Ola, Samy, Eduardo, Alexandre, Robledo e logicos.
 
Gostaria de prosseguir com o debate, minha opinião (creio, acredito = verbo 
psicologico)
que o "mundo conhecido" tem que ter constancia. E vejo que mesmo que seja 
manipulado ainda assim as dezenas a serem sorteadas ainda seriam previsiveis SE 
ja tivessemos axiomatizado "o mundo".
 
Concordo com o Alexandre Costa Leite (que tambem rastrei curriculo, formação 
etc,etc) atualmente não se pode inferir algum conhecimento futuro concreto para 
inumeras areas e ponto.
Quando imaginei que nesta lista haveria filosofos e cientistas, tambem imaginei 
que haveriam pontos de vista diferentes com relação a "forças ainda ocultas".
Mesmo que o Witt as declare "superstição", acredito que uma dessas forças é o 
desejo da natureza em realizar seu proposito (não tenho como definir este tipo 
de "coisa"), assim esta "ordem" que não sofre alteração pelo desejo humano e 
independe de nosso conhecimento se manifesta em varias situações.
Uma das forças ocultas que percebo é: Existe uma "onda de informação" que 
caminha, chega primeiro, antes de alguns eventos (talvez antes de todos 
eventos), em minha leiga opinião em torno de 8 a 10 horas terrestres, nem 
sempre perceptivel pra mim, provavelmente temporalmente diferente para os 
demais.
Porem independente do horario de chegada da "informação" o fato real e concreto 
para mim é que algo chega primeiro antes do evento fisico se concretizar !! 
(não estou falando de loteria).
Alguem tem alguma informação sobre esta "coisa"  ??
 
Com relação ao que o Robledo Pontes colocou, sim já me enviaram um soft feito 
apartir de redes neurais para a mega sena e ainda não acerta, claro !! Porem 
talvez se o programador conhecesse mais de filosofia nem chegaria a 
desenvolve-lo.
O soft foi feito pelo Wilton Costa Matos do Pará em [email protected] e 
quem quiser já está disponivel no pseudo site  
http://sites.google.com/site/sphgf2/ .
 
Com relação a afirmar que uma dada combinação por exemplo 01-02-03-04-05-06 tem 
a mesma probabilidade de ser sorteada pois pertence ao "universo de 
combinações" tem argumentos contrarios (não de filosofos) e alguns chegam a 
dizer que quantos mais concursos ocorrem aumenta a chance desta combinação ser 
sorteada, porem eu acredito verbo psicologico que essa nao sorteia mesmo, 
apenas pelo seguinte argumento: Não é bela, não se parece com as "coisas" da 
natureza, não tem "forma complicada" aos olhos humanos, olho pra ela e não 
sinto que ela é "desejada" pela natureza, ou deveria dizer "não desejada" por 
mim.
 
Tambem no pseudo site, coloquei um livro escrito por  Elarrat, engenheiro, 
tambem do Pará,  em  [email protected] , o livro que ele escreveu chama-se
Contribuição ao Estudo da Caracterização de Combinações Geradas aleatoriamente.
 
Talvez o ponto de vista dele, não agrade, mas gostaria de trazer mais ao debate:
 
