Só uma observação: a discussão aqui não começou tão gratuitamente quanto 
parece. Não foi o Décio, salvo engano, quem linkou o artigo sobre a suposta 
refutação do livre mercado neoliberal via procedimentos lógicos. E daí começou 
a quizumba. 

Manjo (ainda) menos de lógica do que gostaria. Mas noto apenas o seguinte: do 
ponto de vista do livre mercado, ao menos no que toca ao liberalismo clássico 
e, especialmente, à escola austríaca de economia, a refutação está refutada por 
dois motivos muito simples. 

a) neoliberalismo não é admitido pelos liberais clássicos e especialmente pelos 
austríacos (Mises, Rothbard) como válido. É, já, uma mistureba de conceitos 
liberais com esquerdismo soft. Enfim, a tal da terceira via. 

b) a tese de que os liberais professam oequilíbro do livre mercado simplesmente 
não se aplica. O livre mercado é estruturalmente desequilibrado, por sua 
própria natureza de processo de troca de informações no tempo e preferências 
subjetivas e, portanto, pouco ou nada previsíveis. O "equilíbro do mercado", 
como se este pudesse ficar todo certinho e distribuir os recursos bonitinho 
para todos, não é uma tese que liberais, de fato, defendam. É uma tese dos 
neoliberais mais propensos à esquerda ou ao estatismo que à liberdade. Então, 
me perdoem: podem ter refutado o neoliberalismo, que é muito menos liberal do 
que se imagina. Agora o livre mercado não refutaram. 

Por fim, percebo que muitos tomam desequilíbrio como sinônimo de pobreza para 
muitos e riqueza para uns poucos. E isso são problemas outros.
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