Alguém teria bons links pra me passar sobre o que é "acreditar"?

Eu acabo boiando nessas discussões sobre Deus porque eu não entendo
direito o que é "acreditar"... Por exemplo, é comum uma pessoa A
perguntar pra uma pessoa B "você _realmente_ acredita nisso?"... Como
é que a gente mede se alguém "realmente" acredita numa certa coisa?
Como é que eu posso "medir" se eu realmente acredito nas coisas que eu
acho - e digo - que eu acredito?

  [[]], Eduardo Ochs
    [email protected]
    http://angg.twu.net/


P.S. inevitável: eu virei fanático religioso nos últimos anos -
http://angg.twu.net/coe.html - e isso resolveu milhares de problemas
meus... mas como eu não consigo entender direito as motivações
emocionais por baixo dessas discussões sobre "Deus" e "realidade" eu
não consigo entender nem porque é que elas estão acontecendo, e acabo
achando que elas são desperdício de energia (tipo: "vocês não têm mais
o que fazer não? Vocês não têm problemas, ou inimigos?") e portando -
ta-rááá! 8-) - essas discussões são "pecado"...


2009/7/28 Francisco Antonio Doria <[email protected]>:
> Há inclusive alguns objetos milagrosos que são, comprovadamente, falsos. Um
> exemplo é o Santo Sudário de Turim, que a igreja católica tenta fazer passar
> como o sudário que envolveu o corpo de Cristo, e que no entanto é,
> documentadamente - até por carbono 14 - uma representação que foi feita por
> ``frottage'' no século XIV.
>
> 2009/7/28 Manuel Doria <[email protected]>
>>
>> Para prosseguir a discussão de forma "non-question begging", é necessário
>> definir alguns termos, como no que consiste uma "causa natural".
>>
>> Na acepção de "Natureza" que favoreço - modificada da definição do
>> historiador Richard Carrier - agência, intencionalidade, processos
>> teleológicos, consciência, cognição e qualquer outro aspecto da mentalidade
>> é ontologicamente dependente de propriedades não-mentais. Entes e processos
>> sobrenaturais seriam aqueles que exibissem mentalidade de forma genuinamente
>> autônoma, constitutiva do mobiliário ontológico fundamental do mundo. Dentre
>> os exemplos populares que satisfariam esses critérios, há deuses, fantasmas,
>> talismãs mágicos, feitiços, etc.
>>
>> Não existe em princípio o menor impedimento em se testar empiricamente
>> hipóteses de fenômenos sobrenaturais. Se a melhor ontologia do mundo for
>> sobrenatural, a Ciência irá nos informar disso. Naturalismo metodológico, a
>> tese de que apenas fenômenos naturais estão no escopo de investigações
>> científicas, é falso.
>>
>> Se vocês tiverem a oportunidade de conferir edições antigas da Scientific
>> American da segunda metade do Século XIX, poderão estranhar a quantidade de
>> matérias sobre casas mal-assombradas, poltergeists e séances espíritas. Eram
>> alegações sobrenaturais levadas a sério pelo mainstream científico
>> anglo-americano da época (e assim o foram até a década de 1920).
>>
>> Como exemplo de um teste crucial contemporâneo de uma hipótese
>> sobrenatural, a John Templeton Foundation gastou US$ 2,5 milhões de dólares
>> durante anos para investigar se existia algum link causal entre prece
>> intercessória anônima e recuperação de doenças cardiovasculares. Nenhum
>> efeito estatístico significativo foi observado (na verdade, o grupo de
>> controle que não recebeu prece intercessória se deu um pouquinho melhor).
>>
>> Religiões rotineiramente realizam alegações sobrenaturais sobre a
>> história, o mundo e a psicologia humana que estão perfeitamente dentro do
>> escopo do escrutínio científico e que são sistematicamente falsas. Não há
>> "magistérios não-interferentes" (
>> http://en.wikipedia.org/wiki/Non-Overlapping_Magisteria ), este conceito é
>> uma ficção socialmente conveniente e politicamente correta.
>>
>> [ ]'s
>>
>> 2009/7/27 Francisco Antonio Doria <[email protected]>
>>>
>>> Outra coisa: Carnap tinha horror a uma frase de Heidegger: das Nichts
>>> nichtet. Que é um pouco feito aquele verso de Gertrude Stein (aliás, para
>>> Alice B. Toklas), A rose is a rose is a rose.
>>>
>>> Sem sentido, cheios de significados...
>>>
>>> 2009/7/27 Wagner de Campos Sanz <[email protected]>
>>>>
>>>> Caros Frank e Dória,
>>>>
>>>> Um pouco atrasado, volto a discussão sobre Deus e os milagres.
>>>> Mesmo sendo ateu, acho que o Frank defendeu de modo equilibrado sua
>>>> posição.
>>>> Parece-me haver um problema básico nos argumentos do Dória. Ele disse
>>>> acreditar que tudo que ocorre ocorre por causas naturais ou que admite
>>>> explicações naturais, mais precisamente: "tudo que acontece dentro do
>>>> mundo é natural, ordinário". Porém, obviamente, essa não é uma asserção
>>>> verificável; na melhor das hipóteses é uma tese metodológica. Mas, nesse
>>>> caso, o problema resta no pé em que está.
>>>> Se não for metodológica, deveria ser metafísica e retornamos ao problema
>>>> do seu fundamento. Deus seria o fundamento último para a tese?
>>>>
>>>> PS: Em alguns outros mails já havia me deparado com outro problema. Eu
>>>> particularmente não vejo significado algum dizer que Deus existe e Deus
>>>> não existe. Se serviu pra fazer silenciar ao Carneiro Leão, então deve
>>>> ter algum significado (da importância nem falo, pois isso deduz-se pelo
>>>> efeito!). Qual seria?
>>>>
>>>> WS
>>>>
>>>> _______________________________________________
>>>> Logica-l mailing list
>>>> [email protected]
>>>> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
>>>
>>>
>>> _______________________________________________
>>> Logica-l mailing list
>>> [email protected]
>>> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
>>>
>>
>
>
> _______________________________________________
> Logica-l mailing list
> [email protected]
> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
>
>
_______________________________________________
Logica-l mailing list
[email protected]
http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l

Responder a