Júlio Dou uma resposta parcial, e quem sabe alguém mais habilitado responda melhor. Imagine uma ondinha produzida por uma pedra em um lago. Suponha um sistema de coordenadas cartesianas ortogonais com origem onde a pedra caiu. A onda se move circularmente e caminha segundo a equação do círculo com centro na origem, variando continuamente o raio, de zero até um certo valor. Suponha dois pontos A e B em um desses círculos com raio não nulo. Se fosse a função de onda, você poderia fazer uma medida digamos em A e ela colapsaria instantaneamente em A, desaparecendo em B e em todos os demais pontos. Então você provocou algo instantaneamente em B a partir de A, contrariando o princípio relativista de que não se pode transmitir informação com velocidade maior do que a da luz no vácuo. Este exemplo foi proposto por Einstein, aqui de forma bem simplificada. D
------------------------------------------------------ Décio Krause Departamento de Filosofia Universidade Federal de Santa Catarina 88040-900 Florianópolis - SC - Brasil http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause ------------------------------------------------------ Em 23/02/2012, às 16:58, julio cesar <[email protected]> escreveu: > Olá lista, > > aproveitando o papo, tem algumas coisas que nunca entendi, se alguém puder me > esclarecer ou indicar algo, ficaria agradecido: > > - se a função-de-onda for um objeto físico, de que maneira isso seria > contra nossas intuições ontológicas (clássica)? Só pela questão da ação > fantasmagórica? De fato, isso é um problemaço, mas se não for *só* por isso, > por que uma onda do mar não causa o mesmo espanto? Seria pela questão, na MQ, > *o que está realmente sendo ondulado ali*? Uma onda, ontologicamente falando, > não seria um objeto como qualquer outro com características próprias e tudo > mais? > > - mas se a função-de-onda não for *real* e sim apenas probabilidade, a > pergunta volta. Por ex, os jogadores profissionais de Poker trabalham com a > probabilidade como se fosse algo real, e ganham (muito) dinheiro com isso > porque, em certo sentido, ela é sim algo real! *A sorte não influencia a > longo prazo*, é um dito popular no mundo do Poker. A longo prazo, a > probabilidade é tão *sólida* quanto qualquer outra coisa. Você pode apostar > milhões nela, e você vai ganhar (a longo prazo). Essa questão sobre a > ontologia da MQ não se desdobra numa questão sobre a ontologia da > probabilidade? > > tem algum sentido isso? > > abraços, > Júlio César A. Custódio > _______________________________________________ > Logica-l mailing list > [email protected] > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l _______________________________________________ Logica-l mailing list [email protected] http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
