Deixa eu dar uma opinião contrária, até porque estive de 2003 a 2006 no CDES, convivi com vários ministros e senior officers desse governo, e tive muita discussão interna sobre as políticas deles.
O Palocci foi um desastre na fazenda. Não sabia o que fazer, e só acumulava superávits primários, restringindo o dinheiro em tudo quanto é canto. Tive, durante seu consulado, uma conversa longa com o Aluisio Mercadante, que representa o grupo do Mantega, e o Aluisio me disse: fecho com o governo em público, mas internamente brigo furiosamente para mudar as políticas na economia. O Palocci caiu devido a um incidente menor - queria esconder que transava com putas caras, como acontece com todo mundo em Brasília (caras e baratas: uma vez desembarquei na porta de meu hotel, SHS, às onze da noite, e fui atacado por um pelotão de adolescentes de microssaias e sandálias de salto agulha, querendo que eu pegasse uma delas e levasse para cima - enquano o porteiro do hotel me olhava, condescendente e achando graça). Mas foi dado, na queda do Palocci, um minigolpe: a política mudou para uma política mais gênero keynesiano, mais ao estilo new deal. Conversei muito sobre isso com o Assis, José Carlos de Assis, hoje no BNDES. O Lula deveria implementar uma política gênero Roosevelt. Bolsa-família, aumentos de servidores, crédito fácil para a classe média são parte dessa política. E está funcionando. O governo, hoje, tem menos a influência dos sindicalistas - como aqueles todos de nomes esquisitos que deram nos escândalos do primeiro governo - que dos quadros e dos técnicos. Tarso Genro é um ideólogo (tenho um retrato dele abraçado comigo, com Glaci Zancan - saudades... - e com Eros Grau) mas é uma pessoa correta, e ouve críticas. Miguel Jorge, um jornalista que fez carreira como administrador de empresas bem sucedido. Fernando Haddad, um quadro administrativo discreto e competente. O Temporão, ótimo sanitarista, com mão de ferro como administrador. Não é um governo de apedeutas, com certeza. E é muito mais eficiente que o governo de FHC, com todas as láureas que esse tenha - um governo que estagnou o país. E, que pelo que sei, odiava os professores universitários. 2008/9/30 Décio Krause <[EMAIL PROTECTED]> > Legal esse final (mas duvido) de discussão. Viadagens e milindres à parte > (êpa, êpa, ôba, ôba, como dizia o Ivan Lessa nos bons tempos do Pasquim, lá > por 1969), pelo menos em uma coisa todos concordamos, apesar de óbvia > (viram como essas discussões são produtivas?): que o Lula é um apedeuta > (será que a língua pátria me permitiria dizer "aPTeuta"?) cercado de ladrões > por todos os lados. Mas não se enganem, ele não é uma ilha, mas o atrator, o > buraco negro. Aprendemos algo, afinal, mesmo com o português errado! > D. > > >> >> >> 2008/9/30 <[EMAIL PROTECTED]> >> >> Meus caros, >>> >>> como o nivel não está nas alturas, e estamos falando de poesia então >>> gostaria de lembrar uns versos de um "poeto" pernambucano (e esse não >>> é analfabeto), Manuel Bandeira: >>> "Vinha da boca do povo na língua errada do povo. Língua certa do povo. >>> Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil" >>> >>> Renato. >>> >>> >>> >>> >>> Quoting Silvio <[EMAIL PROTECTED]>: >>> >>> > >>> > Marcelo: >>> > >>> > Vs.representa ponderável segmnto da população que >>> > aceita incorporar ao vernáculo as variações linguínsticas oridundas >>> > dos diversos "modos" ou vícios de linguagem que apopulação, om o >>> > implacável tempo, adota. >>> > Existem fundamentos básicos como nos ensinam os dicionários ,as >>> > gramáticas, a ABL. e os autores eruditos. >>> > >>> > Vs.não deve lamentar nada: você reflete grande parte da >>> > sociedade,hoje liderada por um analfabeto funcional e cercado de uma >>> > corja de inclusive criminosos confessos confessos como é o caso do >>> > (Jair) Mink. >>> > >>> > São os novos tempos. eis uma das razões pelas quais jamais recebemos >>> > um Nobel de literatura: Esqueceram do G. Rosa..... >>> > >>> > Espero que essa nova "escola" grave os falares do apedeuta e o >>> > incorpore ao VOLP. >>> > >>> > um bom dia e realmente encerremos o tema, fora do escopo do grupo. >>> > >>> > silvio >>> > ----- Original Message ----- >>> > From: Marcelo Finger >>> > To: Silvio >>> > Cc: Walter Carnielli ; [email protected] >>> > Sent: Tuesday, September 30, 2008 9:43 AM >>> > Subject: Re: [Logica-l] Poeta, poeto e poetisa >>> > >>> > >>> > >>> > >>> > A língua, para quem a cultua, deve seguir o que orienta os >>> gramátisos e >>> > sobre a forma de escrever as palavras, o VOLP. >>> > >>> > Caro Sílvio. >>> > >>> > Lamento, mas tenho uma posição absolutamente oposta a esta >>> > expressada acima. Não há justificativa