Gödel que trate do assunto (de fato,
>> não acredito que exista...).
>>
>> Sobre a sua pergunta, acho que é super interessante. Se considerarmos
>> a lógica clássica proposicional, então não há muito a dizer:
>> derivações normalizadas não utilizam lemas e são "minimais". Então eu
>> diria que a complexidade é a mesma. Se uma fórmula é um teorema
>> intuicionista, então o uso da dupla negação vai resultar em uma
>> derivação não normal, por exemplo.
>>
>> Já se passamos para a lógica de primeira ordem, temos a complicação do
>> existencial, pois é o único conectivo em cálculo de sequentes para o
>> qual a regra de introdução é não "invertível". Ou seja, você pode
>> decompor (pensando de baixo para cima) qualquer fórmula cujo conectivo
>> principal não seja um existencial que a "demonstrabilidade" fica
>> invariante. Então, para qualquer fórmula "demonstrável" -- para que
>> você não fique bravo comigo :) -- existe uma derivação mínimal dada
>> por "multifocusing" e portanto a complexidade pode ser medida apenas
>> pelo número de diferentes aplicações da regra existencial.
>>
>> Não sei como transformar isso para dedução natural, mas acredito que
>> basta definir uma classe de equivalência de derivações (normalizadas)
>> em dn para cada derivação "multifocused" em cálculo de sequentes.
>>
>> Eu acho esse assunto fascinante :)
>>
>> Abraço,
>>
>> Elaine.
>>
>> 2013/3/7 Joao Marcos <[email protected]>:
>>> Sobre derivações em dedução natural?
>>>
>>> JM
>>>
>>> 2013/3/6 Famadoria <[email protected]>:
>>>> Tem um teorema de Gödel sobre isso.
>>>>
>>>> Sent from my iPhone
>>>>
>>>> On 06/03/2013, at 19:38, Joao Marcos <[email protected]> wrote:
>>>>
>>>>> Gostaria de fazer uma consulta simples entre os colegas com mais
>>>>> intuição do que eu sobre este assunto.
>>>>>
>>>>> Um aluno me perguntou como poderia fazer para "comparar o nível de
>>>>> dificuldade de duas derivações", em dedução natural.  A gente faz em
>>>>> sala de aula aquelas asserções ingênuas, do tipo "se você usou a
>>>>> regra
>>>>> do absurdo clássico, trata-se de uma derivação não trivial", "se você
>>>>> usou regras com descarte, a derivação é potencialmente mais
>>>>> complexa",
>>>>> "se você precisou usar lemas, a derivação não é tão básica assim", e
>>>>> até "se você construiu sua derivação de forma construtiva, ela pode
>>>>> até ter custado mais, mas é mais confiável"...
>>>>>
>>>>> Pois bem, minha primeira sugestão ao aluno foi que comparasse o nível
>>>>> de dificuldade de duas derivações executando dois passos: primeiro,
>>>>> converta estas derivações para uma forma *normalizada*; em seguida,
>>>>> conte o número de nós destas versões normalizadas, e o número de
>>>>> aplicações da regra do absurdo clássico.  A Valeria me chamou a
>>>>> atenção em privado para a necessidade de considerar também outras
>>>>> variáveis, como o numero de regras usadas, e não somente o numero de
>>>>> regras do absurdo.
>>>>>
>>>>> E o que acham os colegas?  Como vocês comparariam, em princípio, o
>>>>> *nível de dificuldade* de duas derivações, digamos, em dedução
>>>>> natural?
>>>>>
>>>>> Abraços,
>>>>> Joao Marcos
>>>
>>> --
>>> http://sequiturquodlibet.googlepages.com/
>>> _______________________________________________
>>> Logica-l mailing list
>>> [email protected]
>>> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
>>
>>
>>
>> --
>> Elaine.