""
Paulo Henrique
Com o devido respeito que tenho por sua pessoa.
1) Vamos morrer dizendo a todos que é (será?) possível prever eventos 
em uma loteria de números;
2) É claro que se um dia isto acontecer as loterias não teriam mais sentidos;
3) O que defendo sempre é a possibilidade de se utilizar uma técnica 
de previsão baseada em alguma história de resultados, não 
necessariamente a de atrasos simples;
4) Ao se utilizar essa história, poderse-ia observar a frequência de 
um evento qualquer em uma amostra significativa de combinações;
5) Como a frequência do evento é aproximadamente igual à sua 
probabilidade (para amostras significativas) , ter-se-ia 
automaticamente uma idéia de como esse evento ocorreria em uma 
sequência de resultados. A decisão de se acreditar ou não na 
ocorrência do evento dependeria, obviamente, do pesquisador- apostador;
6) Seja a sequência de raciocínios para uma modalidade de loteria de números:
a) Total de combinações possíveis: 50.000.000
b) Todas essas combinações podem ter Soma Total (ST) das dezenas PAR 
ou ÍMPAR, ou seja, considerando uma sequência de números disposta em 
DUAS colunas, essa ST pode estar na Coluna 01 ou na Coluna 02;
c) Ao se apostar somente em combinações da Coluna 01, o evento 
escolhido tem 50% de chance de ocorrer (Probabilidade = 0,5). Esse 
tipo de combinação ocorreria em média a cada 2 sorteios;
d) Considerando uma sequência de números disposta em TRÊS colunas, 
essa ST pode estar na Coluna 01, Coluna 02 OU NA Coluna 03;
e) Ao se apostar somente em combinações da Coluna 01, o evento 
escolhido tem 33,33...% de chance de ocorrer (Probabilidade = 
0,33...).Esse tipo de combinação ocorreria em média a cada 3 sorteios;
.
.
.
f) Considerando uma sequência de números disposta em CINQUENTA 
colunas, essa ST pode estar na Coluna 01, Coluna 02,..., OU NA Coluna 
50;
g) Ao se apostar somente em combinações da Coluna 01, o evento 
escolhido tem 2% de chance de ocorrer (Probabilidade = 0,02).Esse tipo 
de combinação ocorreria em média a cada 50 sorteios; ;
h) Assim, neste último caso, definido o evento-escolha, passaria-se a 
estudar os eventos que ocorreriam nesse universo menor de 1/50 do 
Total de combinações, e assim sucessivamente;
abraços armstrong
[email protected]
 
'''''
Partindo dai, supondo resultados já ocorridos, e a base de dados, a 
probabilidade
de acontecer algo que ainda não haveria acontecido aumenta em função dos 
resultados anteriores. Isso é vontade humana ?? Isso é um fato matematico, ou 
isso é uma interpretação equivocada, senão vejamos:
 
outro exemplo (estará errado tambem ??)
Pensemos nos duques possiveis pra quina, há C(80,2) = 3160
mas passados 2001 (quando da ultima atualização deste e-mail) haviam 7 duques 
não sorteados, mas o duque 11-27 saiu no concurso 2004, veja esta mensagem 
 
Vamos aos fatos: Teoricamente a cada novo resultado há pelo menos uma trinca 
presente neste novo resultado que já foi sorteada anteriormente, porem ainda 
permanece PARTE daqueles 11 conjuntos de duques que não haviam saido, mas agora 
são apenas 7, esses pares nunca ocorreram cheio. 
são eles:
02 37 
07 20 
11 27 
13 62 
22 67 
55 72 
61 73 
Quando se calcula a probabilidade de saida de um duque ela é igual a: 0,32 %
Isso equivale a dizer que cada duque deveria ter sido sorteado 6 vezes.
Obviamente faltam esses 7 duques, que eram 11 !!
do concurso 1876 até o 2001 sairam 4.
Quando se calcula a distribuição binomial desse evento a chance dessa 
ocorrencia vai 
crescendo a medida que os concursos vão se seguindo.
Entre com a Probabilidade Individual:0,32%
Entre com qtd tentativas a testar:2001
Entre com qtd tentativas certas:10
Probabilidade desse evento ocorrer -->5,28%
Probabilidade de ocorrer 0 a 10 vezes -->93,87%
2001
0- 0,16%
1- 1,05%
2- 3,38%
3- 7,23%
4- 11,60%
5- 14,87%
6- 15,88%
7- 14,53%
8- 11,62%
9- 8,26%
10- 5,28%
11- 3,07%
12- 1,63%
13- 0,80%
14- 0,37%
15- 0,16%
16- 0,06%
17- 0,02%
18- 0,01%
19- 0,00%
20- 0,00%
Ou seja é mais facil um duque sair 6 vezes, do que sair 0 vezes.
Na avaliação matematica, supondo sem vicios e sem ondas (de qualquer especie) 
deveria
ser isto ai em cima.
opinião: Fixar esses conjuntos 1 par em cada grupo de combinações, e depois 
escolher outras dezenas em função da formula do Ion Saliu:
o que vai dar mais de 50 dezenas !!e depois filtro.
É claro que tudo se pode melhorar, via logica fuzzy, via redes neurais, via 
algoritmos geneticos e via redes bayesianas, e etc.
 
"""""
 
Uma perguntinha, se com os resultados anteriores não podemos inferir os 
posteriores então o que dizer da distribuição binomial, não posso usa-la ??
Isso que usei é caracterizado como falácia ?? 
Ou é mais um acaso ??
 