para essa camisa de força, >>> > esse engessamento do uso da linguagem que despresa a dinâmica, a >>> > variação, os regionalismos, que são fenômenos naturais, universais, >>> > comuns a todas as línguas, e portanto inevitáveis. >>> > >>> > Não há motivos para dar o monopólio do controle da língua para os >>> > gramáticos. A língua é de seus falantes. >>> > >>> > Eu acho ótimo haver um VOLP, se ele estivesse disponível >>> > eletronicamente nos ajudaria muitíssimo nos programas de Linguística >>> > Computacional. Mas ele está muito longe de ser a última palavra em >>> > termos de língua. A única coisa que se pode dizer sobre ele é que >>> > ele já está desatualizado na hora que é publicado. >>> > >>> > E, por falar nisso, eu tb não gosto de "estória". Mas, assim como >>> > o verbo "ponhar" (variante do verbo por), a "estória" existe. E >>> > podemos até escrever A História do Emprego de "Estória" no Português. >>> > >>> > Abraços >>> > >>> > Marcelo >>> > >>> > PS: Não voltarei mais a este assunto, pois essas discussões tendem >>> > a ser intermináveis. Apenas deixo minha opinião, formulada e >>> > reformulada ao longo de décadas. >>> > >>> > >>> > >>> > >>> > Essa questão sobre "poeta" já está por demais batido, as madames >>> podem se >>> > arvorar em "poetas": não há ocorrência de crime: apenas de >>> > umaclara vontade >>> > de se masculinizar, é até possível que tenham problemas >>> psicológicos pois >>> > fora o pedantismo, não há respaldo culto para essa degradação. >>> > >>> > Estou escutando repórteres na TV dizendo menu com a terminação >>> > em u, quando >>> > é público e notório que é palavra francesa e que na pronúncia o >>> > "u" tem som >>> > de "i"....é a deterioração da lingua, como dos costumes e como >>> > do caráter, >>> > que o apadeuta e sua corja, impõem, paulatinamente, no país: somos >>> > recordistas ocidentais em analfabetos funcionais. >>> > >>> > sds., >>> > silvio. >>> > >>> > ----- Original Message ----- >>> > From: "Walter Carnielli" <[EMAIL PROTECTED]> >>> > To: <[email protected]> >>> > Sent: Monday, September 29, 2008 5:41 PM >>> > Subject: [Logica-l] Poeta, poeto e poetisa >>> > >>> > >>> > Ola Silvio, >>> > >>> > embora esta minha intervenção não tenha a menor relevância sobre >>> o >>> > tema em discussão e nem sobre temas da Lista, e aproveitando que >>> > Deus saiu da pauta, não posso deixar de mencionar o que a própria >>> > Hilda Hilst, me disse (ela morava numa chácara em Campinas e a >>> > visitei muitas vezes) sobre a historia de ser "poeta" e não >>> > "poetisa". Algo assim: se existisse "poeto", ela seria "poeta". >>> > Como os idiotas dos académicos inventaram mal o termo, eles >>> > que...#*$.. e ela continuaria a ser "poeta: da mesma maneira... >>> Uma >>> > espécie de demonstração não-construtiva da apropriabilidade (epa!) >>> do >>> > termo. >>> > >>> > Abraços, >>> > >>> > Walter >>> > >>> > >>> > > João: >>> > > >>> > > Guimarães Rosa nãocriou neologismos: ele, em suas prolongadas >>> > viagens de >>> > > pesquisa pelo interior de Minas anotou os diversos falares, as >>> > > deturpações >>> > > da lingua em função exatamente da falta de continuidade por >>> formas >>> > > literárias ou educativas, das formas eruditas dos vocábulos. >>> > > >>> > > Até a falta de dentes em grande parte do pessoal do interior >>> contribuiu >>> > > pra >>> > > isso..... >>> > > >>> > > Exemplo atroz é o uso indevido de "estória" que hoje é >>> > corriqueiro e é um >>> > > despudor, um ambicismo quedesonra a cultura de quem o utiliza. >>> > > Por sua própria etmologia, é uma palatra que descreve algo que >>> > > antiriormente não era conhecido. Exemplo: kardecismo: >>> > "Doutrina religiosa >>> > > de >>> > > Allan Kardec (1804-1869), pensador espírita francês". Esse >>> vocábulo, >>> > > obviamente, não existia antes da existânaia do criador do >>> espiritismo. >>> > > Usar a deformação viciosa como o caso do "estória" não é >>> neologismo, é >>> > > vício >>> > > de linguagem. >>> > > Qualquer pessoa só deve escrever dentro dos parâmetros das >>> > regras cultas, >>> > > uma delas é usar vocábulos existentes no VOLP: uma curiosidade >>> > é o fato de >>> > > famosa poetisa brasileira (por motivos que não revelou), >>> arvorar-se em >>> > > "poeta", não aceitando o título de poetisa conforme nos ensina a >>> > > gramática: >>> > > e diversas senhoras, por modismo, para se diferenciarem ou mostra >>> uma >>> > > cultura que é falsa, arvoram-se em "poetas" o que desqualifica >>> toda sua >>> > > obra. >>> > > Autores consagrados - é o caso de guimarães Rosa e o grande >>> > poeta lusitano >>> > > Fernando Pessoa ousam alterar a formatação dos vocábulos tanto >>> para >>> > > mostrar >>> > > sua erudição como para aprimorar o sentido do texto, o que não os >>> > > incorpora >>> > > oficialmente à língua: são apenas detalhes artísticos. >>> > > >>> > > Deve haver algum trabalho de qualidade sobre isso: se alguém >>> > tiver, que o >>> > > traga à luz: Rabelais até criou um povo denominado "Nefelibata" >>> em >>> > > homenagem aos criadores de neologismos...". >>> > > >>> > > Copiei na ewikipedia: >>> > > >>> > > "Termo utilizado para classificar uma palavra nova que surge >>> > numa língua >>> > > devido à necessidade de designar novas realidades - novos >>> conhecimentos >>> > > técnicos, objectos gerados pelo progresso científico >>> > (neologismos técnicos >>> > > e >>> > > científicos) e até por questões estilísticas e literárias, >>> tornando a >>> > > língua >>> > > mais expressiva e rica (neologismos literários). >>> > > >>> > > O que sucede quando precisamos de atribuir um novo nome para >>> > designar uma >>> > > ideia ou objecto novos é escolher uma destas opções: formar uma >>> palavra >>> > > nova >>> > > a partir de elementos que já existam; adoptar um termo de uma >>> outra >>> > > língua; >>> > > alterar o significado de uma palavra já antiga. Daí que os >>> neologismos >>> > > criados possam possuir diferentes processos de formação: por >>> derivação >>> > > (ficcionismo, metaficção), por composição (astronauta, >>> homeopatia), por >>> > > imitação de outras palavras já existentes na língua (eurocrata), >>> por >>> > > transferência de vocábulos pertencentes a outras línguas >>> > (clicar, inputar, >>> > > scannear), ou palavras completamente novas que são criadas. >>> > Neste último >>> > > grupo, incluem-se os neologismos literário-estilísticos que são >>> criados >>> > > para >>> > > se conseguir um efeito único, especial, ou tornar uma frase >>> > mais maleável, >>> > > concentrando uma expressão numa palavra, de modo a tornar o >>> > sentido mais >>> > > explícito, por exemplo: «trotamundos» (forma como Walter, uma das >>> > > personagens de O Vale da Paixão é referida várias vezes, pelo >>> > pai, por não >>> > > permanecer muito tempo no mesmo local) e o substantivo seu >>> derivado". >>> > > >>> > > >>> > > >>> > > uma boa noite, >>> > > >>> > > silvio. >>> > >>> > +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++ >>> > Walter Carnielli >>> > Centre for Logic, Epistemology and the History of Science ? CLE >>> > State University of Campinas ?UNICAMP >>> > P.O. Box 6133 13083-970 Campinas -SP, Brazil >>> > Phone: (+55) (19) 3788-6519 >>> > Fax: (+55) (19) 3289-3269 >>> > e-mail: [EMAIL PROTECTED] >>> > Website: http://www.cle.unicamp.br/prof/carnielli >>> > _______________________________________________ >>> > Logica-l mailing list >>> > [email protected] >>> > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l >>> > >>> > _______________________________________________ >>> > Logica-l mailing list >>> > [email protected] >>> > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l >>> > >>> > >>> > >>> > >>> > -- >>> > Marcelo Finger >>> > Departamento de Ciencia da Computacao >>> > Instituto de Matematica e Estatistica >>> > Universidade de Sao Paulo >>> > Rua do Matao, 1010 >>> > 05508-090 Sao Paulo, SP Brazil >>> > Tel: +55 11 3091-9688, 3091-6135, 3091-6134 (fax) >>> > http://www.ime.usp.br/~mfinger <http://www.ime.usp.br/%7Emfinger> >>> > >>> > >>> >>> >>> >>> ---------------------------------------------------------------- >>> This message was sent using IMP, the Internet Messaging Program. >>> >>> >>> _______________________________________________ >>> Logica-l mailing list >>> [email protected] >>> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l >>> >> >> >> >> -- >> _________________________________ >> Décio Krause >> Departamento de Filosofia >> Universidade Federal de Santa Catarina >> C.P. 476 >> 88040-900 Florianópolis, SC - Brasil >> Tel.: +(48)3331-9248 >> www.cfh.ufsc.br/~dkrause <http://www.cfh.ufsc.br/%7Edkrause> >> Grupo de Lógica e Fundamentos da Ciência >> www.logica.cfh.ufsc.br >> _____________________________________ >> > > > > -- > _________________________________ > Décio Krause > Departamento de Filosofia > Universidade Federal de Santa Catarina > C.P. 476 > 88040-900 Florianópolis, SC - Brasil > Tel.: +(48)3331-9248 > www.cfh.ufsc.br/~dkrause <http://www.cfh.ufsc.br/%7Edkrause> > Grupo de Lógica e Fundamentos da Ciência > www.logica.cfh.ufsc.br > _____________________________________ > > _______________________________________________ > Logica-l mailing list > [email protected] > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l > >
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