>> -------------------------------------------------
>> Elaine Pimentel  - DMat/UFMG
>>
>> Address: Departamento de Matematica
>>     Universidade Federal de Minas Gerais
>>     Av Antonio Carlos, 6627 - C.P. 702
>>     Pampulha - CEP 30.161-970
>>     Belo Horizonte - Minas Gerais - Brazil
>> Phone:   55 31 3409-5970/3409-5994
>> Fax:       55 31 3409-5692
>>
>> htps://sites.google.com/site/elainepimentel/
>> --------------------------------------------------------
>> _______________________________________________
>> Logica-l mailing list
>> [email protected]
>> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
>
>
> ------------------------------
>
> Message: 7
> Date: Thu, 7 Mar 2013 17:28:39 -0300
> From: Famadoria <[email protected]>
> To: Tony Marmo <[email protected]>
> Cc: Joao Marcos <[email protected]>, Lista acadêmica brasileira dos
>       profissionais e estudantes da área de LOGICA <[email protected]>
> Subject: Re: [Logica-l] medindo o nível de dificuldade de uma
>       derivação
> Message-ID: <[email protected]>
> Content-Type: text/plain;     charset=utf-8
>
> Basta codificar em binário e considerar a ( incomputável) mais curta
> codificação possível.
>
> Sent from my iPhone
>
> On 07/03/2013, at 16:42, Tony Marmo <[email protected]> wrote:
>
>> Caro João,
>>
>> Tenho muita simpatia pela pergunta, mas é aquela velha história do
>> pescador
>> que se encanta mais pela rede do que pelo mar. Contar o número de regras
>> usadas e de passos pode ser um meio para medir uma derivação, porém será
>> um
>> entre vários meios de medição. E segundo, para medir será preciso
>> considerar sempre a menor derivação "correta" (latu sensu) dentre as
>> possíveis derivações.
>>
>> Na verdade a minha simpatia pela pergunta deve-se a que ela não se
>> limita a
>> dedução natural, mas traduz a ideia de que a lógica sempre trabalha com
>> economia ou simplicidade, que essas são características fundamentais da
>> disciplina.
>>
>>
>> Em 6 de março de 2013 19:38, Joao Marcos <[email protected]> escreveu:
>>
>>> Gostaria de fazer uma consulta simples entre os colegas com mais
>>> intuição do que eu sobre este assunto.
>>>
>>> Um aluno me perguntou como poderia fazer para "comparar o nível de
>>> dificuldade de duas derivações", em dedução natural.  A gente faz em
>>> sala de aula aquelas asserções ingênuas, do tipo "se você usou a regra
>>> do absurdo clássico, trata-se de uma derivação não trivial", "se você
>>> usou regras com descarte, a derivação é potencialmente mais complexa",
>>> "se você precisou usar lemas, a derivação não é tão básica assim", e
>>> até "se você construiu sua derivação de forma construtiva, ela pode
>>> até ter custado mais, mas é mais confiável"...
>>>
>>> Pois bem, minha primeira sugestão ao aluno foi que comparasse o nível
>>> de dificuldade de duas derivações executando dois passos: primeiro,
>>> converta estas derivações para uma forma *normalizada*; em seguida,
>>> conte o número de nós destas versões normalizadas, e o número de
>>> aplicações da regra do absurdo clássico.  A Valeria me chamou a
>>> atenção em privado para a necessidade de considerar também outras
>>> variáveis, como o numero de regras usadas, e não somente o numero de
>>> regras do absurdo.
>>>
>>> E o que acham os colegas?  Como vocês comparariam, em princípio, o
>>> *nível de dificuldade* de duas derivações, digamos, em dedução
>>> natural?
>>>
>>> Abraços,
>>> Joao Marcos
>>>
>>> --
>>> http://sequiturquodlibet.googlepages.com/
>>> _______________________________________________
>>> Logica-l mailing list
>>> [email protected]
>>> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
>> _______________________________________________
>> Logica-l mailing list
>> [email protected]
>> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
>
>
> ------------------------------
>
> _______________________________________________
> Logica-l mailing list
> [email protected]
> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
>
>
> Fim da Digest Logica-l, volume 85, assunto 8
> ********************************************
>


_______________________________________________
Logica-l mailing list
[email protected]
http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l

Responder a