Obrigado,
 
Paulo Henrique
 

 
Tópicos de Hoje:
   4. Re: Logica nas Loterias de numeros [aforismo 5.1361
      Wittgenstein] (Samy Soares)
   5. Re: Logica nas Loterias de numeros [aforismo 5.1361
      Wittgenstein] (Robledo Pontes)
   6. Re: Logica nas Loterias de numeros [aforismo 5.1361
      Wittgenstein] (Samy Soares)

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Message: 4
Date: Fri, 30 Jan 2009 19:11:22 -0300
From: Samy Soares <[email protected]>
Subject: Re: [Logica-l] Logica nas Loterias de numeros [aforismo
 5.1361 Wittgenstein]
To: Alexandre Costa Leite <[email protected]>
Cc: Paulo Henrique Gomes Ferreira <[email protected]>,
 [email protected]
Message-ID:
 <[email protected]>
Content-Type: text/plain; charset="iso-8859-1"
Exatamente (Concordando com o Alexandre).
Dizemos que em uma teoria proposta em lógica dedutiva todos os fatos
prováveis fazem parte da teoria, desde que a mesma é proposta, e somente são
prováveis aqueles que fazem parte desta. Os mecanismos de lógica indutiva
(opondo-se à dedutiva) se propõem a produzir resultados, baseados nos que
consideramos corretos, que possam ser corretos, que possuem um **GRAU** de
certeza, invés de total, o que pode ser representado de formas quantitativas
(Probabilidades) ou qualitativas (Níveis pré-definidos de confiabilidade que
possam ser comparados entre si).
O desafio, porém, dos modelos matemáticos de ambos os tipos em função de
provar a ocorrência de eventos no futuro, depende inteiramente da COMPLETEZA
com que o modelo matemático aborda o problema, ou seja, será correto e
completo SE E SOMENTE SE todos os aspectos relevantes à prova dos eventos
futuros estiverem inclusos e previstos no modelo, juntamente com as relações
entre eles e a influência que exercem uns sobre outros, o que, na maioria
dos contextos é no impossível ou inviável.
Sempre que a formalização do modelo depende da percepção humana, há
tendência a erros, especialmente quando o contexto envolve variáveis que não
são perceptíveis aos humanos ou elementos contínuos que precisem ser
modelados como discretos (No caso de modelos computacionais, por exemplo, é
necessário discretizar). Imagine criar um modelo para simular o
COMPORTAMENTO das pessoas... Será que é mesmo viável fazer um modelo tão
complexo? Será que conseguiremos um dia perceber TODOS os elementos
relevantes para criar um modelo confiável, que permita-nos por exemplo,
saber como é que você, Paulo, reagirá em uma dada circunstância que poderá
ocorrer amanhã?
Eis o tipo de desafio que se enquadra perfeitamente nas citações que você
fez. Nesses casos, podemos fazer previsões, mas elas são confiáveis somente
até um certo ponto... Não absolutamente.
Como citado ainda pelo Alexandre, se tratamos de um sistema formal com
regras muito bem definidas e que envolva uma noção "futuro",
podemos, sim,
prever, mas essas aplicações normalmente não são tão interessantes.

