Caro colega, novamente o senhor descambou, como antes, ao destempero verbal,
quando te sentes contrariado. Parece ser o que costumas fazer quando não
tens mais argumentos em um debate. Acho que no fundo tu te sentiste bastante
incomodado com o que tenho dito. Talvez tenhas estudado "filosofia" por anos
em alguma universidade, achando que poderias estar se aproximando mais de
uma condição de sabedoria, dada a etimologia da palavra "filosofia", e dado
o que sugerem os docentes destes cursos, e agora talvez estejas começando a
suspeitar que não é bem assim como quase todos dizem. Embora muito bons para
um maior adestramento intelectual e um bom aprendizado de áreas bem
relevantes como Lógica, por exemplo, não me parece que um formado em
"filosofia" aproxime-se mais da Sabedoria, mesmo que passe a apresentar uma
habilidade intelectual bem maior de argumentar e questionar. Qual Sabedoria,
se talvez não tenha havido uma profunda mudança para melhor de seu estilo de
vida, se continue apresentando vícios de vários tipos, se continue não
respeitando as demais formas de vida? Como te sentes contrariado, talvez por
sentir que a ilusão dada por um curso de "filosofia" pode ser desfeita,
então gostarias de sufocar esta contrariedade, o que expressaste abaixo,
simbolicamente, com respeito à minha pessoa, pois eu poderia simbolizar,
para ti, tal decepção.

 

Tenho me expresso nesta lista e também em outras listas não por mero
capricho, mas sim porque creio que a atitude de muitos desta e de outras
listas e das universidades em geral tem impedido que as mesmas funcionem de
uma forma mais plena e desimpedida. Os currículos das universidades,
especialmente aqueles da área de Saúde, Educação Física e Filosofia,
deveriam passar por uma ampla reforma que reflita a teoria e prática
científica do mundo do século XXI. Caso contrário, as universidades tenderão
a ficar cada vez mais defasadas da realidade e necessidades do ambiente fora
de seus campi.

 

Exemplifico: porque a Cromoterapia (http://www.cromoterapia.org.br) não é
estudada nos cursos de medicina, se os efeitos da mesma são comprovadamente
benéficos? Por exemplo, a artrose pode ser revertida com umas 35 aplicações
de luzes de várias cores, como tenho constatado em mim mesmo de umas semanas
para cá, após sentir muitas dores em um dos joelhos, e ao observar o
desaparecimento das mesmas após algumas aplicações. Mas as universidades não
adotam o seu estudo não por razões científicas, mas por meras conveniências
políticas, pois a classe médica e as multinacionais que a sustentam não
querem perder os seus polpudos lucros, pois é bem melhor vender remédios
paliativos caros, receitados por médicos, do que curar a artrose. O mesmo
acontece em várias outras áreas.

 

Por isso este debate é de suma importância.

 

Infelizmente, tenho observado que muitos desta e de outras listas
relacionadas às universidades apresentam vários preconceitos, e ainda se
dizem “cientistas” ou “filósofos”, mas que apenas professam, na prática,
ideologias como o cientificismo (Scientism) e o fundamentalismo ateu.

 

a) Arthur Buchsbaum

 

-----Mensagem original-----

De: [EMAIL PROTECTED] [mailto:[EMAIL PROTECTED]
Em nome de Eduardo Ochs

Enviada em: terça-feira, 23 de setembro de 2008 11:51

Para: Lista acadêmica brasileira dos profissionais e estudantes da área de
LOGICA

Assunto: Re: Sobre silêncios

 

Reconheço que o Artur tem um certo mérito - ele defende suas idéias com uma
coragem que vai bem além dos limites da imprudência; ele é um

homem com uma missão, e a cada mensagem que ele manda ele se arrisca ser
odiado, a ser banido da lista, e a, dentro de certos limites, a

virar um mártir. Só que eu também tenho uma sensação de "missão", e às vezes
me disponho a fazer coisas que sinto que são certas mas que sei

que não serão compreendidas... e uma destas coisas - uma cena que vive me
vindo à cabeça - é que eu um dia vou pular no pescoço do Artur

quando nós estivermos em algum lugar público - num EBL, talvez - e esganá-lo
até ele ficar roxo. Eu sei que o Artur vai dizer que não quer que eu faça
isso e que "é uma falta de respeito", que eu estou "transformando uma
discussão de idéias em algo pessoal", que ele "tem

o direito de dizer o que quiser", e que "não vai funcionar", mas eu sei que
esta cena vai ficar na memória de todos os que a assistirem, e

acho que a longo prazo - uns dez anos, será? - as memórias desta cena e as
discussões que ela gerar vão compensar de longe a "violência"

dela, e acho até que o próprio Artur vai acabar entendendo os meus

motivos e me agradecendo...

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