Um abraço,
Samy Soares.
-------------- Próxima Parte ----------
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Message: 5
Date: Fri, 30 Jan 2009 14:35:44 -0800
From: Robledo Pontes <[email protected]>
Subject: Re: [Logica-l] Logica nas Loterias de numeros [aforismo
 5.1361 Wittgenstein]
To: [email protected]
Message-ID:
 <[email protected]>
Content-Type: text/plain; charset="iso-8859-1"
Voltando ao assunto original (modelos de previsão de resultados de loteria),
considerando que extrações lotéricas são eventos independentes, faz algum
sentido buscar um modelo lógico/matemático/estatístico de previsão? Sei que
o assunto não é diretamente ligado à lista, mas creio que devem existir
alguns matemáticos/estatísticos por aqui.
Já vi várias tentativas de criação de um modelo com a finalidade de prever
resultados de loterias, inclusive alguns computacionais baseados em redes
neurais etc., contudo sempre que vejo algo do tipo simplesmente ignoro (e
muitas vezes o meu respeito pelo criador do modelo também cai um pouco). A
não ser que seja uma tentativa de descobrir alguma força astrológica ou
qualquer outra relação oculta entre diferentes extrações lotéricas, para
mim
tentar inferir resultados seria absurdo. Se forem eventos independentes (e
idôneos), como creio que sejam, a probabilidade do resultado ser previsto
pelo modelo é igual à probabilidade de qualquer outro resultado (inclusive
01-02-03-04-05-06), e nenhum resultado passado teria qualquer interferência
sobre isso.
Fora a tentativa de descobrir forças ocultas, existe alguma outra motivação
para tais modelos (além do desejo de ficar milionário)?
2009/1/30 Samy Soares <[email protected]>
> Exatamente (Concordando com o Alexandre).
>
> Dizemos que em uma teoria proposta em lógica dedutiva todos os fatos
> prováveis fazem parte da teoria, desde que a mesma é proposta, e somente
são
> prováveis aqueles que fazem parte desta. Os mecanismos de lógica
indutiva
> (opondo-se à dedutiva) se propõem a produzir resultados, baseados nos
que
> consideramos corretos, que possam ser corretos, que possuem um **GRAU** de
> certeza, invés de total, o que pode ser representado de formas
quantitativas
> (Probabilidades) ou qualitativas (Níveis pré-definidos de confiabilidade
que
> possam ser comparados entre si).
>
> O desafio, porém, dos modelos matemáticos de ambos os tipos em função
de
> provar a ocorrência de eventos no futuro, depende inteiramente da
COMPLETEZA
> com que o modelo matemático aborda o problema, ou seja, será correto e
> completo SE E SOMENTE SE todos os aspectos relevantes à prova dos eventos
> futuros estiverem inclusos e previstos no modelo, juntamente com as
relações
> entre eles e a influência que exercem uns sobre outros, o que, na maioria
> dos contextos é no impossível ou inviável.
>
> Sempre que a formalização do modelo depende da percepção humana, há
> tendência a erros, especialmente quando o contexto envolve variáveis que
não
> são perceptíveis aos humanos ou elementos contínuos que precisem ser
> modelados como discretos (No caso de modelos computacionais, por exemplo,
é
> necessário discretizar). Imagine criar um modelo para simular o
> COMPORTAMENTO das pessoas... Será que é mesmo viável fazer um modelo
tão
> complexo? Será que conseguiremos um dia perceber TODOS os elementos
> relevantes para criar um modelo confiável, que permita-nos por exemplo,
> saber como é que você, Paulo, reagirá em uma dada circunstância que
poderá
> ocorrer amanhã?
>
> Eis o tipo de desafio que se enquadra perfeitamente nas citações que
você
> fez. Nesses casos, podemos fazer previsões, mas elas são confiáveis
somente
> até um certo ponto... Não absolutamente.
>
> Como citado ainda pelo Alexandre, se tratamos de um sistema formal com
> regras muito bem definidas e que envolva uma noção "futuro",
podemos, sim,
> prever, mas essas aplicações normalmente não são tão interessantes.
>
>
> Um abraço,
> Samy Soares.
>
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Message: 6
Date: Fri, 30 Jan 2009 19:48:47 -0300
From: Samy Soares <[email protected]>
Subject: Re: [Logica-l] Logica nas Loterias de numeros [aforismo
 5.1361 Wittgenstein]
To: [email protected]
Message-ID:
 <[email protected]>
Content-Type: text/plain; charset="iso-8859-1"
Esses modelos têm lá um interesse na matemática, mas o que se consegue
fazer, na verdade, é especificar regiões de conjuntos de números que possam
vir a ser sorteados, baseados em princípios de processos estocásticos.
Dizendo de outra forma, o que se consegue é definir alguns resultados cuja
probabilidade é muito menor de ser sorteada que outros, podendo, então,
tornar um pouco mais viável apostar em somente alguns resultados que
prometem uma probabilidade um pouco melhor.
Como qualquer outra coisa não eficiente, é comum encontrarmos cientistas que
pesquisem propostas menos ineficientes, o que é o caso pra esses modelos...
; )
2009/1/30 Robledo Pontes <[email protected]>
> Fora a tentativa de descobrir forças ocultas, existe alguma outra
motivação
> para tais modelos (além do desejo de ficar milionário)?
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